Erguida no local onde a tradição situa a morte da rainha D. Isabel e que a rainha D. Luísa de Gusmão transformou em oratório, a actual capela do Castelo de Estremoz deve-se a iniciativa régia de D. João V, que em 1715 a integrou no seu padroado e que lhe ofereceu a belíssima imagem da Rainha Santa em madeira estofada e dourada que se encontra actualmente na Igreja de Santa Maria.
Pela qualidade artística do seu acervo e pela originalidade temática dos grandes painéis que a decoram e em que são narrados episódios e milagres da vida da Rainha Santa Isabel, é uma pequena joia do barroco português e um belíssimo e invulgar documento de tradições hoje em dia quase esquecidas.
O visitante que entra no pequeno templo fica surpreendido com a riqueza do seu interior onde pintura e azulejaria se combinam harmoniosamente de acordo com um programa estético e doutrinário que tem, como duplo objectivo, a glorificação da Rainha Santa, representada no tecto subindo aos céus em apoteose, e a edificação dos fiéis a quem são apresentados episódios exemplares evocados nos grandes painéis narrativos que recobrem as paredes laterais.
Painéis de azulejo figurativo – Série de três painéis monocromáticos (c.1725), atribuíveis a Teotónio dos Santos (J. Meco, 2005): Recontro de Alvalade, Milagre das águas do Tejo que se apartam e Milagre da criança salva das águas.
Painéis a óleo - Série de seis telas, do 2º quartel do séc. XVIII, atribuíveis à oficina de André Gonçalves ( L. Cidraes, 2005):
- Milagre das rosas, Milagre do vinho e da água, Tomada de hábito da Rainha D. Isabel, Milagre de Arrifana ou cura da criança cega, As rainhas servem as freiras de Santa Clara e Morte da Rainha e Aparição de Nossa Senhora.
Tecto – Pintura a fresco de autor desconhecido de meados do séc, XVIII representandoa assunção da Rainha Santa subindo em glória ao Paraíso.
Quadro a óleo sobre cobre - De autor desconhecido, séc, XVIII, representando a morte da Rainha Santa Isabel.
Folheto da Câmara Municipal de Etremoz