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Morte da Rainha D. Isabel e Milagre Da Aparição de Nossa Senhora (A Senhora de Branco)

O painel mostra D. Isabel deitada no leito acompanhada pelas suas damas e pela rainha D. Beatriz. Em primeiro plano, do lado esquerdo vê-se uma pequena mesa, e do lado direito, aos pés da cama, uma senhora de vestes brancas parece dirigir-se a rainha. Os pequenos anjos e os raios de luz, na parte superior do painel, reforçam o carácter milagroso deste episódio.
Este painel segue fielmente o texto da primeira biografia assim se distinguindo de outras representações da morte da rainha.

Morte da Rainha D. Isabel

A cena mostra a Rainha D, Isabel com hábito de clarissa deitada num pequeno leito coberto por um docel azul erguendo as mãos postas para a Virgem que lhe aparece entre nuvens rodeada de anjos. Ajoelhadas aos lados da cama duas damas acompanham a rainha sem se aperceberem do que está a acontecer. É um cenário quase monástico simbolizando a humildade e o desejo de pobreza. De notar a utilização da luz que irradia da Virgem e se estende até à rainha sublinhando, simultaneamente, a santidade de D. Isabel e o seu estatuto de personagem central.

Milagre do vinho e da água

A cena reproduz a câmara da rainha. Quase ao centro, D. Isabel soergue-se do leito para abençoar o copo que uma das camareiras, ajoelhada, lhe apresenta e onde o vinho se transforma em água. Aos pés do leito outra camareira, de vestido vermelho, transporta numa salva de prata a garrafa do vinho. Do lado direito, duas damas observam o milagre assombradas, tal como as damas do lado esquerdo que apontam para o leito e comentam o prodígio. Ao fundo duas figuras masculinas, provavelmente o físico da rainha e o seu capelão. Pequenos anjos rodeiam a cabeceira e seguram as cortinas do docél.

Milagre das rosas - Pintura

Retrato de meio corpo representando a rainha com coroa abertam envergando um trajo real mostrando no regaço um molho de rosas

Milagre das rosas

Da autoria do pintor régio André Gonçalves é certamente a mais bela representação do Milagre das Rosas na arte portuguesa.

O autor consegue condensar toda a cena numa composição de grande unidade. Em primeiro plano a Rainha D. Isabel acompanhada por dois pagens, numa atitude elegante e envergando um riquíssimo trajo de corte, volta-se para D, Dinis apresentando-lhe as rosas no manto que estende com mão direita. Ligeiramente inclinado, o monarca, em trajo de corte, com um manto vermelho, chapéu de plumas e colar de ouro observa atentamente as flores que D. Isabel lhe mostra. Por trás de D. Dinis, tendo como plano de fundo um palácio, dois cortesãos comentam o extraordinário prodígio.

Como é habitual nas pinturas barrocas, o prodígio é celebrado com a presença de querubins esvoaçando entre nuvens.

Este quadro faz parte do conjunto de importantes pinturas que decoram os altares da Igreja do Menino Deus mandada construir pelo rei D. João V.

Milagre das rosas

A Rainha D. Isabel em traje aulico no exterior de um palácio, tendo a sua frente um grupo de mendigos exibe um molho de rosas no regaço perante D. Dinis que, em segundo plano, se aproxima a cavalo acompanhado da sua comitiva.

Milagre das rosas

No pátio de um palácio a rainha D. Isabel, com coroa na cabeça, mostra ao rei D, Dinis as rosas que tem no regaço. D, Dinis é representado com coroa na cabeça, envergando um manto real e tendo o ceptro na mão direita.

Milagre das Rosas

Neste painel a rainha surge destacada sobre um pequeno patamar que se eleva a partir do pavimento ladrilhado, segurando aberto o regaço com rosas que mostra ao rei D. Dinis que levanta a mão esquerda em gesto de admiração. O traje da rainha é um vestido simples coberto por um manto singelo sublinhando a sua humildade, em contraste com as sumptuosas vestes régias de D. Dinis ostentando um manto de arminho e um rico colar sobre o peito.

Milagre das rosas

Este painel mostra ao centro da composição a Rainha D. Isabel que num movimento elegante de braços ergue para D. Dinis o regaço onde se vêm rosas vermelhas e brancas. Veste ricos trajes de corte com uma pequena coroa na cabeça. Dois pequenos pajens seguram o aparatoso manto azul e a cauda dourada do vestido. Em pé, à direita, D. Dinis vestindo um traje antigo contempla as rosas que a rainha lhe apresenta. Do lado esquerdo duas damas observam a cena e mais atrás uma jovem camareira olha de frente espectador. Do lado oposto um grupo de fidalgos. No céu esvoaçam festivamente quatro pequenos anjinhos.

Milagre das rosas

A rainha D. Isabel coroada e com um alo dourado, na presença de dois pedintes e de D. Dinis, mostra as rosas que caiem do regaço.

Milagre das rosas

No interior de um palácio, com uma vista para o exterior onde se vê um agricultor a lavrar o campo com uma junta de bois, a rainha D. Isabel na presença de pedintes e de cortesãos abre o regaço cheio de rosas que mostra a D. Dinis .

Milagre das rosas

A Rainha D. Isabel, face a dois pedintes, mostra as rosas que caiem do regaço.

Milagre das águas do Tejo que se apartam - Estremoz

Em primeiro plano, ao centro da composição, a rainha D. Isabel, envergando o hábito de clarissa e a coroa real, ajoelha perante o túmulo de Santa Iria rodeada por um pequeno grupo de populares. À sua volta as águas do Tejo, erguidas em volutas suspendem o seu movimento descobrindo o leito do rio e o túmulo da virgem martir. Na margem, um fidalgo, provavelmente D. Dinis, acompanhado de uma dama e de um pagem, observa a cena. Uma paisagem campestre limitada por montes despidos de vegetação com um pequeno conjunto de casas e filas de árvores e sebes, serve de cenário.

Milagre das Águas do Tejo que se Apartam

Quando a rainha acompanhada por damas e populares se aproxima da margem do Tejo, as águas abrem-se formando volutas que se elevam no ar deixando seco o leito do rio para lhe dar passagem até à urna de cristal onde repousa Santa Iria, deitada com as mãos cruzadas sobre o peito, perante a qual D. Isabel se inclina em oração.
Mais distante avista-se o rei D. Dinis e um fidalgo, ao fundo vislumbram-se a igreja de Santa Iria e outros edifícios e no topo de um monte a cidade de Santarém.

Milagre da criança salva das águas

No centro da composição uma criança aflita ergue os braços no momento em que as águas do rio se fecham e a alcançam. Na margem D. Isabel, de hábito e coroa, olha compassiva e estende-lhe a mão. À direita a mãe da criança ajoelha suplicando a intervenção da rainha. Alguns populares rodeiam D. Isabel e em segundo plano avista-se um grupo de cortesãos sendo provavelmente D. Dinis o fidalgo que está na primeira fila. Ao fundo, no alto de um monte, ergue-se o castelo de Santarém e na sua base a Igreja de Santa Cruz. Do lado esquerdo a má colocação e a utilização de azulejos que não pertencem à composição não permite que se possa observar o fragmento da paisagem junto ao rio.

Milagre da Arrifana ou cura da criança cega

Este retábulo mostra o momento em que a rainha D. Isabel, vestindo o hábito de clarissa, põe as mãos nos olhos da criança que a mãe, ajoelhada, lhe apresenta. Em torno deste núcleo central estão representados um homem e duas mulheres observando o que está ocorrendo aparentemente sem se aperceberem do que está a acontecer.
Neste painel a estrutura compositiva baseia-se em eixos diagonais que se cruzam no ponto central ocupado pela figura da rainha. Uma linha oblíqua descendente termina no canto direito nas figuras de uma mulher e uma criança que se dirigem para D. Isabel. Do lado esquerdo, a linha correspondente desce até ao canto ocupado por um pequeno cão, em posição de vigília, voltado igualmente em direção à rainha que tem por trás a carruagem em que viajava puxada por um cavalo negro seguro por um criado. Ainda do lado esquerdo há a assinalar a presença de um cavalo branco que um palaferneiro segura à frente de figuras masculinas quase indistintas sob um céu azul. No canto superior diireito está representado o Castelo de Vila da Feira.

Lenda dos passarinhos

Em primeiro plano, a rainha de coroa e vestindo uma túnica lilás e manto azul segura uma tela onde está fazendo um tapete de Arraiolos. Em segundo plano abre-se uma janela gótica onde esvoaçam passarinhos. Através da janela avista-se uma rua e ao fundo a torre do castelo.

Lenda do Poço da Rainha

Diz a lenda que a Rainha D, Isabel tomou banho neste poço.

Lenda da Fonte d' ouro

Diz a lenda que a Rainha D. Isabel na sua peregrinação a Santiago de Compostela pernoitou neste lugar e nessa noite na água da fonte correram partículas de ouro.

Jarras de altar

Duas pequenas jarras de altar de porcelana decoradas com uma cartela contendo o escudo bipartido de Portugal e de Aragão encimados por uma coroa fechada.

Imagem relicário da Virgem com o Menino

Imagem relicário em prata e prata dourada,granadas, cristal da rocha, vidros, esmaltes e camada policroma. Esta imagem faz parte do denominado tesouro da Rainha Santa que reúne preciosos objectos devocionais que pertenceram à Rainha Dona Isabel. Testemunha a devoção mariana da rainha portuguesa que quis marcar a sua ligação à imagem com a representação dos escudos de Portugal e Aragão

Imagem da Rainha Santa Isabel, Igreja da Merceana / Alenquer

Imagem da Rainha Santa Isabel coroada com a mão esquerda sobre o peito e a mão direita segurando o manto vermelho criando um regaço cheio de rosas. Esta imagem não segue o modelo de Teixeira Lopes dominante na época, aproximando-se antes da imagem domiciliária da Hermandad de Santa Isabel de Saragoça criada em 1912.

Imagem da Rainha Santa Isabel - Igreja do Outeiro. Alter do Chão

Imagem da Rainha Santa Isabel coroada e com um aro, veste uma túnica branca e um manto vermelho escuro com algumas rosas. O traje da rainha inspira-se directamente na antiga imagem processional que se conserva numa dependência da Igreja do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova de Coimbra . As ,mãos seguram um grande ramo de rosas. Esta imagem sai na procissão do Senhor Jesus do Outeiro em Agosto. A Festa da Rainha Santa celebra-se a 4 de Julho e durante a missa é oferecida uma rosa às senhoras ou meninas de nome Isabel.

Imagem da Rainha Santa Isabel - Igreja de S. Francisco em Tavira

Imagem da Rainha Santa Isabel colocada num magnífico nicho barroco a par dos principais santos da ordem terceira que desfilavam na procissão das cinzas. (Imagem em restauro).

Imagem da Rainha Santa Isabel - Igreja da Misericórdia de Aljezur

Imagem da Rainha Santa Isabel envergando uma túnica branca e um manto vermelho escuro bordado de origem recente e coroa de prata sobre um véu, Segura um molho de rosas.

Imagem da Rainha Santa em Coimbra

Imagem em madeira de mogno encomendada pela Rainha D, Amélia ao escultor António Teixeira Lopes, e pela qual pagou 2.500$000 reis, representa a rainha em traje real, com coroa e auréola, manto preso no ombro e um molho de rosas no regaço e nas mãos. Durante o séc. XX, esta escultura tornou-se o modelo de inúmeras imagens presentes em igrejas, capelas e casas particulares por todo o país. Objeto de grande devoção desfila em procissão nas grandiosas festas em honra da Rainha Santa Isabel que se realizam de dois em dois anos na cidade de Coimbra.

Imagem da Rainha Santa da Igreja dos Terceiros em Faro

Escultura de madeira estofada e dourada. A rainha veste um hábito franciscano, Tem sobre a cabeça a coroa, na mão direita o bordão de peregrina e segura com a mão esquerda a capa com algumas rosas.

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco

Escultura em madeira estofada e dourada. A rainha veste um hábito franciscano. Tem sobre a cabeça a coroa de prata, na mão direita o bordão e segura com a mão esquerda a capa com algumas rosas.

História da gloriosa vida da Rainha Santa Isabel ...

Xilogravura incluída no livro Histórias da vida & feitos heroicos & vidas insignes dos sanctos de Fr. Diogo do Rosário, publicado em Braga por António de Mariz por encomenda do Arcebispo D. Frei Bartolomeu dos Mártires. A Rainha é representada de corpo inteiro, no claustro de um convento, envergando o hábito de clarissa, coroada e aureolada segurando nas mãos as coroas de Portugal e de Aragão assim aludindo à sua condição de Infanta de Aragão e de Rainha de Portugal.

Gravura de Relicário de Colar

Litografia com desenho da Rainha D. Amélia

Gravura da Rainha Santa Isabel “S. J ZABEL”

A Rainha no exterior de um palácio, coroada e envergando um vestido majestoso, tendo na mão esquerda um livro que suporta as coroas sobrepostas de Portugal e de Aragão olha para um pedinte que se aproxima de joelhos e a quem dá uma esmola.

Figurino da peça Rainha Santa

Figurino criado por José Barbosa para o espetáculo "Rainha Santa", apresentado em 1933 pela Companhia Ilda Stichini no Teatro Nacional de São Carlos.

Fatto milagroso de Santa Isabel Rainha de Portugal

À entrada de um palácio identificado por quatro largas colunas, esta complexa composição apresenta ao centro, embora em segundo plano, o Rei D. Dinis interpelando a Rainha D. Isabel que lhe mostra o regaço cheio de rosas.
Um numeroso grupo de pedintes está desenhado em vários planos, desde a boca da cena, onde ao centro estão representadas duas crianças, até um plano de fundo atrás do casal régio.
Do lado esquerdo podemos observar um grupo de cortesãos que, tal como os pedintes, manifestam com gestos a sua admiração face ao milagre que acabam de contemplar.

Estátua da Rainha Santa Isabel em Estremoz

Estátua de mármore branco de grandes dimensões representando a Rainha Santa Isabel envergando traje régio e coroa segurando nas mãos um ramo de rosas.

Encontro de Alvalade

Numa divisão do Palácio, e enquadrada por uma cercadura oval de cor rosa que se funde com as faixas paralelas, de um e do outro lado, com o mesmo tratamento cromático, que estruturam a decoração do teto, a cena pintada regista o momento em que a Rainha D. Isabel, montada numa mula, entra no campo de batalha separando as hostes de seu marido, o Rei D, Dinis ( do lado esquerdo da imagem) e de seu filho rebelde, o Infante D, Afonso.

ELISABETH REGINA SANCTA PORTVG.

Gravura de autor desconhecido que ilustra a obra de Pedro Mariz “Diálogos de Vária História em que se referem as vidas dos Senhores Reys de Portugal com os feus retratos e notícias dos nossos reynos”, obra publicada em Coimbra por António Mariz em 1594 e a que foi enigmaticamente suprimido o texto relativo a Isabel de Aragão. A Rainha é representada de perfil, coroada e envergando o hábito de clarissa, com barbeta de viúva e bordão, com um luminoso resplendor enquadrado na inscrição ELISABETH REGINA SANCTA PORTVG.
Segundo alguns autores esta inscrição e a apresentação da rainha como santa antes da sua canonização poderão explicar a eliminação do texto pela censura da Inquisição

DIONYSIVS I LVSITANIAE REX ET D. EL. ELISABETHA CONIVX

Esta gravura integra a monumental série Lusitanorum,Regum Icones Ordinis Temporum Expositae elaborada em 1708 por Domenico Dupra, importante pintor da corte portuguesa, e dedicada a André de Melo e Castro embaixador extraordinário do Rei D. João V junto do Papa Clemente XI. O casal régio é representado dentro de uma moldura rodeada por ramos de loureiro, numa cartela que contém uma extensa legenda em latim. A Rainha está desenhada de perfil junto a D. Dinis embora em segundo plano seguindo o modelo concebido por Cornelius Galle para a Anacephalaeoses.

D. Dinis e a Rainha Santa Isabel na Universidade de Coimbra

O rei D. Dinis é representado em traje régio coroado e com um ceptro real na mão direita e a rainha D. Isabel está igualmente coroada vestindo uma túnica branca e um sumptuoso manto azul com um molho de rosas. O quadro é acompanhado da legenda; DIONISIVS. Iº, 1297 ET ELISABETHA

Cura da Freira do Convento de Chelas

O painel representa uma cela do convento de Chelas, ricamente decorada, onde está recostada no seu leito uma feira que padecia de uma dolorosa doença do estômago. A rainha D. Isabel debruça-se sobre a doente colocando sobre ela as mãos e fazendo o sinal da cruz, curando-a assim do mal que a atormentava. No lado direito do painel um grupo de freiras assiste ao milagre erguendo as mãos em sinal de louvor e espanto. Do lado esquerdo uma figura feminina segura roupa nos braços e outra ajoelha-se junto de uma bacia com água. A presença de ambas, certamente serviçais, remete para o estatuto nobre da feira doente e contrasta com o grupo de religiosas.
Este painel constitui a única representação conhecida deste milagre da Rainha Santa Isabel.

Cruz processional / Tesouro da Rainha Santa Isabel

Cruz processional que faz parte do denominado tesouro da Rainha Santa que reúne um conjunto de preciosos objectos devocionais de sua estima e uso pessoal que a Rainha Dona Isabel legou ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. Notável peça de ourivesaria utilizando nos braços da cruz e na haste jaspe, prata dourada e relevada, incisa, esmaltes, vidros e berílios.
O centro que une os braços da cruz é ornamentado com baixo relevo de prata dourada representado de um lado o Calvário e do outro o Tetramorfo (Cristo em majestade ao centro com representações dos símbolos dos Evangelistas nos quatro cantos. De destacar também a ornamentação do nó hexagonal inserido na haste onde estão os escudos de Portugal e de Aragão.
No verso, no cruzamento dos braços vê-se a imagem de Cristo crucificado acompanhado por Nossa Senhora e por S. João Evangelista

Cruz processional

Cruz em cristal de rocha pertencente ao tesouro pessoal da Rainha D. Isabel

Cruz & Spinea Nomini mei Sceptrum et corona mea

Retrato hagiográfico que constitui um dos dois fólios em pergaminho acrescentados em 1592 à cópia manuscrita entre 1556 e 1560 da biografia medieval da Rainha, o Livro que fala da boa vida que fez a Rainha de Portugal, Dona Isabel, e dos seus bons feitos e Milagres em as vida e depois da morte.

No centro da composição a Rainha envergando o hábito de clarissa, tem uma coroa de espinhos e na mão direita um crucifixo, dois elementos raros na iconografia isabelina. A coroa de espinhos está também presente na gravura que ilustra o livro de Diogo Afonso, “Vida & milagres da gloriosa Raynha sancta Ysabel, molher do catholico Rey dõ Diniz sexto de Portugal com o compromisso da cõfraria do seu nome, & graças a ella concedidas”, impresso em 1560. Em ambos os casos aponta a sua vontade de imitar Cristo através de uma vida de renúncia e sacrifício Deve salientar-se ainda o sangue que brota da mão que segura o crucifixo numa alusão à flagelação que a Rainha D. Isabel sobre si própria exercia nos seus exercícios de penitência. A mão esquerda voltada para baixo apontando o ceptro e a coroa caídos a seus pés exprime a sua renúncia ao exercício dos seus privilégios reais,.

Em segundo plano, do lado direito da figura três construções representam ao centro a Igreja de Santa Clara e Santa Isabel (hoje Santa Clara-a-Velha), ladeada pelo seu paço e pelo hospital onde exercia a sua actividade de proteção a doentes e indigentes desde a morte de D. Dinis.

Cruz & spinea domini mei spectrum & corona mea

Constitui a primeira representação impressa da Rainha Santa Isabel, inserida no livro de Diogo Afonso, “Vida & milagres da gloriosa Raynha sancta Ysabel, molher do catholico Rey dõ Diniz sexto de Portugal com o compromisso da cõfraria do seu nome, & graças a ella concedidas”. Esta obra oferecida à Rainha D Catarina mulher do rei D. João III. foi impressa em Coimbra por João Barreira na Imprensa da Universidade sob licença da Inquisição, por ordem dos mordomos da Confraria a pedido da Abadessa do Mosteiro de Santa Clara.

Neste livro encontramos a primeira narrativa do Milagre das Rosas, no entanto, a gravura da portada enfatiza sobretudo a devoção e piedade cristã da Rainha expressa na presença dominante da grande cruz empunhada pela mão direita e paralelamente, o desprendimento do poder real simbolizado pelo ceptro e pela coroa depostos a seus pés.

De notar que alguns autores identificaram esta cruzo como o bordão de peregrina. No entanto só mais tarde so bordão de peregrina se tornará um emblema identificador da santa portuguesa a partir da abertura do seu túmulo em 1612.

Dentro de uma cartela maneirista, a Rainha Santa Isabel, abrigada num baldaquino, envergando o hábito de clarissa tem na cabeça uma coroa de espinhos, muito rara na iconografia isabelina, mas que aponta a sua vontade de imitar Cristo através de uma vida de renúncia e sacrifício.

Colar

Litografia com desenho da Rainha D. Amélia

Colar

Colar de ouro, ornamentado com safiras, topázios imperiais, vidro doublê, rubis, esmeraldas e pérolas que pertenceu à Rainha D. Isabel que segundo a tradição seria emprestado às parturientes.

Chegada do Cortejo Fúnebre da Rainha D. Isabel ao Mosteiro de Santa Clara em Coimbra

Numa composição de grande complexidade o painel mostra o momento em que o cortejo fúnebre se aproxima do Mosteiro de Santa Clara. Destaca-se o ataúde da rainha, transportado em ombros, rodeado por um amplo conjunto de personagens, designadamente um grupo de dignatários que empunham compridas velas acesas. Entre eles os bispos de Coimbra e Lamego, a Abadessa do Mosteiro e o próprio rei D. Afonso IV que se identifica pelo seu traje.
Num plano mais esbatido, do lado esquerdo, podemos ver um corpo de soldados com as lanças erguidas e do lado direito uma multidão de populares que, às portas do Convento, aguardam a chegada do cortejo.
Este painel constitui a única representação conhecida deste episódio da vida da Rainha Santa Isabel.

Chegada da Rainha D. Isabel ao Desterro em Alenquer

Em primeiro plano um grupo de homens armados escolta a rainha levando-a em direção à fortaleza de Alenquer que se avista ao fundo. A expressão do seu rosto voltado para trás denota angústia e sofrimento.
Este painel constitui a única representação conhecida deste episódio da vida da Rainha Santa Isabel.

Canonização da Rainha Santa Isabel

A gravura mostra a cerimónia de canonização da Rainha Santa Isabel ocorrida em Roma a 25 de Maio de 1625. De acentuar que representa a estrutura em materiais efémeros construido por Gian Lorenzo Bernini propositadamente para a canonização da Rainha Santa Isabel e que antecedeu o célebre baldaquino que levaria oito anos a eternizar em bronze, a designada Glória de Bernini que ocupa uma posição destacada na Basílica do Vaticano. O aparato das grandiosas festas da canonização é minuciosamente descrito por D. Fernando Correia Lacerda, Bispo do Porto no Livro V da sua biografia da Rainha Santa Isabel em 1680. A descrição de Correia de Lacerda coincide com a gravura que terá sido realizada por uma testemunha ovular ou por alguém com acesso aos riscos da arquiteto.

Busto relicário da Rainha Santa Isabel

Busto relicário da Rainha Santa Isabel com hábito de clarissa, coroa de prata e bordão, segurando com a mão esquerda o regaço cheio de rosas. O relicário está posicionado

Breve compendio da vida, morte, virtudes, e milagres de Santa Isabel, sexta rainha de Portugal e Infanta de Aragaõ

Trata-se da página de apresentação da publicação “ Breve compêndio da vida, morte, virtudes e milagres de SANTA ISABEL, sexta rainha de Portugal e Infanta de Aragaõ” que apresenta, dentro de uma cartela externamente decorada com elementos vegetalistas, a D. Isabel vestindo o hábito de clarissa, com véu e barbeta de viúva, apoiando-se com a mão esquerda no seu bordão em forma de Tau e segurando com a mão direita no seu regaço um molho de rosas.

No lado direito esta desenfada a cabeça de um pedinte e na margem inferior da cartela o escudo bipartido de Portugal e Aragão.

Brasão da Rainha D. Isabel

É um dos dois fólios em pergaminho acrescentados em 1592 à cópia manuscrita entre 1556 e 1560 da biografia medieval da Rainha, o Livro que fala da boa vida que fez a Rainha de Portugal, Dona Isabel, e dos seus bons feitos e Milagres em as vida e depois da morte.

Trata-se de uma iluminura de página inteira representado o Brasão das Armas da Rainha, onde do lado esquerdo estão representadas as armas de Portugal pelas cinco quinas e pela bordadura de sete castelos e, do lado direito, o escudo de Aragão, com quatro barras vermelhas num fundo dourado. O escudo está rematado por uma coroa real aberta de pontas floreadas e adornada com rubis e safiras e está inserido numa magestosa cartela maneirista de enrolamentos, sendo suportado por dois anjos tenentes.

No aro inferior da moldura, num pequeno rótulo de cor azul está inscrita a data M.D.L.X.X.X.X.I.I..

Bordão de Santa Isabel

O rico bordão oferecido à rainha aquando da sua peregrinação a Santiago de Compostela pelo Arcebispo D. Berenguel. É uma singular peça de madeira ornamentada com prata e duas peças de ágata nos topos do ,manípulo que dá forma ao Tau.
Foi com este bordão que a Rainha quis ser sepultada. Está representado na estátua jacente do túmulo por ela própria encomendado ao escultor Mestre Pero.
Conserva-se num precioso estojo de prata do séc. XVII pertencente à Confraria da Rainha Santa Isabel.
A par das rosas ,o bordão constitui um emblema identificador da Rainha presente em numerosíssimas representações. É também motivo de curiosas lendas como a “Lenda do mausoléu que dá um salto” em que a pesada arca tumular da Rainha D. Isabel, ao ser ser tocada pelo bordão, sobe milagrosamente para a capela do piso superior do Convento de Santa Clara que fora construído devido à subida das águas do rio Mondego.

As Rainhas Servem as Freiras de Santa Clara. Lava Pés Pascal e Cura da Mulher Leprosa.

A figura da rainha ocupa o centro de um painel onde estão representados dois episódios. Do lado esquerdo vê-se o refeitório do Mosteiro de Santa Clara onde D. Isabel e sua nora, a rainha D. Beatriz, estão a servir as freiras. Do lado direito vemos um espaço conventual onde a rainha ajoelhada e rodeada de várias freiras lava o pé que uma delas coloca dentro de uma bacia. Este painel afasta-se das fontes hagiográficas situando o acontecimento no espaço conventual e substituindo as pobres mulheres leprosas por freiras clarissas o que só se explica por contaminação com o culto de Santa Clara.

As rainhas servem as freiras de Santa Clara

A composição organiza-se segundo um esquema simétrico que acompanha a disposição das mesas no refeitório do Convento de Santa Clara: uma grande mesa de cada lado e uma terceira no topo. Em torno das mesas estão sentadas as freiras clarissas. Sobre as toalhas brancas apenas se vêm algumas fatias de pão. No espaço central a rainha D. Isabel coloca sobre a mesa um prato que retira da bandeja que a abadessa do convento segura. No centro da composição destaca-se a figura da rainha D. Beatriz que segura numa das mãos um prato. Ao fundo, na parede um grande retábulo da Última Ceia. À esquerda duas janelas rompem o espaço fechado sem interferirem na iluminação da sala da mesma forma que se podem identificar dificuldades na construção da perspectiva o que permite supor a presença de um colaborador menos dotado. Inversamente é extremamente cuidado o desenho dos numerosos putti que brincam nos ares com fitas.

Arca tumular da Rainha Santa Isabel

Sobre a arca tumular repousa a estátua da rainha ladeada, por dois anjos, envergando o hábito franciscano com os emblemas de peregrina (Bordão e uma escarcela decorada com uma vieira, mostrando moedas das esmolas, assim aludindo simbolicamente à espiritualidade franciscana e à pratica da caridade). A sua condição de rainha é afirmada pela presença da coroa real e pelos brasões de Portugal e de Aragão e a águia da sua linhagem do reino da Sicília. Sobre o baldaquino eleva-se um pequeno anjo que transporta a alma que ascende aos céus. Aos lados e aos pés três pequenos cães símbolo da fidelidade. Na facial da cabeceira está esculpido o Calvário e na facial dos pés Santa Clara, Santa Isabel da Hungria, e Santa Catarina, três santas da particular devoção da rainha. Nas faces laterais da arca estão representados Cristo com os doze apóstolos e as figuras de S, Francisco, do bispo S. Luís de Tolosa seguidos de um cortejo de clarissas.

Aparição de Cristo crucificado à Rainha Santa Isabel

Neste painel recorda-se a lenda segundo a qual a Rainha D. Isabel acolheu, tratou e deitou na sua própria cama, um mendigo doente. Alertado por um pagem intrigista. D. Dinis dirigiu-se aos aposentos da Rainha onde encontrou no leito Cristo crucificado.
Este painel, lamentavelmente instalado dadas as falhas e os erros de colocação dos azulejos, constitui uma das raras representações desta lenda.

Aparição de Cristo Crucificado à Rainha Santa Isabel

A postura do rei neste painel de braços abertos reforça o sentimento de espanto e ao mesmo tempo de contemplação. A Rainha, posicionada ao centro da composição, embora num plano secundário face ao Rei, tem as mãos sobre o peito numa atitude humilde e devocional.
Por detrás da figura de D. Dinis espreitam duas personagens, o pagem e um cortesão.
Sobre uma mesa colocada em primeiro plano estão pousados uma vela, um livro e um tinteiro com uma pena, objectos usados pelo rei poeta.

Andor da Rainha Santa Isabel no Mosteiro de Mafra

Esta imagem de vestir faz parte do magnífico conjunto de santos franciscanos que anualmente desfilam na Procissão das Cinzas ou Procissão dos Terceiros em Mafra.
A Rainha, envergando o hábito franciscano com barbeta de viúva, segura com a mão esquerda a túnica donde caiem rosas e apoia a mão direita num bordão em forma de Tau, Um aro dourado, símbolo da santidade, rodeia o rosto esculpido com notável realismo.
Sobre uma almofada estão pousados o ceptro e a coroa insígnias do seu estatuto régio.

A Santa Peregrina

Este painel distingue-se dos outros por não constituir uma composição narrativa mas de natureza devocional, em que o percurso da rainha D, Isabel representada como peregrina simboliza a viagem espiritual do Homem. A Rainha Santa Isabel, representada com as vestes de uma humilde peregrina, com o manto ornamentado pelas vieiras, surge como merecedora da glória celestial pela vida virtuosa e prática de boas ações. Numa atitude contemplativa é mais uma vez representada muito nova para simbolizar a sua santidade e beleza espiritual. A presença de anjos que a acompanham reforça a dimensão espiritual desta peregrinação.
Deve ser realçada a originalidade deste painel no conjunto da iconografia isabelina.

A Rainha Santa Isabel no Tojal

Escultura em mármore de Carrara colocada no lado esquerdo da fachada da igreja de Santo Antão do Tojal que representa a rainha envergando o hábito de clarissa segurando com ambas as mãos um regaço cheio de rosas.

A Rainha Santa Isabel no painel do Palácio Castro Guimarães

Painel de grandes dimensões apresentando uma grandiosa alegoria enaltecendo a Imaculada Conceição de Maria no contexto da intensificação do culto religioso de Nossa Senhora iniciado em Portugal com o nacionalismo restauracionista no reinado de D. João IV que ofereceu a coroa real à imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
O cortejo abre com um numeroso grupo de clérigos empunhando longos círios e uma bandeira processional.
Neste magnífico painel, realizado por um dos mais importantes pintores de azulejo da grande produção joanina, a Rainha Santa Isabel figura entre S, Luís, Rei de França e Santa Isabel da Hungria precedendo um coche triunfal onde a Virgem Maria é venerada por religiosos. A este carro estão atreladas duas parelhas de cavalos brancos guiados por um anjo no lugar do cocheiro e dois anjos cavalgando a primeira parelha. O significado alegórico do painel é reforçado pela presença do anjo que fecha o cortejo e por numerosos querubins esvoaçando no céu acompanhando todo o percurso.
Ao contrário do que é habitual a Rainha Santa Isabel não é identificada pelo escudo bipartido das armas de Portugal e de Aragão mas apenas pelo escudo português assim se valorizando a sua condição de Rainha de Portugal.
Em segundo plano entre S. Luis e a Rainha Santa esta representada a Beata Beatriz da Silva fundadora da Ordem das Concepcionistas ou Ordem da Imaculada Conceição da Bem – Aventurada Virgem Maria . Esta religiosa foi santificada em 1976.
Este painel foi colocado nos jardins do palácio em 1925.

A Rainha Santa Isabel na Tapada da Ajuda.

No exterior de um palácio a Rainha D. Isabel envergando um trajo régio sustenta com ambas as mãos o regaço cheio de rosas perante um grupo de pedintes.

A Rainha Santa Isabel na Sé de Lamego

Imagem colocada no trono do altar da sua capela, ladeada por imagens de S. Francisco de Assis, fundador da ordem franciscana e de Santo António o grande pregador da ordem, assim sublinhando a espiritualidade franciscana que caracterizava a Rainha Santa Isabel. Veste hábito franciscano, coroa na cabeça, segurando na mão direita o bordão em forma de tau e na mão esquerda um molho de rosas.

A Rainha Santa Isabel na Igreja matriz de Monte Real

magem da Rainha Santa Isabel em traje real com coroa, segurando no manto um molho de rosas.

A Rainha Santa Isabel na Escola Secundária D. Dinis

Estátua em pedra .constituindo uma representação moderna da Rainha com coroa aberta envergando um discreto vestido comprido. Está colocada sobre um pequeno pedestal decorado com rosas esculpidas alusivas ao Milagre das Rosas.

A Rainha Santa Isabel na Basílica de Mafra

Imagem de vestir que faz parte do notável conjunto de santos franciscanos que são anualmente incorporados na Procissão de Cinzas. No chão sobre uma almofada a coroa real fechada e o ceptro.

A Rainha Santa Isabel em Vila do Conde

Imagem devocional em madeira estufada representando a rainha envergando o hábito de clarissa e barbeta de viúva, com coroa que tem justaposto o brasão bipartido das armas de Portugal e de Aragão. Com a mão esquerda faz uma dobra no manto com um grande molho de rosas e a mão direita livre mas parece agarrar um bordão.

A Rainha Santa Isabel em Vila de Rei

Imagem da rainha coroada envergando um traje régio, túnica branca e manto róseo, segurando nas mãos um ramo de rosas. Esta imagem sai em procissão até à Igreja Matriz no 3º Domingo de Maio. Esta procissão iniciou-se em 1917 testemunhando a difusão do culto da Rainha Santa nas primeiras décadas do séc. XX

A Rainha Santa Isabel em Monte Real

Um pequeno painel de azulejos colocado num murete do lado esquerdo que enquadra uma fonte, representa a Rainha Santa Isabel com coroa em trajo real Uma pequena quadra registada num painel acentua a ligação da fonte à rainha.

A Rainha Santa Isabel em Monte Real

A Rainha D. Isabel com coroa em trajo real representada no centro da composição, mostra a D. Dinis as rosas que tem no regaço. A rainha está rodeada de mendigos e crianças. Em segundo plano D. Dinis que está acompanhado por um cortesão.

A Rainha Santa Isabel em Monte Real

Imagem em pedra pintada da Rainha Santa Isabel em traje real com coroa, segurando no manto um molho de rosas. É venerada na Capela da Rainha Santa Isabel do Paço de Monte Real mandado construir pela Rainha D. Isabel em 1300, à data senhora de Leiria e dos seus termos. A Rainha Santa Isabel viveu temporadas neste seu Palácio de Monte Real, de que apenas restam ruínas, sendo parte do qual hoje ocupado pela actual capela edificada pelo Bispo de Leiria D. Martim Afonso Mexia entre 1605 e 1615.
Em Monte Real na última semana de Julho realizam-se as festas da Rainha Santa que inclui uma procissão.

A Rainha Santa Isabel em Lorvão

A Pintura mostra a Rainha Santa Isabel segurando no regaço um molho de rosas, com um rico traje de corte e uma pequena coroa, um simples cordão de ouro e o cabelo ornado com pérolas e flores. É um dos raros retratos em que D. Isabel é representada muito jovem, a par dos óleos seiscentistas que se conservam em Santa Clara-a-Nova e no Museu de Lamego.
A rainha é identificada no canto superior esquerdo com a inscrição S. ELISABE T - R - P e no canto superior direito com o escudo bipartido de Portugal e Aragão encimado pela coroa real.

A Rainha Santa Isabel em Dornes

A Rainha Santa Isabel com traje áulico coroada com um cordão com uma cruz segurando no regaço flores brancas.

A Rainha Santa Isabel em Coimbra

A rainha envergando o hábito franciscano é representada com coroa que indicia o seu estatuto de rainha e com a sarcela que evoca a sua condição de peregrina mas também a sua caridade para com os pobres e desvalidos. A mão esquerda sobre o peito sublinha virtude da piedade e a espiritualidade franciscana.

A Rainha Santa Isabel em Coimbra

Neste pequeno medalhão de forma retangular com argola de suspensão, a rainha envergando o hábito franciscano e barbeta de viúva é representada com coroa aberta dourada e auréola, segurando na mão direita o bordão em forma de tau e na mão esquerda um ramo de rosas.
Segue o modelo iniciado com a gravura de Cornelius Galle o Velho de 1621.

A Rainha Santa Isabel em Coimbra

A rainha é representada em primeiro plano, coroada e envergando um sumptuoso de corte. Mostra um molho de rosas no regaço do vestido que segura com ambas as mãos. Em segundo plano podemos observar uma cena no exterior representando a rainha a dar esmola a um pedinte. Na parte superior do quadro estão representados dois anjos esvoaçando e segurando o escudo da rainha com as armas de Aragão e de Portugal
Este óleo pintado pouco depois da canonização ,mas em que D, Isabel é ainda representada segundo o modelo régio é um dos mais notáveis retratos seiscentistas da Rainha D. Isabel.

A Rainha Santa Isabel em Castelo Branco

A Rainha está com o hábito de clarissa segurando o bordão na mão direita e um molho de rosas na esquerda. A sua estátua está situada na Escadaria dos Reis do Jardim do Paço Episcopal onde estão representados os reis de Portugal desde o Conde D. Henrique até D. José. Junto à estátua, ao lado e em posição inferior, está uma estátua de menores dimensões do rei D. Filipe III. Este jardim foi encomendado pelo Bispo da Guarda D. João de Mendonça (1711-1736) que terá provavelmente orientado as obras. Mais tarde no final do séc, XVIII o bispo da Diocese de Castelo Branco D. Vicente Ferrer da Rocha terá tido uma intervenção complementar.

A Rainha Santa Isabel e o Milagre das rosas de Alenquer

O quadro descreve o Milagre das Rosas de Alenquer segundo o qual a Rainha teria pago com rosas a féria aos operários que trabalhavam na construção da Igreja do Espírito Santo de Alenquer.. Estas flores, que os operários levaram para suas casas, à noite, transformam-se milagrosamente em moedas de ouro. Este milagre é narrado pela primeira vez num texto atribuído a Damião de Góis que no entanto refere um manuscrito mais antigo de que se desconhece a localização.
A Rainha D. Isabel, ricamente vestida, ocupa o centro da composição, estando atrás de si no lado direito representados diversos cortesãos e à sua frente ajoelhados os operários. Alterando a versão da lenda o autor optou por situar o milagre no preciso momento em que a Rainha com o regaço cheio de flores, retira uma rosa para fazer o pagamento que, na sua mão, à vista de todos ,se transforma numa moeda.
Outro quadro com o mesmo tema foi executado por este pintor, um dos mais importantes do Barroco Português, para a Patriarcal de Lisboa destruída pelo Terramoto de 1755.

A Rainha Santa Isabel no Forte de S. Julião da Barra

Painel alegórico exaltando figuras da História de Portugal realizado no quadro da política nacionalista do Estado Novo. Em primeiro plano vemos Luís Vaz de Camões, Nuno Alvares Pereira, Santo António e o Infante D. Henrique. A Rainha Santa Isabel está representada ao centro num pedestal exibindo no seu regaço um molho de rosas.

A Rainha Santa dando esmola a um ansião

Num painel que decora uma fonte e onde está representado o exterior de um palácio, a Rainha com coroa aberta e envergando um trajo régio dá uma esmola a um ansião ajoelhado a seus pés.

A Rainha Santa Isabel na Igreja de Santo António em Lisboa

A Rainha Santa coroada e envergando um trajo real tem na mão esquerda um ceptro e na mão direita um ramo de rosas.

A Rainha esmolando

A Rainha, vestindo o hábito franciscano, ocupa o centro da composição oferecendo uma moeda a um mendigo ajoelhado a seus pés. Por detrás ergue-se um edifício, avistando -se ao fundo uma paisagem campestre.

A rainha distribuindo esmolas

Encontra-se no Museu Soares dos Reis (item 186) o primeiro quadro com este tema pintado por João António Correia, Professor de Pintura Histórica na Academia Portuense de Belas Artes. O autor inspirou-se na “Estampa de la Reina Santa Isabel – A rainha distribuindo esmolas”, de Lallemant, de que terão sido feitas diversas cópias.
A Rainha D. Isabel ocupa o centro da composição acompanhada de eclesiásticos que empunham uma cruz à porta de uma igreja, dando uma moeda a uma jovem mãe ajoelhada a seus pés e integrada num grupo de pedintes.
Esta pintura utiliza uma variada paleta cromática para dar uma versão colorida da gravura em que se inspira.

A Rainha D. Isabel Observando os Planos e Obras de Santa Clara

Este painel testemunha a atenção com que D. Isabel acompanhava as obras observando os planos que lhe são apresentados. Num plano mais recuado avistam-se vários trabalhadores a realizar as tarefas da construção (canteiros que desbastam a pedra, homens que levantam paredes, um trabalhador que sobe uma escada com um tabuleiro de massa…).
Este painel constitui a única representação conhecida deste episódio da vida da Rainha Santa Isabel.

A Rainha D. Isabel esmolando

No exterior de um palácio, a rainha vestida com o hábito de clarissa e com um ramo de flores na mão esquerda ocupa o lado direito da composição e entrega uma esmola a dois pedintes, um velho e uma mulher com uma criança.

A rainha D. Isabel esmolando

À porta de um palácio a rainha D. Isabel dá uma moeda a um pedinte. Está com coroa na cabeça e vestida com o hábito de clarissa mostrando o cordão franciscano. Em segundo plano, dentro da porta, uma figura feminina observa a cena.

A rainha D. Isabel e o rei D. Dinis no Hospital de Santa Marta

No painel lateral direito do conjunto azulejar que compõe o Altar de Nossa Senhora da Salvação no Hospital (Antigo Convento) de Santa Marta, em Lisboa, dentro de uma cartela neoclássica, está representado o casal régio com coroas fechadas , símbolo de poder. Em primeiro plano a Rainha D. Isabel envergando um sumptuoso trajo real, túnica e manto, segura na mão esquerda um molho de flores e oferece uma rosa a um homem que ergue um braço para a aceitar. Por detrás da rainha vemos o rei D. Dinis com um rico manto de arminho.

A Rainha D. Isabel e o Rei D. Dinis em S. Pedro de Moel

D. Dinis em traje áulico, coroado e de espada à cinta e a Rainha D. Isabel igualmente coroada e em traje real. A representação do casal régio celebra a sua relação com o Pinhal de Leiria que tradições lendárias transmitem atribuindo-lhes a sua sementeira.

A Rainha D. Isabel assiste à abertura dos alicerces do seu hospício.

A Rainha D. Isabel com coroa real, ceptro e vestida com o hábito franciscano assiste, rodeada pela sua comitiva, à abertura das fundações do hospício junto do seu paço de Santa Clara, anexos ao convento que refunda na margem esquerda do rio Mondego em frente a Coimbra. Na figura a cidade é simbolicamente representada por edifícios posicionados de ambos os lados de uma colina com uma árvore. A composição alude à lenda que relata ter a rainha encontrado desenhada no terreno a planta do hospital que queria construir e encontrando parcialmente abertos os alicerces.
Existe uma lenda semelhante associada à fundação da Igreja do Espírito Santo em Alenquer.
Esta xilogravura foi inserida no capítulo dedicado à Rainha Santa no Flos Sanctorum das vidas e obras insignes dos santos editada em Lisboa em 1590 por Baltazar Ribeiro,

A Rainha Santa Isabel em Alenquer

A Rainha D. Isabel com coroa aberta, envergando o hábito de clarissa segura na mão direita um crucifixo que olha com devoção. No regaço tem um molho de rosas. Em segundo plano um campo de cultura e um edifício que pode representar o Oratório de Santa Catarina, instituição que tem a sua origem remota no séc. XIII ligada à memória dos cinco frades missionários que, vindos de Assis, dali partiram para o seu martírio em Marrocos.

Sta Isabel, Reina de Portugal

A Rainha Santa Isabel coroada, envergando um belíssimo trajo real, vestido de brocado e manto de arminho, deixando cair rosas que tem no regaço, tendo como cenário um claustro gótico e uma imponente escadaria.
Esta gravura insere-se na tendência historicista e no revivalismo neogótico dominantes no final do séc, XIX.

Sainte Elisabeth de Portug

Gravura integrada no livro La vie des saints por tous les jours de l'anné da autoria de l'Abbé Pradier publicado em Lille em 1889. A composição mostra a Rainha Santa coroada, envergando o hábito de clarissa com rosas no regaço, enquadrada por um arco neogótico onde pequenos anjos seguram faixas com inscrições latinas alusivas ao, milagre das rosas. Esta gravura insere-se na tendência historicista e no revivalismo neogótico dominantes no final do séc, XIX.

Rainha Santa Isabel na Igreja de S, Francisco de Estremoz

Imagem de vestir da Rainha Santa Isabel envergando hábito franciscano com esplendor de prata e segurando rosas na mão direita. Esta imagem identificada por uma legenda, está colocada num nicho aberto na galeria de santos franciscanos que desfilavam na Procissão de Cinzas ou Procissão dos Terceiros.

Rainha Santa Isabel

Escultura em madeira policromada, dourada e estufada representando a Rainha envergando o hábito de clarissa imitando um tecido adamascado ornado com ricos dourados. Na mão direita segura um crucifixo, na cabeça tem um resplendor e na dobra do manto erguido pela mão esquerda as rosas do milagre.

Rainha Santa Isabel

Segue o modelo da imagem de Teixeira Lopes do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova em Coimbra. Na base que sustenta a imagem está o escudo bipartido de Portugal e Aragão encimado por uma coroa aberta.

A Rainha Santa Isabel distribuindo esmolas

Cópia ampliada e retocada da “Estampa de la Reina Santa Isabel – A rainha distribuindo esmolas”, de Lallemant, final do séc. XIX. A Rainha D. Isabel ocupa o local central da composição acompanhada de eclesiásticos que empunham uma cruz à porta de uma igreja, dando uma moeda a uma jovem mãe ajoelhada a seus pés num grupo de pedintes.

A Rainha pagando a féria a um operário

Diz a lenda que estando D. Isabel desterrada em Alenquer decidiu construir a Igreja do Espírito Santo. No dia de pagamento da féria aos operários pediu a uma menina que passava, o ramo de rosas que levava dando-as como pagamento . Os operários levaram as rosas para suas casas e durante a noite transformaram - se em moedas de ouro.

No retábulo, em primeiro plano, a Rainha D. Isabel paga com uma rosa a féria de um operário atrás de quem está representada um operário com um martelo na mão. Em segundo plano vemos outros operários já com as rosas nas mãosseguram os seus instrumentos de trabalho..

É uma belíssima representação que mostra a qualidade dos artistas a quem se deve o notável conjunto de painéis que decoram a nave da igreja.

A Intervenção Pacificadora da Rainha D. Isabel no Campo de Batalha (ou Recontro de Alvalade),

D. Isabel entra no campo de batalha onde está iminente o conflito armado entre o rei D. Dinis e o infante D. Afonso, com o intuito de pôr fim às hostilidades. A rainha é representada no centro da composição, montando uma mula, e com a mão esquerda colocada sobre o peito em sinal de paz, dirigindo-se ao infante que surge à sua frente montado a cavalo. Do lado oposto está o rei, igualmente a cavalo, com a coroa régia e o bastão de comando.
A cena situa-se no momento em que D. Isabel, após falar com D. Dinis, conversa com o infante, no sentido de o levar a prestar obediência ao pai.
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