O rei D. Dinis é representado em traje régio coroado e com um ceptro real na mão direita e a rainha D. Isabel está igualmente coroada vestindo uma túnica branca e um sumptuoso manto azul com um molho de rosas. O quadro é acompanhado da legenda; DIONISIVS. Iº, 1297 ET ELISABETHA
Imagem em madeira de mogno encomendada pela Rainha D, Amélia ao escultor António Teixeira Lopes, e pela qual pagou 2.500$000 reis, representa a rainha em traje real, com coroa e auréola, manto preso no ombro e um molho de rosas no regaço e nas mãos. Durante o séc. XX, esta escultura tornou-se o modelo de inúmeras imagens presentes em igrejas, capelas e casas particulares por todo o país. Objeto de grande devoção desfila em procissão nas grandiosas festas em honra da Rainha Santa Isabel que se realizam de dois em dois anos na cidade de Coimbra.
Retrato de busto em que a rainha está com coroa de ouro na cabeça, vestida com hábito franciscano e barbeta de viúva, apoiando a mão direita num bordão em forma de Táu. No canto superior direito vê-se uma fração do escudo de Portugal, o que indica que esta tela terá sido cortada. Segue o modelo iniciado com a gravura de Cornelius Galle o Velho de 1621.
A Rainha D. Isabel em traje aulico no exterior de um palácio, tendo a sua frente um grupo de mendigos exibe um molho de rosas no regaço perante D. Dinis que, em segundo plano, se aproxima a cavalo acompanhado da sua comitiva.
D. Dinis em traje áulico, coroado e de espada à cinta e a Rainha D. Isabel igualmente coroada e em traje real. A representação do casal régio celebra a sua relação com o Pinhal de Leiria que tradições lendárias transmitem atribuindo-lhes a sua sementeira.
A Rainha D. Isabel, em primeiro plano, ocupa o lado direito da composição, mostrando no seu regaço um molho de rosas perante cinco mendigos colocados à sua frente. Em segundo plano D. Dinis que exibe espanto perante o milagre. A figura da Rainha distingue-se pela riqueza do trajo de corte e também pela sua atitude elegante.
Imagem processional envergando o hábito franciscano com resplendor de prata, véu e segurando nas mãos um ramo de rosas. O andor é adornado com quatro tochas e quatro lanternas. Faz parte do conjunto de santos terceiros que saem em procissão na Quarta-feira de cinzas.
Painel de azulejo em arco sobre os altares laterais enquadrando o início da abóbada do espaço onde se situa o Altar-mor. Representa o Recontro de Alvalade encontrando-se, frente a frente, do lado esquerdo a hoste do infante D. Afonso e, do lado direito, a força do Rei D. Dinis. Regista o momento em que a Rainha D. Isabel, acompanhada por um Bispo, caminha entre os contentores montada numa mula a quem se dirige para suster as hostilidades conseguindo que o Infante se reconcilie com o pai.
A gravura mostra a cerimónia de canonização da Rainha Santa Isabel ocorrida em Roma a 25 de Maio de 1625. De acentuar que representa a estrutura em materiais efémeros construido por Gian Lorenzo Bernini propositadamente para a canonização da Rainha Santa Isabel e que antecedeu o célebre baldaquino que levaria oito anos a eternizar em bronze, a designada Glória de Bernini que ocupa uma posição destacada na Basílica do Vaticano. O aparato das grandiosas festas da canonização é minuciosamente descrito por D. Fernando Correia Lacerda, Bispo do Porto no Livro V da sua biografia da Rainha Santa Isabel em 1680. A descrição de Correia de Lacerda coincide com a gravura que terá sido realizada por uma testemunha ovular ou por alguém com acesso aos riscos da arquiteto.
Painel de azulejo adornando uma fonte e representando a rainha com coroa e auréola tendo como cenário uma paisagem campestre limitada por uma cercadura muito elaborada.
Imagem processional ostentando uma coroa dourada e segurando um molho de rosas no regaço, vestindo uma túnica branca com um manto de cor lilás debruado com uma tira ricamente bordada e presa sobre o ombro esquerdo.
Esta imagem segue a tipologia muito difundida no séc. XX a partir da escultura de Teixeira Lopes para a Igreja de Santa Clara-a-Nova de Coimbra.
Imagem de vestir da Rainha Santa Isabel envergando hábito franciscano com esplendor de prata e segurando rosas na mão direita. Esta imagem identificada por uma legenda, está colocada num nicho aberto na galeria de santos franciscanos que desfilavam na Procissão de Cinzas ou Procissão dos Terceiros.
A Rainha Santa Isabel está representada numa das tábuas seiscentistas que integram o retábulo maneirista do altar mor da Capela de Santo Amaro da autoria do pintor local maneirista Gonçalo Prego. Apesar do avançado estado de degradação que não permite apreciar a pintura original, esta representação da Rainha Santa Isabel, colocada a par de alguns dos santos de maior devoção à época da construção da capela, como S. Bento e Santa Catarina de Sena, não pode ser ignorada porque atesta a difusão do seu culto mesmo fora dos seus principais locais de memória.
Imagem da rainha coroada envergando um traje régio, túnica branca e manto róseo, segurando nas mãos um ramo de rosas. Esta imagem sai em procissão até à Igreja Matriz no 3º Domingo de Maio. Esta procissão iniciou-se em 1917 testemunhando a difusão do culto da Rainha Santa nas primeiras décadas do séc. XX
A Rainha está com o hábito de clarissa segurando o bordão na mão direita e um molho de rosas na esquerda. A sua estátua está situada na Escadaria dos Reis do Jardim do Paço Episcopal onde estão representados os reis de Portugal desde o Conde D. Henrique até D. José. Junto à estátua, ao lado e em posição inferior, está uma estátua de menores dimensões do rei D. Filipe III. Este jardim foi encomendado pelo Bispo da Guarda D. João de Mendonça (1711-1736) que terá provavelmente orientado as obras. Mais tarde no final do séc, XVIII o bispo da Diocese de Castelo Branco D. Vicente Ferrer da Rocha terá tido uma intervenção complementar.
É uma escultura da 2ª metade do séc. XVI em que D . Isabel enverga um sumptuoso traje aulico. Sobre o vestido tem um colar com um medalhão em forma de relicário e outro de pérolas que envolve o pescoço. Com os braços segura o vestido onde estão as rosas. A mais antiga escultura em traje aulico
Pintura de meio corpo em que está representada muito jovem, envergando um rico traje aulico e segurando na mão direita um ceptro e na mão esquerda um ramo de flores. Esta pintura deve ser comparada com os óleos existentes no Coro Baixo da Igreja do Convento de Santa Clara-a-Nova (Coimbra) e no Convento de Lorvão.
Imagem colocada no trono do altar da sua capela, ladeada por imagens de S. Francisco de Assis, fundador da ordem franciscana e de Santo António o grande pregador da ordem, assim sublinhando a espiritualidade franciscana que caracterizava a Rainha Santa Isabel. Veste hábito franciscano, coroa na cabeça, segurando na mão direita o bordão em forma de tau e na mão esquerda um molho de rosas.
A Rainha com hábito de clarissa, coroa de prata na cabeça, bordão em forma de tau na mão direita e um molho de rosas sobre uma pequena bandeja na mão esquerda.
A Rainha Santa Isabel é a primeira representação de uma galeria de santos na coleção André Reinoso. Está representada envergando o hábito de clarissa com coroa e bordão em forma de tau na mão direita.
Retrato de corpo inteiro em que Rainha D. Isabel é representada com hábito de clarissa, coroa e barbela de viúva, segurando com a mão direita um bordão de peregrina em forma de tau e com a mão esquerda um molho de rosas.
No canto superior direito pode observar-se metade do escudo bipartido de Portugal e Aragão.
Segue o modelo da gravura presente em “Triunfos de la Nobleza Luzitana y origen de sus blasones” de António Soares de Albergaria (1631).
Cópia ampliada e retocada da “Estampa de la Reina Santa Isabel – A rainha distribuindo esmolas”, de Lallemant, final do séc. XIX. A Rainha D. Isabel ocupa o local central da composição acompanhada de eclesiásticos que empunham uma cruz à porta de uma igreja, dando uma moeda a uma jovem mãe ajoelhada a seus pés num grupo de pedintes.
A Rainha D. Isabel ocupa o lugar central da sua árvore genealógica a partir dos seus progenitores, D. Pedro III de Aragão e D. Constança da Sicília, estando também representados o seu marido o Rei D. Dinis e os descendentes D. Afonso IV e D. Maria de Castela. D. Isabel veste traje aulico com coroa e rosas no regaço constituindo uma das primeiras alusões na pintura ao milagre das rosas. Duas tarjas recordam a peregrinação de D. Isabel a Santiago de Compostela. Na tarja inferior podemos observar a comitiva da Rainha D. Isabel a caminho do Santuário. Na tarja lateral a Rainha, com a coroa deposta, já no interior do Santuário ajoelha perante o Arcebispo a quem entrega magníficas oferendas.
A rainha veste hábito de clarissa, com barbeta de viúva, segura o bordão em forma de tau na mão direita e um ramo de rosas na esquerda. É um pequeno quadro inspirado na gravura de Cornelius Galle de 1621. No canto superior direito está representado o escudo bipartido de Portugal e Aragão encimado por uma coroa.
É uma das mais importantes representações da Rainha Santa Isabel. O original de autoria do gravador flamengo Cornelius Galle (o Velho) data de 1621 tendo sido realizado para ilustrar a obra Anacephalaeoses do jesuíta António de Vasconcelos. Esta gravura foi reproduzida inúmeras vezes, nomeadamente por outros membros da família Galle, tendo sido incluída em diversas obras hagiográficas mas também em pagelas largamente distribuídas a partir de Roma a partir das festas da canonização em 1625 contribuindo para a difusão do culto da Rainha Santa Isabel em vários reinos europeus.
Este retrato, que viria a ser considerado a vera efige da rainha durante os séculos XVII e XVIII, terá sido provavelmente inspirado, a partir de uma eventual descrição ou de um perdido desenho, da estátua tumular colocada no Convento de Santa Clara onde D. Isabel está representada coroada, envergando o hábito de clarissa e segurando na mão direita o bordão de peregrina.
A gravura datada de 1636 é um bom exemplo da grande difusão da original de 1621.
A cúpula semi-esférica da Capela-mor da Igreja do Convento de Nossa Senhora da Esperança é revestida por uma pintura a fresco de natureza erudita que Vitor Serrão atribui ao pintor maneirista André Peres. Nesta pintura estão representados santos franciscanos entre os quais a Rainha Santa Isabel.
A imagem da Rainha segue o modelo da escultura de Teixeira Lopes da Igreja de Santa Clara-a-Nova em Coimbra. Este registo é delimitado por uma elabora cercadura que apresenta na parte superior o escudo bipartido de Portugal e Aragão encimado por uma coroa. Na parte inferior do registo há uma cartela com a identificação da Rainha Santa. A imagem destaca-se sobre um fundo onde está desenhada uma paisagem.
A Rainha Santa Isabel, coroada e com uma aurélia luminosa em torno da cabeça, segura na sua túnica vermelha um molho de rosas. Esta tábua faz parte do altar maneirista que tem no centro a imagem de Nossa Senhora do Rocamor e que é ainda formado por outras três tábuas representando outros dois santos e o arcanjo S. Miguel vencendo o demónio. A presença da Rainha Santa Isabel numa igreja destinada a apoiar os peregrinos a Santiago de Compostela poderá explicar-se porque a rainha portuguesa também fez uma peregrinação a este santuário. Esta Igreja foi fundada no séc. XIII pela Confraria dos Frades de Nossa Senhora de Rocamador e foi objecto de obras posteriores, nomeadamente nos séculos XVI e XVII.
A Rainha, vestindo o hábito franciscano, ocupa o centro da composição oferecendo uma moeda a um mendigo ajoelhado a seus pés. Por detrás ergue-se um edifício, avistando -se ao fundo uma paisagem campestre.
Imagem de vestir representando a Rainha Santa Isabel com um ramo de rosas na mão direita envergando uma rica veste que não corresponde à original que certamente seguiria a tipologia franciscana uma vez que integra o conjunto de imagens de santos que saiam na Procissão dos Terceiros na Quarta-feira de Cinzas.. Esta imagem colocada num nicho aberto na parede da Capela dos Terceiros do Convento de Nossa Senhora da Esperança.
Imagem da rainha em traje aulico, com coroa, manto de arminho e cetro na mão direita, emblema invulgar na iconografia da Rainha Santa Isabel. Esta imagem está colocada no trono do altar maneirista, cercada por pinturas de santos e cenas da vida de Nossa Senhora, vendo-se na parte superior a visitação frequente nas igrejas da Misericórdia como o primeiro acto de misericórdia que deve inspirar os fieis. É frequente nestas igrejas a presença de imagens da Rainha Santa a quem Roma reconheceu a caridade como principal virtude.
Nesta Ermida que chegou a um avançado estado de deterioração, numa parte ainda conservada da abóbada da capela – mor, estão representadas duas santas identificadas como a Rainha Santa Isabel e Santa Catarina que ocupam o espaço principal. A Rainha Santa Isabel é representada com coroa e segurando no regaço um molho de rosas.. No entanto a ausência dos emblemas específicos da rainha portuguesa (O bordão e o escudo bipartido de Portugal e Aragão) permite colocar a hipótese da santa representada ser Santa Isabel da Hungria. Dúvida que a descoberta eventual de documentação pode esclarecer. Note-se que Santa Isabel da Hungria era objeto de grande veneração em Portugal. Tendo chegado até ao presente numerosas imagens. DE notar que a aproximação do seu culto ao de Santa Catarina pode ser testemunhado no notabilíssimo retábulo da Igreja de Santa Ágata de Barcelona encomendado pelo Contestável D, Pedro durante o seu curto reinado na Catalunha.
Pintura mural enquadrada por uma moldura de estuque representando a rainha D. Isabel com coroa fechada, envergando um rico trajo real, no exterior de um palácio dando uma esmola a um pedinte em posição de veneração.
Faz parte de um conjunto de 22 pinturas atribuídas por Túlio Espanca a Silva Rato, pintor natural de Borba, localizadas nas paredes interiores da Ermida representando cenas narradas nos Evangelhos ou imagens de diversos santos entre os quais a Rainha Santa Isabel na parede ocidental do braço norte do transepto.
Imagem de vestir representando a Rainha Santa Isabel envergando o hábito franciscano com um ramo de flores na mão esquerda. Esta imagem colocada num singelo nicho aberto na parede de uma sala do piso superior da Igreja dos Terceiros, faz parte do conjunto de imagens de santos que saiam na Procissão dos Terceiros na Quarta-feira de Cinzas.
Rainha D. Isabel representada muito jovem, ricamente vestida, com coroa e adornada com joias de ouro e pérolas. No canto superior direito, sob a coroa real está o escudo bipartido de Portugal e Aragão.
No centro da composição a rainha D. Isabel, montada numa mula conduzida por dois frades dominicanos, avança entre as hostes do rei D. Dinis e do Infante D. Afonso, com os braços erguidos pedindo o fim das hostilidades.
Busto relicário da Rainha Santa Isabel com hábito de clarissa, coroa de prata e bordão, segurando com a mão esquerda o regaço cheio de rosas. O relicário está posicionado
Uma belíssima imagem de madeira estofada e dourada, ricamente decorado. A rainha enverga o hábito de clarissa, com coroa e bordão de prata, segurando na mão esquerda o regaço cheio de rosas. Esta imagem foi oferecida pelo rei D. João V à Capela da Rainha Santa Isabel do Castelo de Estremoz onde estava no altar-mor antes de ter sido deslocada para a atual localização.
No pátio de um palácio a rainha D. Isabel, com coroa na cabeça, mostra ao rei D, Dinis as rosas que tem no regaço. D, Dinis é representado com coroa na cabeça, envergando um manto real e tendo o ceptro na mão direita.
À porta de um palácio a rainha D. Isabel dá uma moeda a um pedinte. Está com coroa na cabeça e vestida com o hábito de clarissa mostrando o cordão franciscano. Em segundo plano, dentro da porta, uma figura feminina observa a cena.
Composição representando a Rainha D. Isabel em traje aulico, capa de arminho e túnica ricamente bordadas, com coroa e aro dourado. Segura na mão direita um ceptro e com ambas as mãos levanta a túnica formando um regaço com rosas.
Em primeiro plano, a rainha de coroa e vestindo uma túnica lilás e manto azul segura uma tela onde está fazendo um tapete de Arraiolos. Em segundo plano abre-se uma janela gótica onde esvoaçam passarinhos. Através da janela avista-se uma rua e ao fundo a torre do castelo.
Retrato da rainha em hábito de clarissa com crucifixo na mão direita. No canto inferior direito sobre uma pequena mesa, estão pousados um ceptro e uma coroa simbolizando a renúncia ao poder real. No canto superior direito está presente o escudo bipartido de Portugal e Aragão.
Retrato da rainha em traje aulico e coroa na cabeça sobre um véu, tendo no regaço rosas brancas. No canto superior direito do quadro está o escudo bipartido de Portugal e Aragão.
A cena mostra a Rainha D, Isabel com hábito de clarissa deitada num pequeno leito coberto por um docel azul erguendo as mãos postas para a Virgem que lhe aparece entre nuvens rodeada de anjos. Ajoelhadas aos lados da cama duas damas acompanham a rainha sem se aperceberem do que está a acontecer. É um cenário quase monástico simbolizando a humildade e o desejo de pobreza. De notar a utilização da luz que irradia da Virgem e se estende até à rainha sublinhando, simultaneamente, a santidade de D. Isabel e o seu estatuto de personagem central.
Escultura em madeira estofada e dourada. A rainha veste um hábito franciscano. Tem sobre a cabeça a coroa de prata, na mão direita o bordão e segura com a mão esquerda a capa com algumas rosas.
Escultura de madeira estofada e dourada. A rainha veste um hábito franciscano, Tem sobre a cabeça a coroa, na mão direita o bordão de peregrina e segura com a mão esquerda a capa com algumas rosas.
A postura do rei neste painel de braços abertos reforça o sentimento de espanto e ao mesmo tempo de contemplação. A Rainha, posicionada ao centro da composição, embora num plano secundário face ao Rei, tem as mãos sobre o peito numa atitude humilde e devocional.
Por detrás da figura de D. Dinis espreitam duas personagens, o pagem e um cortesão.
Sobre uma mesa colocada em primeiro plano estão pousados uma vela, um livro e um tinteiro com uma pena, objectos usados pelo rei poeta.
Neste painel a rainha surge destacada sobre um pequeno patamar que se eleva a partir do pavimento ladrilhado, segurando aberto o regaço com rosas que mostra ao rei D. Dinis que levanta a mão esquerda em gesto de admiração. O traje da rainha é um vestido simples coberto por um manto singelo sublinhando a sua humildade, em contraste com as sumptuosas vestes régias de D. Dinis ostentando um manto de arminho e um rico colar sobre o peito.
Este painel distingue-se dos outros por não constituir uma composição narrativa mas de natureza devocional, em que o percurso da rainha D, Isabel representada como peregrina simboliza a viagem espiritual do Homem. A Rainha Santa Isabel, representada com as vestes de uma humilde peregrina, com o manto ornamentado pelas vieiras, surge como merecedora da glória celestial pela vida virtuosa e prática de boas ações. Numa atitude contemplativa é mais uma vez representada muito nova para simbolizar a sua santidade e beleza espiritual. A presença de anjos que a acompanham reforça a dimensão espiritual desta peregrinação.
Deve ser realçada a originalidade deste painel no conjunto da iconografia isabelina.
O painel representa uma cela do convento de Chelas, ricamente decorada, onde está recostada no seu leito uma feira que padecia de uma dolorosa doença do estômago. A rainha D. Isabel debruça-se sobre a doente colocando sobre ela as mãos e fazendo o sinal da cruz, curando-a assim do mal que a atormentava. No lado direito do painel um grupo de freiras assiste ao milagre erguendo as mãos em sinal de louvor e espanto. Do lado esquerdo uma figura feminina segura roupa nos braços e outra ajoelha-se junto de uma bacia com água. A presença de ambas, certamente serviçais, remete para o estatuto nobre da feira doente e contrasta com o grupo de religiosas.
Este painel constitui a única representação conhecida deste milagre da Rainha Santa Isabel.
Quando a rainha acompanhada por damas e populares se aproxima da margem do Tejo, as águas abrem-se formando volutas que se elevam no ar deixando seco o leito do rio para lhe dar passagem até à urna de cristal onde repousa Santa Iria, deitada com as mãos cruzadas sobre o peito, perante a qual D. Isabel se inclina em oração.
Mais distante avista-se o rei D. Dinis e um fidalgo, ao fundo vislumbram-se a igreja de Santa Iria e outros edifícios e no topo de um monte a cidade de Santarém.
O centro do painel é ocupado pelo ataúde onde se encontra exposto o corpo da rainha envergando o hábito de clarissa e representada muito jovem apesar da sua idade avançada como se o tempo não tivesse passado, assim sugerindo a sua santidade. À cabeceira vêm-se algumas religiosas, do lado direito aglomeram-se populares devotos desejosos de conseguir alguma relíquia e do lado esquerdo os miraculados. Entre eles Constança Eanes, religiosa do convento, e dama da rainha que padecia de uma grave doença na boca e fica curada ao beijar as mãos de D. Isabel; Margarida Martins cega de nascença e que miraculosamente começou a ver e que levanta os braços agradecida; e, ainda, a mulher endemoinhada que surge ajoelhada, amparada por outra pessoa, no momento em que, por interceção da rainha, fica liberta do último dos demónios que a atormentavam e ninguém até então conseguira expulsar.
Este painel constitui a única representação conhecida deste episódio da vida da Rainha Santa Isabel.
A figura da rainha ocupa o centro de um painel onde estão representados dois episódios. Do lado esquerdo vê-se o refeitório do Mosteiro de Santa Clara onde D. Isabel e sua nora, a rainha D. Beatriz, estão a servir as freiras. Do lado direito vemos um espaço conventual onde a rainha ajoelhada e rodeada de várias freiras lava o pé que uma delas coloca dentro de uma bacia. Este painel afasta-se das fontes hagiográficas situando o acontecimento no espaço conventual e substituindo as pobres mulheres leprosas por freiras clarissas o que só se explica por contaminação com o culto de Santa Clara.
O painel mostra D. Isabel deitada no leito acompanhada pelas suas damas e pela rainha D. Beatriz. Em primeiro plano, do lado esquerdo vê-se uma pequena mesa, e do lado direito, aos pés da cama, uma senhora de vestes brancas parece dirigir-se a rainha. Os pequenos anjos e os raios de luz, na parte superior do painel, reforçam o carácter milagroso deste episódio.
Este painel segue fielmente o texto da primeira biografia assim se distinguindo de outras representações da morte da rainha.
Este painel testemunha a atenção com que D. Isabel acompanhava as obras observando os planos que lhe são apresentados. Num plano mais recuado avistam-se vários trabalhadores a realizar as tarefas da construção (canteiros que desbastam a pedra, homens que levantam paredes, um trabalhador que sobe uma escada com um tabuleiro de massa…).
Este painel constitui a única representação conhecida deste episódio da vida da Rainha Santa Isabel.
O painel evoca a etapa final da peregrinação, percurso que a rainha cumpriu a pé a partir do momento em que avistou a catedral. D. Isabel enverga o hábito clarissa, com o manto ornamentado com vieiras (símbolo identificativo dos peregrinos de Santiago).
A rainha chama a atenção da sua comitiva para o Santuário para onde se dirigem. No lado esquerdo vêm-se duas mulas que transportam as preciosas ofertas.
Numa composição de grande complexidade o painel mostra o momento em que o cortejo fúnebre se aproxima do Mosteiro de Santa Clara. Destaca-se o ataúde da rainha, transportado em ombros, rodeado por um amplo conjunto de personagens, designadamente um grupo de dignatários que empunham compridas velas acesas. Entre eles os bispos de Coimbra e Lamego, a Abadessa do Mosteiro e o próprio rei D. Afonso IV que se identifica pelo seu traje.
Num plano mais esbatido, do lado esquerdo, podemos ver um corpo de soldados com as lanças erguidas e do lado direito uma multidão de populares que, às portas do Convento, aguardam a chegada do cortejo.
Este painel constitui a única representação conhecida deste episódio da vida da Rainha Santa Isabel.
Em primeiro plano um grupo de homens armados escolta a rainha levando-a em direção à fortaleza de Alenquer que se avista ao fundo. A expressão do seu rosto voltado para trás denota angústia e sofrimento.
Este painel constitui a única representação conhecida deste episódio da vida da Rainha Santa Isabel.
D. Isabel entra no campo de batalha onde está iminente o conflito armado entre o rei D. Dinis e o infante D. Afonso, com o intuito de pôr fim às hostilidades. A rainha é representada no centro da composição, montando uma mula, e com a mão esquerda colocada sobre o peito em sinal de paz, dirigindo-se ao infante que surge à sua frente montado a cavalo. Do lado oposto está o rei, igualmente a cavalo, com a coroa régia e o bastão de comando.
A cena situa-se no momento em que D. Isabel, após falar com D. Dinis, conversa com o infante, no sentido de o levar a prestar obediência ao pai.
O esquema compositivo segue uma estrutura bipartida que corresponde simbolicamente à dualidade Céu / Terra. Do lado direito, a Virgem Maria, rodeada de uma miríade de anjos que cantam ao som de instrumentos musicais abraça e conforta D. Isabel que segura na mão direita um crucifixo e na esquerda uma pequena vara, provavelmente um ceptro, símbolo da realeza terrena. Do lado esquerdo o rei D. Afonso IV e a rainha D. Beatriz acompanham D. Isabel. Damas e camareiras rodeiam os pés do leito em atitudes de surpresa e oração e dois frades franciscanos lêm os ofícios sagrados. Nos ares dois grupos da anjos juntam as suas vozes às dos religiosos.
A composição organiza-se segundo um esquema simétrico que acompanha a disposição das mesas no refeitório do Convento de Santa Clara: uma grande mesa de cada lado e uma terceira no topo. Em torno das mesas estão sentadas as freiras clarissas. Sobre as toalhas brancas apenas se vêm algumas fatias de pão. No espaço central a rainha D. Isabel coloca sobre a mesa um prato que retira da bandeja que a abadessa do convento segura. No centro da composição destaca-se a figura da rainha D. Beatriz que segura numa das mãos um prato. Ao fundo, na parede um grande retábulo da Última Ceia. À esquerda duas janelas rompem o espaço fechado sem interferirem na iluminação da sala da mesma forma que se podem identificar dificuldades na construção da perspectiva o que permite supor a presença de um colaborador menos dotado. Inversamente é extremamente cuidado o desenho dos numerosos putti que brincam nos ares com fitas.
Este retábulo mostra o momento em que a rainha D. Isabel, vestindo o hábito de clarissa, põe as mãos nos olhos da criança que a mãe, ajoelhada, lhe apresenta. Em torno deste núcleo central estão representados um homem e duas mulheres observando o que está ocorrendo aparentemente sem se aperceberem do que está a acontecer.
Neste painel a estrutura compositiva baseia-se em eixos diagonais que se cruzam no ponto central ocupado pela figura da rainha. Uma linha oblíqua descendente termina no canto direito nas figuras de uma mulher e uma criança que se dirigem para D. Isabel. Do lado esquerdo, a linha correspondente desce até ao canto ocupado por um pequeno cão, em posição de vigília, voltado igualmente em direção à rainha que tem por trás a carruagem em que viajava puxada por um cavalo negro seguro por um criado. Ainda do lado esquerdo há a assinalar a presença de um cavalo branco que um palaferneiro segura à frente de figuras masculinas quase indistintas sob um céu azul. No canto superior diireito está representado o Castelo de Vila da Feira.
D. Isabel de joelhos junto ao altar do seu oratório, de braços cruzados sobre o peito e vestindo o hábito de clarissa, oferece os seus longos cabelos a uma dona secular que os corta. Ao centro da composição, em primeiro plano, três damas guardam a coroa real e o manto azul forrado a arminho. Um grupo de pequenos anjos observa a cena e segura o reposteiro que encobre parte do altar.
A cena reproduz a câmara da rainha. Quase ao centro, D. Isabel soergue-se do leito para abençoar o copo que uma das camareiras, ajoelhada, lhe apresenta e onde o vinho se transforma em água. Aos pés do leito outra camareira, de vestido vermelho, transporta numa salva de prata a garrafa do vinho. Do lado direito, duas damas observam o milagre assombradas, tal como as damas do lado esquerdo que apontam para o leito e comentam o prodígio. Ao fundo duas figuras masculinas, provavelmente o físico da rainha e o seu capelão. Pequenos anjos rodeiam a cabeceira e seguram as cortinas do docél.
Este painel mostra ao centro da composição a Rainha D. Isabel que num movimento elegante de braços ergue para D. Dinis o regaço onde se vêm rosas vermelhas e brancas. Veste ricos trajes de corte com uma pequena coroa na cabeça. Dois pequenos pajens seguram o aparatoso manto azul e a cauda dourada do vestido. Em pé, à direita, D. Dinis vestindo um traje antigo contempla as rosas que a rainha lhe apresenta. Do lado esquerdo duas damas observam a cena e mais atrás uma jovem camareira olha de frente espectador. Do lado oposto um grupo de fidalgos. No céu esvoaçam festivamente quatro pequenos anjinhos.
No interior de um palácio, com uma vista para o exterior onde se vê um agricultor a lavrar o campo com uma junta de bois, a rainha D. Isabel na presença de pedintes e de cortesãos abre o regaço cheio de rosas que mostra a D. Dinis .
Dentro de uma cartela com aparatosos enrolamentos, a Rainha D. Isabel no centro da composição com uma coroa aberta envergando um trajo régio, segura com a mão esquerda um molho de rosas dando uma esmola a um pedinte ajoelhado a seus pés.
Em segundo plano avista-se uma elevação dominada por um castelo.
Imagem da Rainha Santa Isabel coroada e com um aro, veste uma túnica branca e um manto vermelho escuro com algumas rosas. O traje da rainha inspira-se directamente na antiga imagem processional que se conserva numa dependência da Igreja do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova de Coimbra . As ,mãos seguram um grande ramo de rosas. Esta imagem sai na procissão do Senhor Jesus do Outeiro em Agosto. A Festa da Rainha Santa celebra-se a 4 de Julho e durante a missa é oferecida uma rosa às senhoras ou meninas de nome Isabel.
Imagem da Rainha Santa Isabel coroada e com um aro sobre a cabeça, veste uma túnica prateada e um manto preto que mostra por contraste algumas rosas a cair. Esta imagem sai numa procissão iniciada recentemente que tem lugar no Verão constituindo uma atração turística.
Imagem da Rainha Santa Isabel com um aro sobre a cabeça, símbolo de santidade, vestindo uma túnica azul e um manto vermelho apanhado pela mão mão esquerda formando um regaço com rosas de várias cores. Esta imagem não segue o modelo de Teixeira Lopes dominante na época, aproximando-se antes da imagem domiciliária da Hermandad de Santa Isabel de Saragoça criada em 1912.
Imagem da Rainha Santa Isabel coroada com a mão esquerda sobre o peito e a mão direita segurando o manto vermelho criando um regaço cheio de rosas. Esta imagem não segue o modelo de Teixeira Lopes dominante na época, aproximando-se antes da imagem domiciliária da Hermandad de Santa Isabel de Saragoça criada em 1912.
Imagem da Rainha Santa Isabel colocada num magnífico nicho barroco a par dos principais santos da ordem terceira que desfilavam na procissão das cinzas. (Imagem em restauro).
Imagem da Rainha Santa Isabel envergando uma túnica branca e um manto vermelho escuro bordado de origem recente e coroa de prata sobre um véu, Segura um molho de rosas.
A rainha está representada muito jovem olhando serenamente para baixo com a coroa sobre a cabeça rodeada por um grande aro luz dourado. Enverga um vestido debruado a arminho tendo ao pescoço o cordão franciscano. Assim sublinhando simultaneamente a virtude da humildade e a condição de rainha. Na base da pintura está inscrita a legenda arainha santa isabel.
Sobre a arca tumular repousa a estátua da rainha ladeada, por dois anjos, envergando o hábito franciscano com os emblemas de peregrina (Bordão e uma escarcela decorada com uma vieira, mostrando moedas das esmolas, assim aludindo simbolicamente à espiritualidade franciscana e à pratica da caridade). A sua condição de rainha é afirmada pela presença da coroa real e pelos brasões de Portugal e de Aragão e a águia da sua linhagem do reino da Sicília. Sobre o baldaquino eleva-se um pequeno anjo que transporta a alma que ascende aos céus. Aos lados e aos pés três pequenos cães símbolo da fidelidade. Na facial da cabeceira está esculpido o Calvário e na facial dos pés Santa Clara, Santa Isabel da Hungria, e Santa Catarina, três santas da particular devoção da rainha. Nas faces laterais da arca estão representados Cristo com os doze apóstolos e as figuras de S, Francisco, do bispo S. Luís de Tolosa seguidos de um cortejo de clarissas.
Em primeiro plano, ao centro da composição, a rainha D. Isabel, envergando o hábito de clarissa e a coroa real, ajoelha perante o túmulo de Santa Iria rodeada por um pequeno grupo de populares. À sua volta as águas do Tejo, erguidas em volutas suspendem o seu movimento descobrindo o leito do rio e o túmulo da virgem martir. Na margem, um fidalgo, provavelmente D. Dinis, acompanhado de uma dama e de um pagem, observa a cena. Uma paisagem campestre limitada por montes despidos de vegetação com um pequeno conjunto de casas e filas de árvores e sebes, serve de cenário.
No centro da composição uma criança aflita ergue os braços no momento em que as águas do rio se fecham e a alcançam. Na margem D. Isabel, de hábito e coroa, olha compassiva e estende-lhe a mão. À direita a mãe da criança ajoelha suplicando a intervenção da rainha. Alguns populares rodeiam D. Isabel e em segundo plano avista-se um grupo de cortesãos sendo provavelmente D. Dinis o fidalgo que está na primeira fila. Ao fundo, no alto de um monte, ergue-se o castelo de Santarém e na sua base a Igreja de Santa Cruz. Do lado esquerdo a má colocação e a utilização de azulejos que não pertencem à composição não permite que se possa observar o fragmento da paisagem junto ao rio.
Ao centro da composição D. Isabel, a pé, dialoga com D. Dinis e com o Infante colocados simetricamente à sua esquerda e à sua direita. Por detrás de cada um dos contentores estão os respectivos exércitos. O Infante curva-se perante a rainha e D. Dinis ergue a mão em sinal de consentimento. O paralelismo das figuras sublinha o papel mediador da rainha. Na frente, à boca da cena, um pequeno tufo de plantas brota da terra árida como sinal de paz.