Cruz & Spinea Nomini mei Sceptrum et corona mea
- Título
- Cruz & Spinea Nomini mei Sceptrum et corona mea
- Criador
- Desconhecido
- Tipo
- Iluminura
- Data
- 1592
- Assunto
- Rainha Santa Isabel
- Descrição
Retrato hagiográfico que constitui um dos dois fólios em pergaminho acrescentados em 1592 à cópia manuscrita entre 1556 e 1560 da biografia medieval da Rainha, o Livro que fala da boa vida que fez a Rainha de Portugal, Dona Isabel, e dos seus bons feitos e Milagres em as vida e depois da morte.
No centro da composição a Rainha envergando o hábito de clarissa, tem uma coroa de espinhos e na mão direita um crucifixo, dois elementos raros na iconografia isabelina. A coroa de espinhos está também presente na gravura que ilustra o livro de Diogo Afonso, “Vida & milagres da gloriosa Raynha sancta Ysabel, molher do catholico Rey dõ Diniz sexto de Portugal com o compromisso da cõfraria do seu nome, & graças a ella concedidas”, impresso em 1560. Em ambos os casos aponta a sua vontade de imitar Cristo através de uma vida de renúncia e sacrifício Deve salientar-se ainda o sangue que brota da mão que segura o crucifixo numa alusão à flagelação que a Rainha D. Isabel sobre si própria exercia nos seus exercícios de penitência. A mão esquerda voltada para baixo apontando o ceptro e a coroa caídos a seus pés exprime a sua renúncia ao exercício dos seus privilégios reais,.
Em segundo plano, do lado direito da figura três construções representam ao centro a Igreja de Santa Clara e Santa Isabel (hoje Santa Clara-a-Velha), ladeada pelo seu paço e pelo hospital onde exercia a sua actividade de proteção a doentes e indigentes desde a morte de D. Dinis.
- Cobertura
- Museu Nacional Machado de Castro, Coimbra
- Fonte
Bibliografia:
REBELO, António Manuel Ribeiro, 2025, História e Fortuna do Livro que Fala da Boa Vida, in SANTOS, Maria José Azevedo, António Manuel Ribeiro Revelo e Francisco Pato de Macedo (coord.), “Livro que fala da boa vida que fez a Rainha de Portugal, Dona Isabel, & de seus bons feitos & milagres em sa vida & depois da morte” (transcrição e edição fac-similada do manuscrito do séc. XVI.
- Editor
- Maria de Lourdes Cidraes
- Colaborador
- Fotografias de António Vieira