A rainha envergando o hábito franciscano é representada com coroa que indicia o seu estatuto de rainha e com a sarcela que evoca a sua condição de peregrina mas também a sua caridade para com os pobres e desvalidos. A mão esquerda sobre o peito sublinha virtude da piedade e a espiritualidade franciscana.
Monumento escultórico composto por um plinto em cantaria de calcário com quatro faces. Na face principal um painel em bronze de moldura saliente, contém dois anjos que sustentam o escudo da rainha (armas bipartidas de Portugal e Aragão), encimado por uma coroa aberta.
Sobre o plinto ergue-se a estátua da Rainha Santa Isabel coroada, envergando um trajo real e criando com as mãos um regaço com rosas alusivas ao "Milagre das rosas".
Da autoria do pintor régio André Gonçalves é certamente a mais bela representação do Milagre das Rosas na arte portuguesa.
O autor consegue condensar toda a cena numa composição de grande unidade. Em primeiro plano a Rainha D. Isabel acompanhada por dois pagens, numa atitude elegante e envergando um riquíssimo trajo de corte, volta-se para D, Dinis apresentando-lhe as rosas no manto que estende com mão direita. Ligeiramente inclinado, o monarca, em trajo de corte, com um manto vermelho, chapéu de plumas e colar de ouro observa atentamente as flores que D. Isabel lhe mostra. Por trás de D. Dinis, tendo como plano de fundo um palácio, dois cortesãos comentam o extraordinário prodígio.
Como é habitual nas pinturas barrocas, o prodígio é celebrado com a presença de querubins esvoaçando entre nuvens.
Este quadro faz parte do conjunto de importantes pinturas que decoram os altares da Igreja do Menino Deus mandada construir pelo rei D. João V.
A cúpula semi-esférica da Capela-mor da Igreja do Convento de Nossa Senhora da Esperança é revestida por uma pintura a fresco de natureza erudita que Vitor Serrão atribui ao pintor maneirista André Peres. Nesta pintura estão representados santos franciscanos entre os quais a Rainha Santa Isabel.
A Rainha Santa Isabel é a primeira representação de uma galeria de santos na coleção André Reinoso. Está representada envergando o hábito de clarissa com coroa e bordão em forma de tau na mão direita.
nspirada na gravura com o mesmo tema produzida trinta anos antes por Sebastianus Conca e Hieronymus Rossi, representa uma cena mais simplificada enquadrada numa cartela rococó onde figura apenas a rainha com uma coroa fechada, envergando o hábito de clarissa e barbeta de viúva apoiada no bordão em forma de Tau, colocando a mão direita nos olhos da criança cega sozinha à sua frente.
Este episódio lendário é referido como tendo acontecido durante a sua peregrinação a Santiago de Compostela em 1325, quando a mãe da criança lhe solicitou a cura, vendo-se em plano de fundo do lado esquerdo a torre de um castelo e do lado direito uma construção que representam a vila da Arrifana onde a primeira biografia situa este milagre.
Objecto devocional destinado à devoção privada que circulava regularmente por um grupo restrito de famílias.
A imagem da rainha em prata dourada está integrada num pequeno oratório do mesmo material, com decoração neo-gótica e ornamentação vegetalista. Na base está gravada a inscrição ELISABETH PACIS/ ET PATRIAE MATER/ DONA NOBIS PACEM.
O oratório era transportado num estojo de madeira forrado interiormente com um tecido vermelho.
A Hermandad de Santa Isabel de Zaragoza, fundada em 1912, possui também uma imagem domiciliária transportada igualmente num estojo de madeira.
Dentro de um medalhão oval a Rainha Santa é representada coroada envergando o hábito de clarissa com barbeta de viúva, rosas no regaço e na mão direita um ramo de oliveira com uma legenda com a palavra PAZ. Em plano de fundo está desenhada a Virgem aureolada de estrelas abençoando a santa portuguesa.
De notar a indicação do dia 8 de Julho como data da festa da Rainha Santa o que se verificou por vezes para evitar a coincidência com a oitava dos santos Apóstolos.
No centro da composição a rainha D. Isabel, montada numa mula conduzida por dois frades dominicanos, avança entre as hostes do rei D. Dinis e do Infante D. Afonso, com os braços erguidos pedindo o fim das hostilidades.
O quadro descreve o Milagre das Rosas de Alenquer segundo o qual a Rainha teria pago com rosas a féria aos operários que trabalhavam na construção da Igreja do Espírito Santo de Alenquer.. Estas flores, que os operários levaram para suas casas, à noite, transformam-se milagrosamente em moedas de ouro. Este milagre é narrado pela primeira vez num texto atribuído a Damião de Góis que no entanto refere um manuscrito mais antigo de que se desconhece a localização.
A Rainha D. Isabel, ricamente vestida, ocupa o centro da composição, estando atrás de si no lado direito representados diversos cortesãos e à sua frente ajoelhados os operários. Alterando a versão da lenda o autor optou por situar o milagre no preciso momento em que a Rainha com o regaço cheio de flores, retira uma rosa para fazer o pagamento que, na sua mão, à vista de todos ,se transforma numa moeda.
Outro quadro com o mesmo tema foi executado por este pintor, um dos mais importantes do Barroco Português, para a Patriarcal de Lisboa destruída pelo Terramoto de 1755.
O rei D. Dinis é representado em traje régio coroado e com um ceptro real na mão direita e a rainha D. Isabel está igualmente coroada vestindo uma túnica branca e um sumptuoso manto azul com um molho de rosas. O quadro é acompanhado da legenda; DIONISIVS. Iº, 1297 ET ELISABETHA
A Rainha Santa Isabel coroada, envergando um belíssimo trajo real, vestido de brocado e manto de arminho, deixando cair rosas que tem no regaço, tendo como cenário um claustro gótico e uma imponente escadaria.
Esta gravura insere-se na tendência historicista e no revivalismo neogótico dominantes no final do séc, XIX.
Uma belíssima imagem de madeira estofada e dourada, ricamente decorado. A rainha enverga o hábito de clarissa, com coroa e bordão de prata, segurando na mão esquerda o regaço cheio de rosas. Esta imagem foi oferecida pelo rei D. João V à Capela da Rainha Santa Isabel do Castelo de Estremoz onde estava no altar-mor antes de ter sido deslocada para a atual localização.
Imagem da rainha coroada envergando um traje régio, túnica branca e manto róseo, segurando nas mãos um ramo de rosas. Esta imagem sai em procissão até à Igreja Matriz no 3º Domingo de Maio. Esta procissão iniciou-se em 1917 testemunhando a difusão do culto da Rainha Santa nas primeiras décadas do séc. XX
Imagem da Rainha Santa Isabel envergando uma túnica branca e um manto vermelho escuro bordado de origem recente e coroa de prata sobre um véu, Segura um molho de rosas.
Imagem da Rainha Santa Isabel colocada num magnífico nicho barroco a par dos principais santos da ordem terceira que desfilavam na procissão das cinzas. (Imagem em restauro).
Imagem da Rainha Santa Isabel coroada com a mão esquerda sobre o peito e a mão direita segurando o manto vermelho criando um regaço cheio de rosas. Esta imagem não segue o modelo de Teixeira Lopes dominante na época, aproximando-se antes da imagem domiciliária da Hermandad de Santa Isabel de Saragoça criada em 1912.
Imagem da Rainha Santa Isabel com um aro sobre a cabeça, símbolo de santidade, vestindo uma túnica azul e um manto vermelho apanhado pela mão mão esquerda formando um regaço com rosas de várias cores. Esta imagem não segue o modelo de Teixeira Lopes dominante na época, aproximando-se antes da imagem domiciliária da Hermandad de Santa Isabel de Saragoça criada em 1912.
Imagem da Rainha Santa Isabel coroada e com um aro sobre a cabeça, veste uma túnica prateada e um manto preto que mostra por contraste algumas rosas a cair. Esta imagem sai numa procissão iniciada recentemente que tem lugar no Verão constituindo uma atração turística.
Imagem da Rainha Santa Isabel coroada e com um aro, veste uma túnica branca e um manto vermelho escuro com algumas rosas. O traje da rainha inspira-se directamente na antiga imagem processional que se conserva numa dependência da Igreja do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova de Coimbra . As ,mãos seguram um grande ramo de rosas. Esta imagem sai na procissão do Senhor Jesus do Outeiro em Agosto. A Festa da Rainha Santa celebra-se a 4 de Julho e durante a missa é oferecida uma rosa às senhoras ou meninas de nome Isabel.
No interior de um palácio, com uma vista para o exterior onde se vê um agricultor a lavrar o campo com uma junta de bois, a rainha D. Isabel na presença de pedintes e de cortesãos abre o regaço cheio de rosas que mostra a D. Dinis .
Escultura de madeira estofada e dourada. A rainha veste um hábito franciscano, Tem sobre a cabeça a coroa, na mão direita o bordão de peregrina e segura com a mão esquerda a capa com algumas rosas.
Escultura em madeira estofada e dourada. A rainha veste um hábito franciscano. Tem sobre a cabeça a coroa de prata, na mão direita o bordão e segura com a mão esquerda a capa com algumas rosas.
A cena mostra a Rainha D, Isabel com hábito de clarissa deitada num pequeno leito coberto por um docel azul erguendo as mãos postas para a Virgem que lhe aparece entre nuvens rodeada de anjos. Ajoelhadas aos lados da cama duas damas acompanham a rainha sem se aperceberem do que está a acontecer. É um cenário quase monástico simbolizando a humildade e o desejo de pobreza. De notar a utilização da luz que irradia da Virgem e se estende até à rainha sublinhando, simultaneamente, a santidade de D. Isabel e o seu estatuto de personagem central.
Retrato da rainha em traje aulico e coroa na cabeça sobre um véu, tendo no regaço rosas brancas. No canto superior direito do quadro está o escudo bipartido de Portugal e Aragão.
Em primeiro plano, a rainha de coroa e vestindo uma túnica lilás e manto azul segura uma tela onde está fazendo um tapete de Arraiolos. Em segundo plano abre-se uma janela gótica onde esvoaçam passarinhos. Através da janela avista-se uma rua e ao fundo a torre do castelo.
Composição representando a Rainha D. Isabel em traje aulico, capa de arminho e túnica ricamente bordadas, com coroa e aro dourado. Segura na mão direita um ceptro e com ambas as mãos levanta a túnica formando um regaço com rosas.
À porta de um palácio a rainha D. Isabel dá uma moeda a um pedinte. Está com coroa na cabeça e vestida com o hábito de clarissa mostrando o cordão franciscano. Em segundo plano, dentro da porta, uma figura feminina observa a cena.
No pátio de um palácio a rainha D. Isabel, com coroa na cabeça, mostra ao rei D, Dinis as rosas que tem no regaço. D, Dinis é representado com coroa na cabeça, envergando um manto real e tendo o ceptro na mão direita.
Busto relicário da Rainha Santa Isabel com hábito de clarissa, coroa de prata e bordão, segurando com a mão esquerda o regaço cheio de rosas. O relicário está posicionado
Rainha D. Isabel representada muito jovem, ricamente vestida, com coroa e adornada com joias de ouro e pérolas. No canto superior direito, sob a coroa real está o escudo bipartido de Portugal e Aragão.
Imagem de vestir representando a Rainha Santa Isabel envergando o hábito franciscano com um ramo de flores na mão esquerda. Esta imagem colocada num singelo nicho aberto na parede de uma sala do piso superior da Igreja dos Terceiros, faz parte do conjunto de imagens de santos que saiam na Procissão dos Terceiros na Quarta-feira de Cinzas.
Nesta Ermida que chegou a um avançado estado de deterioração, numa parte ainda conservada da abóbada da capela – mor, estão representadas duas santas identificadas como a Rainha Santa Isabel e Santa Catarina que ocupam o espaço principal. A Rainha Santa Isabel é representada com coroa e segurando no regaço um molho de rosas.. No entanto a ausência dos emblemas específicos da rainha portuguesa (O bordão e o escudo bipartido de Portugal e Aragão) permite colocar a hipótese da santa representada ser Santa Isabel da Hungria. Dúvida que a descoberta eventual de documentação pode esclarecer. Note-se que Santa Isabel da Hungria era objeto de grande veneração em Portugal. Tendo chegado até ao presente numerosas imagens. DE notar que a aproximação do seu culto ao de Santa Catarina pode ser testemunhado no notabilíssimo retábulo da Igreja de Santa Ágata de Barcelona encomendado pelo Contestável D, Pedro durante o seu curto reinado na Catalunha.
Imagem da rainha em traje aulico, com coroa, manto de arminho e cetro na mão direita, emblema invulgar na iconografia da Rainha Santa Isabel. Esta imagem está colocada no trono do altar maneirista, cercada por pinturas de santos e cenas da vida de Nossa Senhora, vendo-se na parte superior a visitação frequente nas igrejas da Misericórdia como o primeiro acto de misericórdia que deve inspirar os fieis. É frequente nestas igrejas a presença de imagens da Rainha Santa a quem Roma reconheceu a caridade como principal virtude.
Imagem de vestir representando a Rainha Santa Isabel com um ramo de rosas na mão direita envergando uma rica veste que não corresponde à original que certamente seguiria a tipologia franciscana uma vez que integra o conjunto de imagens de santos que saiam na Procissão dos Terceiros na Quarta-feira de Cinzas.. Esta imagem colocada num nicho aberto na parede da Capela dos Terceiros do Convento de Nossa Senhora da Esperança.
A Rainha, vestindo o hábito franciscano, ocupa o centro da composição oferecendo uma moeda a um mendigo ajoelhado a seus pés. Por detrás ergue-se um edifício, avistando -se ao fundo uma paisagem campestre.
A Rainha Santa Isabel, coroada e com uma aurélia luminosa em torno da cabeça, segura na sua túnica vermelha um molho de rosas. Esta tábua faz parte do altar maneirista que tem no centro a imagem de Nossa Senhora do Rocamor e que é ainda formado por outras três tábuas representando outros dois santos e o arcanjo S. Miguel vencendo o demónio. A presença da Rainha Santa Isabel numa igreja destinada a apoiar os peregrinos a Santiago de Compostela poderá explicar-se porque a rainha portuguesa também fez uma peregrinação a este santuário. Esta Igreja foi fundada no séc. XIII pela Confraria dos Frades de Nossa Senhora de Rocamador e foi objecto de obras posteriores, nomeadamente nos séculos XVI e XVII.
A imagem da Rainha segue o modelo da escultura de Teixeira Lopes da Igreja de Santa Clara-a-Nova em Coimbra. Este registo é delimitado por uma elabora cercadura que apresenta na parte superior o escudo bipartido de Portugal e Aragão encimado por uma coroa. Na parte inferior do registo há uma cartela com a identificação da Rainha Santa. A imagem destaca-se sobre um fundo onde está desenhada uma paisagem.
A rainha veste hábito de clarissa, com barbeta de viúva, segura o bordão em forma de tau na mão direita e um ramo de rosas na esquerda. É um pequeno quadro inspirado na gravura de Cornelius Galle de 1621. No canto superior direito está representado o escudo bipartido de Portugal e Aragão encimado por uma coroa.
Cópia ampliada e retocada da “Estampa de la Reina Santa Isabel – A rainha distribuindo esmolas”, de Lallemant, final do séc. XIX. A Rainha D. Isabel ocupa o local central da composição acompanhada de eclesiásticos que empunham uma cruz à porta de uma igreja, dando uma moeda a uma jovem mãe ajoelhada a seus pés num grupo de pedintes.
Retrato de corpo inteiro em que Rainha D. Isabel é representada com hábito de clarissa, coroa e barbela de viúva, segurando com a mão direita um bordão de peregrina em forma de tau e com a mão esquerda um molho de rosas.
No canto superior direito pode observar-se metade do escudo bipartido de Portugal e Aragão.
Segue o modelo da gravura presente em “Triunfos de la Nobleza Luzitana y origen de sus blasones” de António Soares de Albergaria (1631).
A Rainha com hábito de clarissa, coroa de prata na cabeça, bordão em forma de tau na mão direita e um molho de rosas sobre uma pequena bandeja na mão esquerda.
Imagem colocada no trono do altar da sua capela, ladeada por imagens de S. Francisco de Assis, fundador da ordem franciscana e de Santo António o grande pregador da ordem, assim sublinhando a espiritualidade franciscana que caracterizava a Rainha Santa Isabel. Veste hábito franciscano, coroa na cabeça, segurando na mão direita o bordão em forma de tau e na mão esquerda um molho de rosas.
Pintura de meio corpo em que está representada muito jovem, envergando um rico traje aulico e segurando na mão direita um ceptro e na mão esquerda um ramo de flores. Esta pintura deve ser comparada com os óleos existentes no Coro Baixo da Igreja do Convento de Santa Clara-a-Nova (Coimbra) e no Convento de Lorvão.
É uma escultura da 2ª metade do séc. XVI em que D . Isabel enverga um sumptuoso traje aulico. Sobre o vestido tem um colar com um medalhão em forma de relicário e outro de pérolas que envolve o pescoço. Com os braços segura o vestido onde estão as rosas. A mais antiga escultura em traje aulico
A Rainha está com o hábito de clarissa segurando o bordão na mão direita e um molho de rosas na esquerda. A sua estátua está situada na Escadaria dos Reis do Jardim do Paço Episcopal onde estão representados os reis de Portugal desde o Conde D. Henrique até D. José. Junto à estátua, ao lado e em posição inferior, está uma estátua de menores dimensões do rei D. Filipe III. Este jardim foi encomendado pelo Bispo da Guarda D. João de Mendonça (1711-1736) que terá provavelmente orientado as obras. Mais tarde no final do séc, XVIII o bispo da Diocese de Castelo Branco D. Vicente Ferrer da Rocha terá tido uma intervenção complementar.
Imagem de vestir da Rainha Santa Isabel envergando hábito franciscano com esplendor de prata e segurando rosas na mão direita. Esta imagem identificada por uma legenda, está colocada num nicho aberto na galeria de santos franciscanos que desfilavam na Procissão de Cinzas ou Procissão dos Terceiros.
Imagem processional ostentando uma coroa dourada e segurando um molho de rosas no regaço, vestindo uma túnica branca com um manto de cor lilás debruado com uma tira ricamente bordada e presa sobre o ombro esquerdo.
Esta imagem segue a tipologia muito difundida no séc. XX a partir da escultura de Teixeira Lopes para a Igreja de Santa Clara-a-Nova de Coimbra.
Painel de azulejo adornando uma fonte e representando a rainha com coroa e auréola tendo como cenário uma paisagem campestre limitada por uma cercadura muito elaborada.
A gravura mostra a cerimónia de canonização da Rainha Santa Isabel ocorrida em Roma a 25 de Maio de 1625. De acentuar que representa a estrutura em materiais efémeros construido por Gian Lorenzo Bernini propositadamente para a canonização da Rainha Santa Isabel e que antecedeu o célebre baldaquino que levaria oito anos a eternizar em bronze, a designada Glória de Bernini que ocupa uma posição destacada na Basílica do Vaticano. O aparato das grandiosas festas da canonização é minuciosamente descrito por D. Fernando Correia Lacerda, Bispo do Porto no Livro V da sua biografia da Rainha Santa Isabel em 1680. A descrição de Correia de Lacerda coincide com a gravura que terá sido realizada por uma testemunha ovular ou por alguém com acesso aos riscos da arquiteto.
Imagem processional envergando o hábito franciscano com resplendor de prata, véu e segurando nas mãos um ramo de rosas. O andor é adornado com quatro tochas e quatro lanternas. Faz parte do conjunto de santos terceiros que saem em procissão na Quarta-feira de cinzas.
Retrato de busto em que a rainha está com coroa de ouro na cabeça, vestida com hábito franciscano e barbeta de viúva, apoiando a mão direita num bordão em forma de Táu. No canto superior direito vê-se uma fração do escudo de Portugal, o que indica que esta tela terá sido cortada. Segue o modelo iniciado com a gravura de Cornelius Galle o Velho de 1621.
A rainha é representada em primeiro plano, coroada e envergando um sumptuoso de corte. Mostra um molho de rosas no regaço do vestido que segura com ambas as mãos. Em segundo plano podemos observar uma cena no exterior representando a rainha a dar esmola a um pedinte. Na parte superior do quadro estão representados dois anjos esvoaçando e segurando o escudo da rainha com as armas de Aragão e de Portugal
Este óleo pintado pouco depois da canonização ,mas em que D, Isabel é ainda representada segundo o modelo régio é um dos mais notáveis retratos seiscentistas da Rainha D. Isabel.
Neste pequeno medalhão de forma retangular com argola de suspensão, a rainha envergando o hábito franciscano e barbeta de viúva é representada com coroa aberta dourada e auréola, segurando na mão direita o bordão em forma de tau e na mão esquerda um ramo de rosas.
Segue o modelo iniciado com a gravura de Cornelius Galle o Velho de 1621.
A rainha em corpo inteiro, coroada e com sumptuoso traje de corte segura no regaço um ramo de rosas. Na parte superior do quadro, do lado esquerdo, um pequeno anjo sustenta uma coroa de flores, uma clara alusão à sua santidade. No lado direito outro pequeno anjo segura o escudo bipartido com as armas de Portugal e de Aragão. Este óleo é provavelmente proveniente da Capela da Rainha Santa Isabel que terá existido no claustro do Convento fundado por D. Dinis em Odivelas. Esta tela guardada enrolada durante muitos anos, foi recuperada e emoldurada em meados do séc, XX tendo sido colocada no átrio de entrada do então Instituto de Odivelas, colégio feminino, entretanto encerrado. Hoje, estas instalações estão sob alçada da Câmara Municipal de Odivelas que aí pretende criar um núcleo museológico
Será interessante comparar com o óleo da mesma época da Sé Velha de Coimbra, ambos apresentando a rainha segundo o modelo régio numa época em que era dominante o modelo franciscano.
A Rainha envergando o hábito de clarissa e com ´véu e barbeta de viúva segura na mão direita o seu bordão dr peregrina em forma dr Tau. A luz que ilumina o rosto introduz a dimensão espiritual.
A rainha envergando o hábito de clarissa com véu e barbeta d,e viúva, sustenta na mão esquerda um conjunto de flores e empunha com a mão direita o seu bordão em forma de Tau.
Imagem de madeira estofada ricamente ornamentada com coroa real e barras douradas do manto e túnica cingida pelo cordão franciscano. Com a mão esquerda segura no manto um molho de rosas e na mão direita um septro, elemento raro na iconografia isabelina. A posição desta mão permite supor que o septro substitui o bordão original. Note-se que esta imagem foi objecto de recente restauro.
Imagem em madeira representando a Rainha Santa Isabel envergando o hábito franciscano, com cordão de três nós, barbeta de viúva e segurando,. com a mão esquerda, rosas no escapulário. A imagem apresenta-se muito danificada, sem a mão direita que provavelmente, dada a posição do braço, seguraria o bordão de peregrina,
Imagem de vestir representando a Rainha Santa Isabel envergando o hábito franciscano. Esta imagem colocada num nicho decorado com talha dourada, faz parte do conjunto de imagens de santos que saiam na Procissão dos Terceiros na Quarta-feira de Cinzas.
Imagem em madeira estofada, policromada e dourada representando a Rainha Dona Isabel envergando um sumptuoso trajo de corte, com coroa de prata e segurando no manto um molho de rosas.
A Rainha no exterior de um palácio, coroada e envergando um vestido majestoso, tendo na mão esquerda um livro que suporta as coroas sobrepostas de Portugal e de Aragão olha para um pedinte que se aproxima de joelhos e a quem dá uma esmola.
Imagem relicário em prata e prata dourada,granadas, cristal da rocha, vidros, esmaltes e camada policroma. Esta imagem faz parte do denominado tesouro da Rainha Santa que reúne preciosos objectos devocionais que pertenceram à Rainha Dona Isabel. Testemunha a devoção mariana da rainha portuguesa que quis marcar a sua ligação à imagem com a representação dos escudos de Portugal e Aragão
Trata-se de um registo que foi oferecido por Martinho de Azpilcueta, Professor de Direito Canónico da Universidade de Coimbra (entre 1538 – 1555). à sua sobrinha Ana Azpilcueta monja no Convento de Santa Maria de Celas, paralítica, pela sua cura milagrosa. Este pequeno registo esteve inicialmente no Convento de Celas de onde foi levada para a sacristia do Mosteiro de Santo António dos Olivais, passando a integrar a coleção do Museu Machado de Castro a partir de 1915-16. Este pequeno óleo caracteriza-se pela complexidade da composição com a sucessão de vários planos. No primeiro plano, ocupando quase todo o espaço, podemos observsr uma das mais belas imagens da Rainha Santa Isabel, representada muito jovem com coroa e véu ,vestindo um elegante trajo de corte e segurando com ambas as mãos o regaço cheio de rosas que olha com serenidade. Em segundo plano, perante a admiração dos circunstantes a rainha lava os pés a uma mendiga o que sublinha a prática da caridade. No plano de fundo, D. Dinis surpreendido observa as rosas que D. Isabel lhe mostra no seu regaço. Esta cena do milagre das rosas constitui provavelmente a mais antiga representação artística desta tradição milagrosa, narrada pela primeira vez em meados do séc. XVI . No pórtico que emoldura este pequeno óleo está registada a seguinte inscrição: “Laudemus Christumqui tanti es numeris auctor / Lux orta es nostro regno quum talem obtinuit / Reginam quae vocata votis / Adest numine praesentissimo”
Conjunto de duas figuras em tamanho real representado a Rainha D. Isabel coroada oferecendo rosas a um pedinte ajoelhado a seus pés. Antiga imagem processional que era venerada até à sua substituição pela imagem de Teixeira Lopes. Ainda hoje é objecto de veneração.
Imagem guardada numa vitrine da mesma época envergando um vestido bordado tendo sobre a longa cabeleira um coroa aberta. Na mão esquerda segura um molho de rosas e na mão direita uma pequena jarra
Duas pequenas jarras de altar de porcelana decoradas com uma cartela contendo o escudo bipartido de Portugal e de Aragão encimados por uma coroa fechada.
Este relicário faz parte do denominado tesouro da Rainha Santa que reúne preciosos objectos devocionais que pertenceram à Rainha Dona Isabel, que os legou ao Convento de Santa Clara e Santa Isabel.
Ramo de coral com múltiplos braços realizado provavelmente na Sicília, terra natal de D. Constança mãe da Rainha D. Isabel, e onde começara a exploração deste tão apreciado material. Todo este magnífico conjunto é ensimado por um pequeno relicário do Santo Lenho, relíquia de inestimável valor. Dois pequenos leões suportam as hastes que no seu cruzamento tem gravado o escudo de Aragão. O estatuto de rainha de Portugal é também registado pela presença do brasão de Portugal nos engastes de prata que suportam os ramos inferiores do ramo de coral.
Tem a inscrição: “GLORIA / TIBI /TRINITAS / EQUALIS / UNA / DEITAS / ER[i]T / ANTEÔ”
Representa a rainha coroada vestindo um traje régio, apoiando a mão direita num bordão em forma de tau e segurando na mão esquerda um livro aberto, elemento muito raro na iconografia isabelina e que se pode explicar por se inserir no contexto pós tridentino.
Pequeno baixo relevo em cera pintada sobre madeira, inserido num retábulo representando a Rainha Santa Isabel com coroa e auréola, envergando o hábito franciscano tendo no regaço rosas vermelhas e brancas que oferece a dois pedintes. No céu um pequeno anjo segura uma faixa com o nome da Rainha.
Esta composição, onde não está presente o rei D. Dinis, pode aproximar-se do milagre de Alenquer em que D. Isabel paga aos pedreiros com rosas que se transforma em moedas de ouro.
A Pintura mostra a Rainha Santa Isabel segurando no regaço um molho de rosas, com um rico traje de corte e uma pequena coroa, um simples cordão de ouro e o cabelo ornado com pérolas e flores. É um dos raros retratos em que D. Isabel é representada muito jovem, a par dos óleos seiscentistas que se conservam em Santa Clara-a-Nova e no Museu de Lamego.
A rainha é identificada no canto superior esquerdo com a inscrição S. ELISABE T - R - P e no canto superior direito com o escudo bipartido de Portugal e Aragão encimado pela coroa real.
Imagem em pedra pintada da Rainha Santa Isabel em traje real com coroa, segurando no manto um molho de rosas. É venerada na Capela da Rainha Santa Isabel do Paço de Monte Real mandado construir pela Rainha D. Isabel em 1300, à data senhora de Leiria e dos seus termos. A Rainha Santa Isabel viveu temporadas neste seu Palácio de Monte Real, de que apenas restam ruínas, sendo parte do qual hoje ocupado pela actual capela edificada pelo Bispo de Leiria D. Martim Afonso Mexia entre 1605 e 1615.
Em Monte Real na última semana de Julho realizam-se as festas da Rainha Santa que inclui uma procissão.
A Rainha D. Isabel com coroa em trajo real representada no centro da composição, mostra a D. Dinis as rosas que tem no regaço. A rainha está rodeada de mendigos e crianças. Em segundo plano D. Dinis que está acompanhado por um cortesão.
Um pequeno painel de azulejos colocado num murete do lado esquerdo que enquadra uma fonte, representa a Rainha Santa Isabel com coroa em trajo real Uma pequena quadra registada num painel acentua a ligação da fonte à rainha.
Cruz processional que faz parte do denominado tesouro da Rainha Santa que reúne um conjunto de preciosos objectos devocionais de sua estima e uso pessoal que a Rainha Dona Isabel legou ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. Notável peça de ourivesaria utilizando nos braços da cruz e na haste jaspe, prata dourada e relevada, incisa, esmaltes, vidros e berílios.
O centro que une os braços da cruz é ornamentado com baixo relevo de prata dourada representado de um lado o Calvário e do outro o Tetramorfo (Cristo em majestade ao centro com representações dos símbolos dos Evangelistas nos quatro cantos. De destacar também a ornamentação do nó hexagonal inserido na haste onde estão os escudos de Portugal e de Aragão.
No verso, no cruzamento dos braços vê-se a imagem de Cristo crucificado acompanhado por Nossa Senhora e por S. João Evangelista
Notável exemplo de pintura ilusionista de arquitecturas perspectivadas em grande voga em Portugal na primeira metade do séc. XVIII. O medalhão central concebido à semelhança de um retábulo de altar representa a assunção celestial de Santa Isabel. A rainha é representada de hábito de clarissa e coroa real subindo ao Céu em glória rodeada de anjos. Aos pés um pequeno anjo leva na mão o ceptro real símbolo da realeza terrestre deposta. A meio da composição a Virgem Maria espera-a de braços abertos. Entronizada entre as nuvens pontifica a Santíssima Trindade representada de acordo com a tradição iconográfica: Cristo segurando a cruz erguida, e Deus-Pai apoiando a mão esquerda na esfera do mundo em atitude majestática; sobre eles pairando nos céus a pomba do Espírito Santo.
A Rainha D. Isabel com coroa real, ceptro e vestida com o hábito franciscano assiste, rodeada pela sua comitiva, à abertura das fundações do hospício junto do seu paço de Santa Clara, anexos ao convento que refunda na margem esquerda do rio Mondego em frente a Coimbra. Na figura a cidade é simbolicamente representada por edifícios posicionados de ambos os lados de uma colina com uma árvore. A composição alude à lenda que relata ter a rainha encontrado desenhada no terreno a planta do hospital que queria construir e encontrando parcialmente abertos os alicerces.
Existe uma lenda semelhante associada à fundação da Igreja do Espírito Santo em Alenquer.
Esta xilogravura foi inserida no capítulo dedicado à Rainha Santa no Flos Sanctorum das vidas e obras insignes dos santos editada em Lisboa em 1590 por Baltazar Ribeiro,
Imagem incluída em “Triunfo de la Nobleza Lusitana y origen de sus blasones” de António Soares de Albergaria, representa a rainha em corpo inteiro envergando o hábito dr clarissa, coroa aberta sobre o véu que lhe cobre a cabeça e barbeta de viúva. Com a mão esquerda segura no regaço um molho de rosas e com a mão direita apoia-se no bordão em forma de Tau.
O escudo bipartido de Portugal e Aragão encimado por uma coroa aberta ocupa o canto inferior direito da composição .
A Rainha no exterior de um palácio, coroada e envergando um vestido majestoso, tendo na mão esquerda um livro que suporta as coroas sobrepostas de Portugal e de Aragão olha para um pedinte que se aproxima de joelhos e a quem dá uma esmola.