A Rainha Santa dando esmola a um ansião

Num painel que decora uma fonte e onde está representado o exterior de um palácio, a Rainha com coroa aberta e envergando um trajo régio dá uma esmola a um ansião ajoelhado a seus pés.

Rainha Santa Isabel

Baixo relevo dourado no suporte do altar da Igreja de S, Domingos representando a Rainha Santa Isabel dentro de uma cartela de cariz barroco, com coroa aberta, envergando um trajo régio segurando com a mão esquerda um molho de rosas (flores) e com a mão direita um ceptro real.

Lenda do Poço da Rainha

Diz a lenda que a Rainha D, Isabel tomou banho neste poço.

Lenda da Fonte d' ouro

Diz a lenda que a Rainha D. Isabel na sua peregrinação a Santiago de Compostela pernoitou neste lugar e nessa noite na água da fonte correram partículas de ouro.

Representações

A iconografia isabelina é um património artístico riquíssimo no domínio da escultura, da gravura, da pintura e do azulejo, com início ainda em vida da rainha, com a estátua jacente do túmulo gótico que ela própria mandou construir. Remonta, no entanto, à data da sua beatificação em 1520, o início de um importante ciclo iconográfico, que tem representações em todos os períodos e estilos artísticos até aos nossos dias, constituindo um património cultural cuja falta de estudo é uma lacuna grave que urge preencher.

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Festas e tradições

A vida da Rainha Santa Isabel, pródiga em sucessos historicamente comprovados, não o é menos em episódios prodigiosos que inspiraram no Povo Português uma devoção fervorosa, materializada em Festividades e manifestada na Literatura Tradicional, Oral e de Cordel.

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Lamego

A cidade de Lamego é um caso exemplar de conjugação de dois polos fundamentais na difusão do culto religioso da Rainha Santa: a Diocese e a Ordem de S. Francisco.

Nesta cidade estavam sediados, desde a Idade Média, dois conventos franciscanos: O Convento de S. Francisco e o Convento das Chagas da Ordem de Santa Clara.

Monforte Sacro

A igreja do Convento do Bom Jesus de Monforte, fundado cerca de 1517 e objecto de uma campanha de obras na primeira metade do séc. XVIII, possuía, exposto na grande nave coberta por uma abóbada de brutesco um notabilíssimo revestimento azulejar realizado cerca de 1746 na oficina lisboeta de Valentim de Almeida, importante pintor representativo do barroco joanino.

Estremoz - Capela da Rainha Santa do Castelo de Estremoz

Erguida no local onde a tradição situa a morte da rainha D. Isabel e que a rainha D. Luísa de Gusmão transformou em oratório, a actual capela do Castelo de Estremoz deve-se a iniciativa régia de D. João V, que em 1715 a integrou no seu padroado e que lhe ofereceu a belíssima imagem da Rainha Santa em madeira estofada e dourada que se encontra actualmente na Igreja de Santa Maria.

Pela qualidade artística do seu acervo e pela originalidade temática dos grandes painéis que a decoram e em que são narrados episódios e milagres da vida da Rainha Santa Isabel, é uma pequena joia do barroco português e um belíssimo e invulgar documento de tradições hoje em dia quase esquecidas.

O visitante que entra no pequeno templo fica surpreendido com a riqueza do seu interior onde pintura e azulejaria se combinam harmoniosamente de acordo com um programa estético e doutrinário que tem, como duplo objectivo, a glorificação da Rainha Santa, representada no tecto subindo aos céus em apoteose, e a edificação dos fiéis a quem são apresentados episódios exemplares evocados nos grandes painéis narrativos que recobrem as paredes laterais.

Painéis de azulejo figurativo – Série de três painéis monocromáticos (c.1725), atribuíveis a Teotónio dos Santos (J. Meco, 2005): Recontro de Alvalade, Milagre das águas do Tejo que se apartam e Milagre da criança salva das águas.

Painéis a óleo - Série de seis telas, do 2º quartel do séc. XVIII, atribuíveis à oficina de André Gonçalves ( L. Cidraes, 2005):

- Milagre das rosas, Milagre do vinho e da água, Tomada de hábito da Rainha D. Isabel, Milagre de Arrifana ou cura da criança cega, As rainhas servem as freiras de Santa Clara e Morte da Rainha e Aparição de Nossa Senhora.

Tecto – Pintura a fresco de autor desconhecido de meados do séc, XVIII representandoa assunção da Rainha Santa subindo em glória ao Paraíso.

Quadro a óleo sobre cobre - De autor desconhecido, séc, XVIII, representando a morte da Rainha Santa Isabel.

Folheto da Câmara Municipal de Etremoz

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