Representações
- Título
- Representações
- Descrição
- A iconografia isabelina é um património artístico riquíssimo no domínio da escultura, da gravura, da pintura e do azulejo, com início ainda em vida da rainha, com a estátua jacente do túmulo gótico que ela própria mandou construir. Remonta, no entanto, à data da sua beatificação em 1520, o início de um importante ciclo iconográfico, que tem representações em todos os períodos e estilos artísticos até aos nossos dias, constituindo um património cultural cuja falta de estudo é uma lacuna grave que urge preencher.
Itens de Coleccção
A Rainha Santa dando esmola a um ansião
Num painel que decora uma fonte e onde está representado o exterior de um palácio, a Rainha com coroa aberta e envergando um trajo régio dá uma esmola a um ansião ajoelhado a seus pés.
Rainha Santa Isabel
Baixo relevo dourado no suporte do altar da Igreja de S, Domingos representando a Rainha Santa Isabel dentro de uma cartela de cariz barroco, com coroa aberta, envergando um trajo régio segurando com a mão esquerda um molho de rosas (flores) e com a mão direita um ceptro real.
Sta IZABEL Rª. DE PORTUGAL
Imagem de madeira estufada e ricamente dourada colocada num altar em honra de santos franciscanos onde também podemos ver S. Luís Rei de França e Santa Rosa de Viterbo. A Rainha Santa Isabel com um resplendor de prata e envergando o hábito franciscano segura na mão esquerda um molho de rosas e apoia a mão direita num bordão em forma de Tau.
A Rainha Santa Isabel em Vila do Conde
Imagem devocional em madeira estufada representando a rainha envergando o hábito de clarissa e barbeta de viúva, com coroa que tem justaposto o brasão bipartido das armas de Portugal e de Aragão. Com a mão esquerda faz uma dobra no manto com um grande molho de rosas e a mão direita livre mas parece agarrar um bordão.
SANTA ISABEL Rainha de Portugal
Imagem de grande qualidade que faz parte do conjunto de santos franciscanos que saíam anualmente na Procissão das Cinzas. A autoria de algumas destas imagens é atribuída ao escultor João d' Afonseca Lapa natural de Vila do Conde.
A Rainha Santa Isabel envergando o hábito de clarissa, com véu e resplendor tem rosas que lhe caem do regaço.
A Rainha Santa Isabel na Basílica de Mafra
Imagem de vestir que faz parte do notável conjunto de santos franciscanos que são anualmente incorporados na Procissão de Cinzas. No chão sobre uma almofada a coroa real fechada e o ceptro.
Rainha Santa Isabel
Escultura em madeira policromada, dourada e estufada representando a Rainha envergando o hábito de clarissa imitando um tecido adamascado ornado com ricos dourados. Na mão direita segura um crucifixo, na cabeça tem um resplendor e na dobra do manto erguido pela mão esquerda as rosas do milagre.
Rainha Santa Isabel
A Rainha com coroa aberta envergando o hábito de clarissa segura na mão esquerda um ramo de rosas e apoia a mão direita num bordão em forma de Tau. No canto superior esquerdo está uma fração do escudo de Aragão.
Rainha Santa Isabel
Estátua em granito representado a Rainha Santa Isabel com uma auréola em metal, envergando o hábito de clarissa e segurando com a mão esquerda numa dobra do manto um ramo de rosas e com a mão direita uma cruz de madeira.
A Rainha pagando a féria a um operário
Diz a lenda que estando D. Isabel desterrada em Alenquer decidiu construir a Igreja do Espírito Santo. No dia de pagamento da féria aos operários pediu a uma menina que passava, o ramo de rosas que levava dando-as como pagamento . Os operários levaram as rosas para suas casas e durante a noite transformaram - se em moedas de ouro.
No retábulo, em primeiro plano, a Rainha D. Isabel paga com uma rosa a féria de um operário atrás de quem está representada um operário com um martelo na mão. Em segundo plano vemos outros operários já com as rosas nas mãosseguram os seus instrumentos de trabalho..
É uma belíssima representação que mostra a qualidade dos artistas a quem se deve o notável conjunto de painéis que decoram a nave da igreja.
Rainha Santa Isabel
A Rainha com coroa fechada, envergando o hábito de clarissa e barbeta de viúva tem no regaço um molho de rosas e apoia a mão direita no bordão em forma de Tau. É uma das representações da Rainha Santa Isabel que seguem o modelo divulgado pela gravura de Cornelius Galle (o velho) e de que existem numerosos exemplo que se repetem sobretudo durante o séc. XVII e de podemos citar o óleo da Academia das Ciências de Lisboa.
Rainha Santa Isabel
Imagem de vestir em tamanho natural com coroa aberta, envergando o hábito de clarissa e segurando com as mãos um regaço cheio de rosas.
S. ELISABETH REG. P.
Integrada numa galeria de pintura representando santos franciscanos no cadeiral da Igreja da Ordem Terceira, a Rainha Santa Isabel está representada coroada, envergando o hábito de clarissa e barbeta de viúva com um molho de rosas no manto e com a mão direita apoiada no bordão em forma de Tau.
Rainha Santa Isabel
Segue o modelo da imagem de Teixeira Lopes do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova em Coimbra. Na base que sustenta a imagem está o escudo bipartido de Portugal e Aragão encimado por uma coroa aberta.
Rainha Santa Isabel
Imagem de madeira estufada e dourada representando a Rainha com coroa aberta envergando um hábito de clarissa muito decorado com bordados dourados na túnica e no manto, segurando com a mão esquerda o manto com um molho de rosas e apoiando a mão direita num bordão em forma de Tau. No chão atrás do bordão vê-se o escudo bipartido de Portugal e Aragão. A imagem está integrada num arco barroco de talha dourada da época joanina que rodeia o altar da Paixão de Cristo.
Santa Isabel Rainha de Portugal
Uma bela imagem de madeira estufada e dourada representando a Rainha envergando um hábito de clarissa muito decorado com bordados dourados na túnica e no manto mas evidenciando a presença do cordão franciscano. Segura com a mão direita o manto com o regaço cheio de rosas.
Sta ISABEL
A Igreja de S. Francisco onde se situa este imagem foi construída no séc. XIV durante o reinado de D. Fernando no lugar de um modesto templo da Ordem Franciscana que se tinha estabelecido na cidade do Porto em 1223.
A escultura em madeiro estufada e dourada representa a Rainha Santa Isabel envergando o hábito de clarissa com véu e barbeta de viúva, tendo na mão esquerda um molho de flores e a mão direita apoiada no bordão em forma de Tau.
Esta imagem está integrada num retábulo atribuído aos Arq Francisco do Couto Azevedo e Manuel da Costa Andrade responsáveis pela principal campanha artística foi levada a cabo na Igreja de S. Francisco, na primeira metade do século XVIII, quando a maior parte das superfícies interiores, incluindo paredes, colunas, capelas laterais e telhado, foram revestidas com talha que daria a este templo o esplendor barroco parecendo que a igreja está coberta de ouro tal a presença da talha dourada.
Sta. Isabel
A Rainha Santa Isabel com coroa fechada enverga um rico trajo de corte. Com a mão esquerda segura o manto e a posição da mão direita indicia que estaria apoiada num bordão que já não está presente. Apesar desta ausência bem como das rosas, emblemas da Rainha Santa, a Imagem é identificada pela legenda inscrita no pedestal.
Encontro de Alvalade
Numa divisão do Palácio, e enquadrada por uma cercadura oval de cor rosa que se funde com as faixas paralelas, de um e do outro lado, com o mesmo tratamento cromático, que estruturam a decoração do teto, a cena pintada regista o momento em que a Rainha D. Isabel, montada numa mula, entra no campo de batalha separando as hostes de seu marido, o Rei D, Dinis ( do lado esquerdo da imagem) e de seu filho rebelde, o Infante D, Afonso.
Santa Isabel na Igreja de Santa Engrácia
Dentro de um nicho na fachada da Igreja de Santa Engrácia uma estátua em mármore branco representa a Rainha Santa com coroa aberta envergando o hábito de clarissa, criando com a mão direita no manto um regaço cheio de rosas e segurando com a mão esquerda uma bolsa.
Esta escultura faz parte de um conjunto de estátuas de santos portugueses executadas durante as obras de conclusão desta Igreja pelo Estado Novo na década de sessenta do séc. XX, no contexto de uma política de exaltação dos santos e heróis nacionais.
Milagre das rosas
Da autoria do pintor régio André Gonçalves é certamente a mais bela representação do Milagre das Rosas na arte portuguesa.
O autor consegue condensar toda a cena numa composição de grande unidade. Em primeiro plano a Rainha D. Isabel acompanhada por dois pagens, numa atitude elegante e envergando um riquíssimo trajo de corte, volta-se para D, Dinis apresentando-lhe as rosas no manto que estende com mão direita. Ligeiramente inclinado, o monarca, em trajo de corte, com um manto vermelho, chapéu de plumas e colar de ouro observa atentamente as flores que D. Isabel lhe mostra. Por trás de D. Dinis, tendo como plano de fundo um palácio, dois cortesãos comentam o extraordinário prodígio.
Como é habitual nas pinturas barrocas, o prodígio é celebrado com a presença de querubins esvoaçando entre nuvens.
Este quadro faz parte do conjunto de importantes pinturas que decoram os altares da Igreja do Menino Deus mandada construir pelo rei D. João V.
A Rainha Santa Isabel na Escola Secundária D. Dinis
A Rainha Santa Isabel na Igreja de Santo António em Lisboa
A Rainha Santa Isabel no Tojal
A Rainha Santa Isabel no Forte de S. Julião da Barra
Rainha Santa Isabel em Odivelas
Sobre o plinto ergue-se a estátua da Rainha Santa Isabel coroada, envergando um trajo real e criando com as mãos um regaço com rosas alusivas ao "Milagre das rosas".
Rainha Santa Isabel no Chiado
A rainha D. Isabel e o rei D. Dinis no Hospital de Santa Marta
A Rainha Santa Isabel na Tapada da Ajuda.
A Rainha Santa Isabel em Alenquer
Santa Isabel na Academia das Ciências de Lisboa
Poderá constituir uma réplica do óleo da mesma época existente no Convento de Santa Clara-a- Nova em Coimbra inserindo-se ambos na série icónica fixada a partir da gravura de Cornélius Galle (o Velho).
Segundo a tradição este quadro foi oferecido à Academia das Ciências de Lisboa pela princesa D. Maria Francisca Benedita, irmã de D. Maria I, rainha que em 1779 fundou esta instituição e proclamou a Rainha Santa Isabel como sua padroeira .
Aparição de Cristo crucificado à Rainha Santa Isabel
Este painel, lamentavelmente instalado dadas as falhas e os erros de colocação dos azulejos, constitui uma das raras representações desta lenda.
A Rainha Santa Isabel e o Milagre das rosas de Alenquer
A Rainha D. Isabel, ricamente vestida, ocupa o centro da composição, estando atrás de si no lado direito representados diversos cortesãos e à sua frente ajoelhados os operários. Alterando a versão da lenda o autor optou por situar o milagre no preciso momento em que a Rainha com o regaço cheio de flores, retira uma rosa para fazer o pagamento que, na sua mão, à vista de todos ,se transforma numa moeda.
Outro quadro com o mesmo tema foi executado por este pintor, um dos mais importantes do Barroco Português, para a Patriarcal de Lisboa destruída pelo Terramoto de 1755.
Andor da Rainha Santa Isabel no Mosteiro de Mafra
A Rainha, envergando o hábito franciscano com barbeta de viúva, segura com a mão esquerda a túnica donde caiem rosas e apoia a mão direita num bordão em forma de Tau, Um aro dourado, símbolo da santidade, rodeia o rosto esculpido com notável realismo.
Sobre uma almofada estão pousados o ceptro e a coroa insígnias do seu estatuto régio.
A rainha distribuindo esmolas
A Rainha D. Isabel ocupa o centro da composição acompanhada de eclesiásticos que empunham uma cruz à porta de uma igreja, dando uma moeda a uma jovem mãe ajoelhada a seus pés e integrada num grupo de pedintes.
Esta pintura utiliza uma variada paleta cromática para dar uma versão colorida da gravura em que se inspira.
A Rainha Santa Isabel no painel do Palácio Castro Guimarães
O cortejo abre com um numeroso grupo de clérigos empunhando longos círios e uma bandeira processional.
Neste magnífico painel, realizado por um dos mais importantes pintores de azulejo da grande produção joanina, a Rainha Santa Isabel figura entre S, Luís, Rei de França e Santa Isabel da Hungria precedendo um coche triunfal onde a Virgem Maria é venerada por religiosos. A este carro estão atreladas duas parelhas de cavalos brancos guiados por um anjo no lugar do cocheiro e dois anjos cavalgando a primeira parelha. O significado alegórico do painel é reforçado pela presença do anjo que fecha o cortejo e por numerosos querubins esvoaçando no céu acompanhando todo o percurso.
Ao contrário do que é habitual a Rainha Santa Isabel não é identificada pelo escudo bipartido das armas de Portugal e de Aragão mas apenas pelo escudo português assim se valorizando a sua condição de Rainha de Portugal.
Em segundo plano entre S. Luis e a Rainha Santa esta representada a Beata Beatriz da Silva fundadora da Ordem das Concepcionistas ou Ordem da Imaculada Conceição da Bem – Aventurada Virgem Maria . Esta religiosa foi santificada em 1976.
Este painel foi colocado nos jardins do palácio em 1925.
S. ELISABEL - RAINHA DE PORTUGAL
nspirada na gravura com o mesmo tema produzida trinta anos antes por Sebastianus Conca e Hieronymus Rossi, representa uma cena mais simplificada enquadrada numa cartela rococó onde figura apenas a rainha com uma coroa fechada, envergando o hábito de clarissa e barbeta de viúva apoiada no bordão em forma de Tau, colocando a mão direita nos olhos da criança cega sozinha à sua frente.
Este episódio lendário é referido como tendo acontecido durante a sua peregrinação a Santiago de Compostela em 1325, quando a mãe da criança lhe solicitou a cura, vendo-se em plano de fundo do lado esquerdo a torre de um castelo e do lado direito uma construção que representam a vila da Arrifana onde a primeira biografia situa este milagre.
Brasão da Rainha D. Isabel
É um dos dois fólios em pergaminho acrescentados em 1592 à cópia manuscrita entre 1556 e 1560 da biografia medieval da Rainha, o Livro que fala da boa vida que fez a Rainha de Portugal, Dona Isabel, e dos seus bons feitos e Milagres em as vida e depois da morte.
Trata-se de uma iluminura de página inteira representado o Brasão das Armas da Rainha, onde do lado esquerdo estão representadas as armas de Portugal pelas cinco quinas e pela bordadura de sete castelos e, do lado direito, o escudo de Aragão, com quatro barras vermelhas num fundo dourado. O escudo está rematado por uma coroa real aberta de pontas floreadas e adornada com rubis e safiras e está inserido numa magestosa cartela maneirista de enrolamentos, sendo suportado por dois anjos tenentes.
No aro inferior da moldura, num pequeno rótulo de cor azul está inscrita a data M.D.L.X.X.X.X.I.I..
Cruz & Spinea Nomini mei Sceptrum et corona mea
Retrato hagiográfico que constitui um dos dois fólios em pergaminho acrescentados em 1592 à cópia manuscrita entre 1556 e 1560 da biografia medieval da Rainha, o Livro que fala da boa vida que fez a Rainha de Portugal, Dona Isabel, e dos seus bons feitos e Milagres em as vida e depois da morte.
No centro da composição a Rainha envergando o hábito de clarissa, tem uma coroa de espinhos e na mão direita um crucifixo, dois elementos raros na iconografia isabelina. A coroa de espinhos está também presente na gravura que ilustra o livro de Diogo Afonso, “Vida & milagres da gloriosa Raynha sancta Ysabel, molher do catholico Rey dõ Diniz sexto de Portugal com o compromisso da cõfraria do seu nome, & graças a ella concedidas”, impresso em 1560. Em ambos os casos aponta a sua vontade de imitar Cristo através de uma vida de renúncia e sacrifício Deve salientar-se ainda o sangue que brota da mão que segura o crucifixo numa alusão à flagelação que a Rainha D. Isabel sobre si própria exercia nos seus exercícios de penitência. A mão esquerda voltada para baixo apontando o ceptro e a coroa caídos a seus pés exprime a sua renúncia ao exercício dos seus privilégios reais,.
Em segundo plano, do lado direito da figura três construções representam ao centro a Igreja de Santa Clara e Santa Isabel (hoje Santa Clara-a-Velha), ladeada pelo seu paço e pelo hospital onde exercia a sua actividade de proteção a doentes e indigentes desde a morte de D. Dinis.
S. ELISAB . R . PORTV.
Santa Isabel reconciliando D. Dinis com o Infante D. Afonso
Distingue-se de outras representações alusivas a este episódio histórico ao registar o momento em que a Rainha D. Isabel após se ter interposto entre os exércitos já em confronto, leva o Infante a reconciliar-se com o pai que lhe perdoa o acto de rebeldia.
D. Isabel no momento da reconciliação olha para o céu com os braços abertos pedindo a intervenção divina.
Este desenho foi encomendado a Giusepe CADES em 1789 para o Altar da Capela de Santa Isabel da Igreja de Santo António dos Portugueses em Roma mas o falecimento do autor impediu que a obra fosse executada tendo sido substituída por uma pintura de Luigi Agricola.
Cruz & spinea domini mei spectrum & corona mea
Constitui a primeira representação impressa da Rainha Santa Isabel, inserida no livro de Diogo Afonso, “Vida & milagres da gloriosa Raynha sancta Ysabel, molher do catholico Rey dõ Diniz sexto de Portugal com o compromisso da cõfraria do seu nome, & graças a ella concedidas”. Esta obra oferecida à Rainha D Catarina mulher do rei D. João III. foi impressa em Coimbra por João Barreira na Imprensa da Universidade sob licença da Inquisição, por ordem dos mordomos da Confraria a pedido da Abadessa do Mosteiro de Santa Clara.
Neste livro encontramos a primeira narrativa do Milagre das Rosas, no entanto, a gravura da portada enfatiza sobretudo a devoção e piedade cristã da Rainha expressa na presença dominante da grande cruz empunhada pela mão direita e paralelamente, o desprendimento do poder real simbolizado pelo ceptro e pela coroa depostos a seus pés.
De notar que alguns autores identificaram esta cruzo como o bordão de peregrina. No entanto só mais tarde so bordão de peregrina se tornará um emblema identificador da santa portuguesa a partir da abertura do seu túmulo em 1612.
Dentro de uma cartela maneirista, a Rainha Santa Isabel, abrigada num baldaquino, envergando o hábito de clarissa tem na cabeça uma coroa de espinhos, muito rara na iconografia isabelina, mas que aponta a sua vontade de imitar Cristo através de uma vida de renúncia e sacrifício.
Rainha Santa Isabel
ELISABETH REGINA SANCTA PORTVG.
Segundo alguns autores esta inscrição e a apresentação da rainha como santa antes da sua canonização poderão explicar a eliminação do texto pela censura da Inquisição
Rainha Santa Isabel - Peregrina / No Castelo de Estremoz – Rosas e ramo de oliveira - gente de pedir e gente de armas
Por cima da soberana uma pomba com um ramo de oliveira alude ao seu estatuto de mediadora da paz.
SANTA ISABEL - Reyna de Portugal, viuda, y de la Tercera Orden de San Francisco A 8 de Julio
De notar a indicação do dia 8 de Julho como data da festa da Rainha Santa o que se verificou por vezes para evitar a coincidência com a oitava dos santos Apóstolos.
S. IZABEL RAINHA DE PORTUGAL - Que se venera no Convto de Sta Clara de Coimbra
No lado direito está patente o escudo bipartido de Portugal e de Aragão e no lado esquerdo a insígnia franciscana.
A Rainha dá uma esmola a um paralítico.
Sainte Elisabeth de Portug
Sta Isabel, Reina de Portugal
Esta gravura insere-se na tendência historicista e no revivalismo neogótico dominantes no final do séc, XIX.
Santa Isabel Rainha de Portugal
Esta gravura, que ilustra uma pequena biografia da Rainha Santa Isabel, procura sublinhar a caridade de uma soberana que tratava pelas próprias mãos doentes e chagados.
Breve compendio da vida, morte, virtudes, e milagres de Santa Isabel, sexta rainha de Portugal e Infanta de Aragaõ
Trata-se da página de apresentação da publicação “ Breve compêndio da vida, morte, virtudes e milagres de SANTA ISABEL, sexta rainha de Portugal e Infanta de Aragaõ” que apresenta, dentro de uma cartela externamente decorada com elementos vegetalistas, a D. Isabel vestindo o hábito de clarissa, com véu e barbeta de viúva, apoiando-se com a mão esquerda no seu bordão em forma de Tau e segurando com a mão direita no seu regaço um molho de rosas.
No lado direito esta desenfada a cabeça de um pedinte e na margem inferior da cartela o escudo bipartido de Portugal e Aragão.
S. ELICAB REG. PORTUG.
Fatto milagroso de Santa Isabel Rainha de Portugal
Um numeroso grupo de pedintes está desenhado em vários planos, desde a boca da cena, onde ao centro estão representadas duas crianças, até um plano de fundo atrás do casal régio.
Do lado esquerdo podemos observar um grupo de cortesãos que, tal como os pedintes, manifestam com gestos a sua admiração face ao milagre que acabam de contemplar.
S. Elisabetha Regina
S. JZABEL
DIONYSIVS I LVSITANIAE REX ET D. EL. ELISABETHA CONIVX
Sanct Isabel Reina de Portugal
O escudo bipartido de Portugal e Aragão encimado por uma coroa aberta ocupa o canto inferior direito da composição .
SANCTA ELISABETH - Portugaliae Regina filia
A posição elegante da soberana e o desenho do rosto tranquilamente olhando para o espectador constitui uma original representação da rainha portuguesa.
História da gloriosa vida da Rainha Santa Isabel ...
A Rainha D. Isabel assiste à abertura dos alicerces do seu hospício.
Existe uma lenda semelhante associada à fundação da Igreja do Espírito Santo em Alenquer.
Esta xilogravura foi inserida no capítulo dedicado à Rainha Santa no Flos Sanctorum das vidas e obras insignes dos santos editada em Lisboa em 1590 por Baltazar Ribeiro,
Pintura do tecto da Capela da Rainha Santa do Castelo de Estremoz – Glorificação da Rainha Santa Isabel
Cruz processional / Tesouro da Rainha Santa Isabel
O centro que une os braços da cruz é ornamentado com baixo relevo de prata dourada representado de um lado o Calvário e do outro o Tetramorfo (Cristo em majestade ao centro com representações dos símbolos dos Evangelistas nos quatro cantos. De destacar também a ornamentação do nó hexagonal inserido na haste onde estão os escudos de Portugal e de Aragão.
No verso, no cruzamento dos braços vê-se a imagem de Cristo crucificado acompanhado por Nossa Senhora e por S. João Evangelista
Vitral da Rainha Santa Isabel em Monte Real
A Rainha Santa Isabel em Monte Real
A Rainha Santa Isabel em Monte Real
A Rainha Santa Isabel na Igreja matriz de Monte Real
A Rainha Santa Isabel em Monte Real
Em Monte Real na última semana de Julho realizam-se as festas da Rainha Santa que inclui uma procissão.
A Rainha Santa Isabel em Lorvão
A rainha é identificada no canto superior esquerdo com a inscrição S. ELISABE T - R - P e no canto superior direito com o escudo bipartido de Portugal e Aragão encimado pela coroa real.
Rainha Santa Isabel e o milagre das rosas
Esta composição, onde não está presente o rei D. Dinis, pode aproximar-se do milagre de Alenquer em que D. Isabel paga aos pedreiros com rosas que se transforma em moedas de ouro.
Rainha Santa Isabel em Aveiro
Rainha Santa Isabel em Arouca
Relicário de coral
Ramo de coral com múltiplos braços realizado provavelmente na Sicília, terra natal de D. Constança mãe da Rainha D. Isabel, e onde começara a exploração deste tão apreciado material. Todo este magnífico conjunto é ensimado por um pequeno relicário do Santo Lenho, relíquia de inestimável valor. Dois pequenos leões suportam as hastes que no seu cruzamento tem gravado o escudo de Aragão. O estatuto de rainha de Portugal é também registado pela presença do brasão de Portugal nos engastes de prata que suportam os ramos inferiores do ramo de coral.
Tem a inscrição: “GLORIA / TIBI /TRINITAS / EQUALIS / UNA / DEITAS / ER[i]T / ANTEÔ”
Gravura de Relicário de Colar
Jarras de altar
Figurino da peça Rainha Santa
Porta Paz
A imagem da rainha em prata dourada está integrada num pequeno oratório do mesmo material, com decoração neo-gótica e ornamentação vegetalista. Na base está gravada a inscrição ELISABETH PACIS/ ET PATRIAE MATER/ DONA NOBIS PACEM.
O oratório era transportado num estojo de madeira forrado interiormente com um tecido vermelho.
A Hermandad de Santa Isabel de Zaragoza, fundada em 1912, possui também uma imagem domiciliária transportada igualmente num estojo de madeira.
Rainha Santa Isabel
Rainha Santa Isabel
Rainha Santa Isabel
Milagre das rosas - Pintura
Imagem relicário da Virgem com o Menino
Gravura da Rainha Santa Isabel “S. J ZABEL”
Cruz processional
Rainha Santa Isabel em Coimbra
Rainha Santa Isabel na Igreja de S. Francisco em Évora
Rainha Santa Isabel em Azeitão
Rainha Santa Isabel em Alcochete
Bordão de Santa Isabel
Foi com este bordão que a Rainha quis ser sepultada. Está representado na estátua jacente do túmulo por ela própria encomendado ao escultor Mestre Pero.
Conserva-se num precioso estojo de prata do séc. XVII pertencente à Confraria da Rainha Santa Isabel.
A par das rosas ,o bordão constitui um emblema identificador da Rainha presente em numerosíssimas representações. É também motivo de curiosas lendas como a “Lenda do mausoléu que dá um salto” em que a pesada arca tumular da Rainha D. Isabel, ao ser ser tocada pelo bordão, sobe milagrosamente para a capela do piso superior do Convento de Santa Clara que fora construído devido à subida das águas do rio Mondego.
Rainha Santa Isabel
Santa Isabel de Portugal distribuindo esmolas
São conhecidas mais versões do mesmo autor, com diferentes dimensões e datas. Esta primeira versão foi apresentada em 1866 na Exposição trienal da Academia Portuense de Belas Artes. As diferentes versões distinguem-se por detalhes da indumentária da rainha.
A Rainha D. Isabel esmolando
Rainha Santa Isabel, S. Tiago e Santa Clara
Rainha Santa Isabel
Rainha Santa Isabel em Odivelas
Será interessante comparar com o óleo da mesma época da Sé Velha de Coimbra, ambos apresentando a rainha segundo o modelo régio numa época em que era dominante o modelo franciscano.
A Rainha Santa Isabel em Coimbra
A Rainha Santa Isabel em Coimbra
Segue o modelo iniciado com a gravura de Cornelius Galle o Velho de 1621.
A Rainha Santa Isabel em Coimbra
Este óleo pintado pouco depois da canonização ,mas em que D, Isabel é ainda representada segundo o modelo régio é um dos mais notáveis retratos seiscentistas da Rainha D. Isabel.
Árvore de Colecções
- Representações


































































































