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Lenda do Poço da Rainha

Diz a lenda que a Rainha D, Isabel tomou banho neste poço.

Lenda da Fonte d' ouro

Diz a lenda que a Rainha D. Isabel na sua peregrinação a Santiago de Compostela pernoitou neste lugar e nessa noite na água da fonte correram partículas de ouro.

A Rainha D. Isabel esmolando

No exterior de um palácio, a rainha vestida com o hábito de clarissa e com um ramo de flores na mão esquerda ocupa o lado direito da composição e entrega uma esmola a dois pedintes, um velho e uma mulher com uma criança.

A Rainha Santa Isabel no painel do Palácio Castro Guimarães

Painel de grandes dimensões apresentando uma grandiosa alegoria enaltecendo a Imaculada Conceição de Maria no contexto da intensificação do culto religioso de Nossa Senhora iniciado em Portugal com o nacionalismo restauracionista no reinado de D. João IV que ofereceu a coroa real à imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
O cortejo abre com um numeroso grupo de clérigos empunhando longos círios e uma bandeira processional.
Neste magnífico painel, realizado por um dos mais importantes pintores de azulejo da grande produção joanina, a Rainha Santa Isabel figura entre S, Luís, Rei de França e Santa Isabel da Hungria precedendo um coche triunfal onde a Virgem Maria é venerada por religiosos. A este carro estão atreladas duas parelhas de cavalos brancos guiados por um anjo no lugar do cocheiro e dois anjos cavalgando a primeira parelha. O significado alegórico do painel é reforçado pela presença do anjo que fecha o cortejo e por numerosos querubins esvoaçando no céu acompanhando todo o percurso.
Ao contrário do que é habitual a Rainha Santa Isabel não é identificada pelo escudo bipartido das armas de Portugal e de Aragão mas apenas pelo escudo português assim se valorizando a sua condição de Rainha de Portugal.
Em segundo plano entre S. Luis e a Rainha Santa esta representada a Beata Beatriz da Silva fundadora da Ordem das Concepcionistas ou Ordem da Imaculada Conceição da Bem – Aventurada Virgem Maria . Esta religiosa foi santificada em 1976.
Este painel foi colocado nos jardins do palácio em 1925.

Milagre das águas do Tejo que se apartam - Estremoz

Em primeiro plano, ao centro da composição, a rainha D. Isabel, envergando o hábito de clarissa e a coroa real, ajoelha perante o túmulo de Santa Iria rodeada por um pequeno grupo de populares. À sua volta as águas do Tejo, erguidas em volutas suspendem o seu movimento descobrindo o leito do rio e o túmulo da virgem martir. Na margem, um fidalgo, provavelmente D. Dinis, acompanhado de uma dama e de um pagem, observa a cena. Uma paisagem campestre limitada por montes despidos de vegetação com um pequeno conjunto de casas e filas de árvores e sebes, serve de cenário.

Milagre da criança salva das águas

No centro da composição uma criança aflita ergue os braços no momento em que as águas do rio se fecham e a alcançam. Na margem D. Isabel, de hábito e coroa, olha compassiva e estende-lhe a mão. À direita a mãe da criança ajoelha suplicando a intervenção da rainha. Alguns populares rodeiam D. Isabel e em segundo plano avista-se um grupo de cortesãos sendo provavelmente D. Dinis o fidalgo que está na primeira fila. Ao fundo, no alto de um monte, ergue-se o castelo de Santarém e na sua base a Igreja de Santa Cruz. Do lado esquerdo a má colocação e a utilização de azulejos que não pertencem à composição não permite que se possa observar o fragmento da paisagem junto ao rio.

Recontro de Alvalade ou a intervenção pacificadora da rainha D. Isabel

Ao centro da composição D. Isabel, a pé, dialoga com D. Dinis e com o Infante colocados simetricamente à sua esquerda e à sua direita. Por detrás de cada um dos contentores estão os respectivos exércitos. O Infante curva-se perante a rainha e D. Dinis ergue a mão em sinal de consentimento. O paralelismo das figuras sublinha o papel mediador da rainha. Na frente, à boca da cena, um pequeno tufo de plantas brota da terra árida como sinal de paz.

Rainha Santa Isabel em Terena

Pintura mural enquadrada por uma moldura de estuque representando a rainha D. Isabel com coroa fechada, envergando um rico trajo real, no exterior de um palácio dando uma esmola a um pedinte em posição de veneração.

Faz parte de um conjunto de 22 pinturas atribuídas por Túlio Espanca a Silva Rato, pintor natural de Borba, localizadas nas paredes interiores da Ermida representando cenas narradas nos Evangelhos ou imagens de diversos santos entre os quais a Rainha Santa Isabel na parede ocidental do braço norte do transepto.

S. ELICAB REG. PORTUG.

A Rainha envergando o hábito de clarissa, com coroa aberta, véu e barbeta de viúva, ocupa o primeiro plano da composição. Coloca os dedos nos olhos de uma criança cega que lhe é apresentada pela mãe curando-a milagrosamente. A cena passa-se na proximidade de Vila da Feira durante a sua peregrinação a Santiago de Compostela após o falecimento de D. Dinis, estando a paisagem dominada pelo castelo da referida vila. Atrás da rainha, do lado direito estão representados dois cortesãos da sua comitiva e do lado esquerdo uma mulher com uma criança ao colo sendo ainda visível, no centro da composição, um popular que também presencia o milagre. No céu um pequeno grupo de querubins acentua a sacralidade do momento.

Gravura de Relicário de Colar

Litografia com desenho da Rainha D. Amélia

Colar

Litografia com desenho da Rainha D. Amélia

Rainha Santa Isabel na Nazaré

A Rainha D. Isabel, em primeiro plano, ocupa o lado direito da composição, mostrando no seu regaço um molho de rosas perante cinco mendigos colocados à sua frente. Em segundo plano D. Dinis que exibe espanto perante o milagre. A figura da Rainha distingue-se pela riqueza do trajo de corte e também pela sua atitude elegante.

SANCTA ELISABETH - Portugaliae Regina filia

A Rainha é representada muito jovem, com a cabeça coberta por um véu a que se sobrepõe uma coroa aberta cercada por uma grandiosa auréola. No regaço, apoiado por ambas as mãos está um molho de rosas.
A posição elegante da soberana e o desenho do rosto tranquilamente olhando para o espectador constitui uma original representação da rainha portuguesa.

Breve compendio da vida, morte, virtudes, e milagres de Santa Isabel, sexta rainha de Portugal e Infanta de Aragaõ

Trata-se da página de apresentação da publicação “ Breve compêndio da vida, morte, virtudes e milagres de SANTA ISABEL, sexta rainha de Portugal e Infanta de Aragaõ” que apresenta, dentro de uma cartela externamente decorada com elementos vegetalistas, a D. Isabel vestindo o hábito de clarissa, com véu e barbeta de viúva, apoiando-se com a mão esquerda no seu bordão em forma de Tau e segurando com a mão direita no seu regaço um molho de rosas.

No lado direito esta desenfada a cabeça de um pedinte e na margem inferior da cartela o escudo bipartido de Portugal e Aragão.

Santa Isabel Rainha de Portugal

Na versão portuguesa de Anno Christão uma gravura ricamente emoldurada tem como tema central um desenho que representa a Rainha D. Isabel lavando a cabeça de uma pobre com apoio de uma camareira que segura um jarro de água. No canto inferior direito está representada uma mulher que assiste à actuação caritativa da rainha.
Esta gravura, que ilustra uma pequena biografia da Rainha Santa Isabel, procura sublinhar a caridade de uma soberana que tratava pelas próprias mãos doentes e chagados.

Aparição de Cristo Crucificado à Rainha Santa Isabel

A postura do rei neste painel de braços abertos reforça o sentimento de espanto e ao mesmo tempo de contemplação. A Rainha, posicionada ao centro da composição, embora num plano secundário face ao Rei, tem as mãos sobre o peito numa atitude humilde e devocional.
Por detrás da figura de D. Dinis espreitam duas personagens, o pagem e um cortesão.
Sobre uma mesa colocada em primeiro plano estão pousados uma vela, um livro e um tinteiro com uma pena, objectos usados pelo rei poeta.

Milagre das Rosas

Neste painel a rainha surge destacada sobre um pequeno patamar que se eleva a partir do pavimento ladrilhado, segurando aberto o regaço com rosas que mostra ao rei D. Dinis que levanta a mão esquerda em gesto de admiração. O traje da rainha é um vestido simples coberto por um manto singelo sublinhando a sua humildade, em contraste com as sumptuosas vestes régias de D. Dinis ostentando um manto de arminho e um rico colar sobre o peito.

A Santa Peregrina

Este painel distingue-se dos outros por não constituir uma composição narrativa mas de natureza devocional, em que o percurso da rainha D, Isabel representada como peregrina simboliza a viagem espiritual do Homem. A Rainha Santa Isabel, representada com as vestes de uma humilde peregrina, com o manto ornamentado pelas vieiras, surge como merecedora da glória celestial pela vida virtuosa e prática de boas ações. Numa atitude contemplativa é mais uma vez representada muito nova para simbolizar a sua santidade e beleza espiritual. A presença de anjos que a acompanham reforça a dimensão espiritual desta peregrinação.
Deve ser realçada a originalidade deste painel no conjunto da iconografia isabelina.

Cura da Freira do Convento de Chelas

O painel representa uma cela do convento de Chelas, ricamente decorada, onde está recostada no seu leito uma feira que padecia de uma dolorosa doença do estômago. A rainha D. Isabel debruça-se sobre a doente colocando sobre ela as mãos e fazendo o sinal da cruz, curando-a assim do mal que a atormentava. No lado direito do painel um grupo de freiras assiste ao milagre erguendo as mãos em sinal de louvor e espanto. Do lado esquerdo uma figura feminina segura roupa nos braços e outra ajoelha-se junto de uma bacia com água. A presença de ambas, certamente serviçais, remete para o estatuto nobre da feira doente e contrasta com o grupo de religiosas.
Este painel constitui a única representação conhecida deste milagre da Rainha Santa Isabel.

Milagre das Águas do Tejo que se Apartam

Quando a rainha acompanhada por damas e populares se aproxima da margem do Tejo, as águas abrem-se formando volutas que se elevam no ar deixando seco o leito do rio para lhe dar passagem até à urna de cristal onde repousa Santa Iria, deitada com as mãos cruzadas sobre o peito, perante a qual D. Isabel se inclina em oração.
Mais distante avista-se o rei D. Dinis e um fidalgo, ao fundo vislumbram-se a igreja de Santa Iria e outros edifícios e no topo de um monte a cidade de Santarém.

Veneração do Corpo da Rainha Santa e Primeiros Milagres Junto do seu Ataúde

O centro do painel é ocupado pelo ataúde onde se encontra exposto o corpo da rainha envergando o hábito de clarissa e representada muito jovem apesar da sua idade avançada como se o tempo não tivesse passado, assim sugerindo a sua santidade. À cabeceira vêm-se algumas religiosas, do lado direito aglomeram-se populares devotos desejosos de conseguir alguma relíquia e do lado esquerdo os miraculados. Entre eles Constança Eanes, religiosa do convento, e dama da rainha que padecia de uma grave doença na boca e fica curada ao beijar as mãos de D. Isabel; Margarida Martins cega de nascença e que miraculosamente começou a ver e que levanta os braços agradecida; e, ainda, a mulher endemoinhada que surge ajoelhada, amparada por outra pessoa, no momento em que, por interceção da rainha, fica liberta do último dos demónios que a atormentavam e ninguém até então conseguira expulsar.
Este painel constitui a única representação conhecida deste episódio da vida da Rainha Santa Isabel.

As Rainhas Servem as Freiras de Santa Clara. Lava Pés Pascal e Cura da Mulher Leprosa.

A figura da rainha ocupa o centro de um painel onde estão representados dois episódios. Do lado esquerdo vê-se o refeitório do Mosteiro de Santa Clara onde D. Isabel e sua nora, a rainha D. Beatriz, estão a servir as freiras. Do lado direito vemos um espaço conventual onde a rainha ajoelhada e rodeada de várias freiras lava o pé que uma delas coloca dentro de uma bacia. Este painel afasta-se das fontes hagiográficas situando o acontecimento no espaço conventual e substituindo as pobres mulheres leprosas por freiras clarissas o que só se explica por contaminação com o culto de Santa Clara.

Morte da Rainha D. Isabel e Milagre Da Aparição de Nossa Senhora (A Senhora de Branco)

O painel mostra D. Isabel deitada no leito acompanhada pelas suas damas e pela rainha D. Beatriz. Em primeiro plano, do lado esquerdo vê-se uma pequena mesa, e do lado direito, aos pés da cama, uma senhora de vestes brancas parece dirigir-se a rainha. Os pequenos anjos e os raios de luz, na parte superior do painel, reforçam o carácter milagroso deste episódio.
Este painel segue fielmente o texto da primeira biografia assim se distinguindo de outras representações da morte da rainha.

A Rainha D. Isabel Observando os Planos e Obras de Santa Clara

Este painel testemunha a atenção com que D. Isabel acompanhava as obras observando os planos que lhe são apresentados. Num plano mais recuado avistam-se vários trabalhadores a realizar as tarefas da construção (canteiros que desbastam a pedra, homens que levantam paredes, um trabalhador que sobe uma escada com um tabuleiro de massa…).
Este painel constitui a única representação conhecida deste episódio da vida da Rainha Santa Isabel.

Peregrinação da Rainha D. Isabel a Santiago de Compostela

O painel evoca a etapa final da peregrinação, percurso que a rainha cumpriu a pé a partir do momento em que avistou a catedral. D. Isabel enverga o hábito clarissa, com o manto ornamentado com vieiras (símbolo identificativo dos peregrinos de Santiago).
A rainha chama a atenção da sua comitiva para o Santuário para onde se dirigem. No lado esquerdo vêm-se duas mulas que transportam as preciosas ofertas.

Chegada do Cortejo Fúnebre da Rainha D. Isabel ao Mosteiro de Santa Clara em Coimbra

Numa composição de grande complexidade o painel mostra o momento em que o cortejo fúnebre se aproxima do Mosteiro de Santa Clara. Destaca-se o ataúde da rainha, transportado em ombros, rodeado por um amplo conjunto de personagens, designadamente um grupo de dignatários que empunham compridas velas acesas. Entre eles os bispos de Coimbra e Lamego, a Abadessa do Mosteiro e o próprio rei D. Afonso IV que se identifica pelo seu traje.
Num plano mais esbatido, do lado esquerdo, podemos ver um corpo de soldados com as lanças erguidas e do lado direito uma multidão de populares que, às portas do Convento, aguardam a chegada do cortejo.
Este painel constitui a única representação conhecida deste episódio da vida da Rainha Santa Isabel.

Chegada da Rainha D. Isabel ao Desterro em Alenquer

Em primeiro plano um grupo de homens armados escolta a rainha levando-a em direção à fortaleza de Alenquer que se avista ao fundo. A expressão do seu rosto voltado para trás denota angústia e sofrimento.
Este painel constitui a única representação conhecida deste episódio da vida da Rainha Santa Isabel.

A Intervenção Pacificadora da Rainha D. Isabel no Campo de Batalha (ou Recontro de Alvalade),

D. Isabel entra no campo de batalha onde está iminente o conflito armado entre o rei D. Dinis e o infante D. Afonso, com o intuito de pôr fim às hostilidades. A rainha é representada no centro da composição, montando uma mula, e com a mão esquerda colocada sobre o peito em sinal de paz, dirigindo-se ao infante que surge à sua frente montado a cavalo. Do lado oposto está o rei, igualmente a cavalo, com a coroa régia e o bastão de comando.
A cena situa-se no momento em que D. Isabel, após falar com D. Dinis, conversa com o infante, no sentido de o levar a prestar obediência ao pai.

Colar

Colar de ouro, ornamentado com safiras, topázios imperiais, vidro doublê, rubis, esmeraldas e pérolas que pertenceu à Rainha D. Isabel que segundo a tradição seria emprestado às parturientes.

Bordão de Santa Isabel

O rico bordão oferecido à rainha aquando da sua peregrinação a Santiago de Compostela pelo Arcebispo D. Berenguel. É uma singular peça de madeira ornamentada com prata e duas peças de ágata nos topos do ,manípulo que dá forma ao Tau.
Foi com este bordão que a Rainha quis ser sepultada. Está representado na estátua jacente do túmulo por ela própria encomendado ao escultor Mestre Pero.
Conserva-se num precioso estojo de prata do séc. XVII pertencente à Confraria da Rainha Santa Isabel.
A par das rosas ,o bordão constitui um emblema identificador da Rainha presente em numerosíssimas representações. É também motivo de curiosas lendas como a “Lenda do mausoléu que dá um salto” em que a pesada arca tumular da Rainha D. Isabel, ao ser ser tocada pelo bordão, sobe milagrosamente para a capela do piso superior do Convento de Santa Clara que fora construído devido à subida das águas do rio Mondego.

Rainha Santa Isabel

A rainha está representada muito jovem olhando serenamente para baixo com a coroa sobre a cabeça rodeada por um grande aro luz dourado. Enverga um vestido debruado a arminho tendo ao pescoço o cordão franciscano. Assim sublinhando simultaneamente a virtude da humildade e a condição de rainha. Na base da pintura está inscrita a legenda arainha santa isabel.

Morte da Rainha D. Isabel ou Milagre da Aparição da Virgem

O esquema compositivo segue uma estrutura bipartida que corresponde simbolicamente à dualidade Céu / Terra. Do lado direito, a Virgem Maria, rodeada de uma miríade de anjos que cantam ao som de instrumentos musicais abraça e conforta D. Isabel que segura na mão direita um crucifixo e na esquerda uma pequena vara, provavelmente um ceptro, símbolo da realeza terrena. Do lado esquerdo o rei D. Afonso IV e a rainha D. Beatriz acompanham D. Isabel. Damas e camareiras rodeiam os pés do leito em atitudes de surpresa e oração e dois frades franciscanos lêm os ofícios sagrados. Nos ares dois grupos da anjos juntam as suas vozes às dos religiosos.

As rainhas servem as freiras de Santa Clara

A composição organiza-se segundo um esquema simétrico que acompanha a disposição das mesas no refeitório do Convento de Santa Clara: uma grande mesa de cada lado e uma terceira no topo. Em torno das mesas estão sentadas as freiras clarissas. Sobre as toalhas brancas apenas se vêm algumas fatias de pão. No espaço central a rainha D. Isabel coloca sobre a mesa um prato que retira da bandeja que a abadessa do convento segura. No centro da composição destaca-se a figura da rainha D. Beatriz que segura numa das mãos um prato. Ao fundo, na parede um grande retábulo da Última Ceia. À esquerda duas janelas rompem o espaço fechado sem interferirem na iluminação da sala da mesma forma que se podem identificar dificuldades na construção da perspectiva o que permite supor a presença de um colaborador menos dotado. Inversamente é extremamente cuidado o desenho dos numerosos putti que brincam nos ares com fitas.

Milagre da Arrifana ou cura da criança cega

Este retábulo mostra o momento em que a rainha D. Isabel, vestindo o hábito de clarissa, põe as mãos nos olhos da criança que a mãe, ajoelhada, lhe apresenta. Em torno deste núcleo central estão representados um homem e duas mulheres observando o que está ocorrendo aparentemente sem se aperceberem do que está a acontecer.
Neste painel a estrutura compositiva baseia-se em eixos diagonais que se cruzam no ponto central ocupado pela figura da rainha. Uma linha oblíqua descendente termina no canto direito nas figuras de uma mulher e uma criança que se dirigem para D. Isabel. Do lado esquerdo, a linha correspondente desce até ao canto ocupado por um pequeno cão, em posição de vigília, voltado igualmente em direção à rainha que tem por trás a carruagem em que viajava puxada por um cavalo negro seguro por um criado. Ainda do lado esquerdo há a assinalar a presença de um cavalo branco que um palaferneiro segura à frente de figuras masculinas quase indistintas sob um céu azul. No canto superior diireito está representado o Castelo de Vila da Feira.

Tomada do hábito pela Rainha D. Isabel

D. Isabel de joelhos junto ao altar do seu oratório, de braços cruzados sobre o peito e vestindo o hábito de clarissa, oferece os seus longos cabelos a uma dona secular que os corta. Ao centro da composição, em primeiro plano, três damas guardam a coroa real e o manto azul forrado a arminho. Um grupo de pequenos anjos observa a cena e segura o reposteiro que encobre parte do altar.

Milagre do vinho e da água

A cena reproduz a câmara da rainha. Quase ao centro, D. Isabel soergue-se do leito para abençoar o copo que uma das camareiras, ajoelhada, lhe apresenta e onde o vinho se transforma em água. Aos pés do leito outra camareira, de vestido vermelho, transporta numa salva de prata a garrafa do vinho. Do lado direito, duas damas observam o milagre assombradas, tal como as damas do lado esquerdo que apontam para o leito e comentam o prodígio. Ao fundo duas figuras masculinas, provavelmente o físico da rainha e o seu capelão. Pequenos anjos rodeiam a cabeceira e seguram as cortinas do docél.

Milagre das rosas

Este painel mostra ao centro da composição a Rainha D. Isabel que num movimento elegante de braços ergue para D. Dinis o regaço onde se vêm rosas vermelhas e brancas. Veste ricos trajes de corte com uma pequena coroa na cabeça. Dois pequenos pajens seguram o aparatoso manto azul e a cauda dourada do vestido. Em pé, à direita, D. Dinis vestindo um traje antigo contempla as rosas que a rainha lhe apresenta. Do lado esquerdo duas damas observam a cena e mais atrás uma jovem camareira olha de frente espectador. Do lado oposto um grupo de fidalgos. No céu esvoaçam festivamente quatro pequenos anjinhos.

Rainha Santa Isabel

Segue o modelo da imagem de Teixeira Lopes do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova em Coimbra. Na base que sustenta a imagem está o escudo bipartido de Portugal e Aragão encimado por uma coroa aberta.

A Rainha Santa Isabel na Escola Secundária D. Dinis

Estátua em pedra .constituindo uma representação moderna da Rainha com coroa aberta envergando um discreto vestido comprido. Está colocada sobre um pequeno pedestal decorado com rosas esculpidas alusivas ao Milagre das Rosas.

Rainha D. Isabel esmolando

Dentro de uma cartela com aparatosos enrolamentos, a Rainha D. Isabel no centro da composição com uma coroa aberta envergando um trajo régio, segura com a mão esquerda um molho de rosas dando uma esmola a um pedinte ajoelhado a seus pés.

Em segundo plano avista-se uma elevação dominada por um castelo.

A Rainha pagando a féria a um operário

Diz a lenda que estando D. Isabel desterrada em Alenquer decidiu construir a Igreja do Espírito Santo. No dia de pagamento da féria aos operários pediu a uma menina que passava, o ramo de rosas que levava dando-as como pagamento . Os operários levaram as rosas para suas casas e durante a noite transformaram - se em moedas de ouro.

No retábulo, em primeiro plano, a Rainha D. Isabel paga com uma rosa a féria de um operário atrás de quem está representada um operário com um martelo na mão. Em segundo plano vemos outros operários já com as rosas nas mãosseguram os seus instrumentos de trabalho..

É uma belíssima representação que mostra a qualidade dos artistas a quem se deve o notável conjunto de painéis que decoram a nave da igreja.

Arca tumular da Rainha Santa Isabel

Sobre a arca tumular repousa a estátua da rainha ladeada, por dois anjos, envergando o hábito franciscano com os emblemas de peregrina (Bordão e uma escarcela decorada com uma vieira, mostrando moedas das esmolas, assim aludindo simbolicamente à espiritualidade franciscana e à pratica da caridade). A sua condição de rainha é afirmada pela presença da coroa real e pelos brasões de Portugal e de Aragão e a águia da sua linhagem do reino da Sicília. Sobre o baldaquino eleva-se um pequeno anjo que transporta a alma que ascende aos céus. Aos lados e aos pés três pequenos cães símbolo da fidelidade. Na facial da cabeceira está esculpido o Calvário e na facial dos pés Santa Clara, Santa Isabel da Hungria, e Santa Catarina, três santas da particular devoção da rainha. Nas faces laterais da arca estão representados Cristo com os doze apóstolos e as figuras de S, Francisco, do bispo S. Luís de Tolosa seguidos de um cortejo de clarissas.

Santa Isabel na Igreja de Santa Engrácia

Dentro de um nicho na fachada da Igreja de Santa Engrácia uma estátua em mármore branco representa a Rainha Santa com coroa aberta envergando o hábito de clarissa, criando com a mão direita no manto um regaço cheio de rosas e segurando com a mão esquerda uma bolsa.

Esta escultura faz parte de um conjunto de estátuas de santos portugueses executadas durante as obras de conclusão desta Igreja pelo Estado Novo na década de sessenta do séc. XX, no contexto de uma política de exaltação dos santos e heróis nacionais.

Fatto milagroso de Santa Isabel Rainha de Portugal

À entrada de um palácio identificado por quatro largas colunas, esta complexa composição apresenta ao centro, embora em segundo plano, o Rei D. Dinis interpelando a Rainha D. Isabel que lhe mostra o regaço cheio de rosas.
Um numeroso grupo de pedintes está desenhado em vários planos, desde a boca da cena, onde ao centro estão representadas duas crianças, até um plano de fundo atrás do casal régio.
Do lado esquerdo podemos observar um grupo de cortesãos que, tal como os pedintes, manifestam com gestos a sua admiração face ao milagre que acabam de contemplar.

Aparição de Cristo crucificado à Rainha Santa Isabel

Neste painel recorda-se a lenda segundo a qual a Rainha D. Isabel acolheu, tratou e deitou na sua própria cama, um mendigo doente. Alertado por um pagem intrigista. D. Dinis dirigiu-se aos aposentos da Rainha onde encontrou no leito Cristo crucificado.
Este painel, lamentavelmente instalado dadas as falhas e os erros de colocação dos azulejos, constitui uma das raras representações desta lenda.

S. Elisabetha Regina

Num espaço exterior ajardinado a rainha vestida com trajo real ocupa o centro da composição tendo do lado direito, um pouco atrás, uma camareira que segura uma bandeja cheia de moedas que vai distribuindo aos pedintes que estão representados do lado esquerdo da gravura.

Figurino da peça Rainha Santa

Figurino criado por José Barbosa para o espetáculo "Rainha Santa", apresentado em 1933 pela Companhia Ilda Stichini no Teatro Nacional de São Carlos.

A Rainha Santa Isabel na Tapada da Ajuda.

No exterior de um palácio a Rainha D. Isabel envergando um trajo régio sustenta com ambas as mãos o regaço cheio de rosas perante um grupo de pedintes.

Milagre das rosas

A Rainha D. Isabel em traje aulico no exterior de um palácio, tendo a sua frente um grupo de mendigos exibe um molho de rosas no regaço perante D. Dinis que, em segundo plano, se aproxima a cavalo acompanhado da sua comitiva.

Rainha Santa Isabel em Pombal

Painel de azulejo em arco sobre os altares laterais enquadrando o início da abóbada do espaço onde se situa o Altar-mor. Representa o Recontro de Alvalade encontrando-se, frente a frente, do lado esquerdo a hoste do infante D. Afonso e, do lado direito, a força do Rei D. Dinis. Regista o momento em que a Rainha D. Isabel, acompanhada por um Bispo, caminha entre os contentores montada numa mula a quem se dirige para suster as hostilidades conseguindo que o Infante se reconcilie com o pai.

SANTA ISABEL Rainha de Portugal

Imagem de grande qualidade que faz parte do conjunto de santos franciscanos que saíam anualmente na Procissão das Cinzas. A autoria de algumas destas imagens é atribuída ao escultor João d' Afonseca Lapa natural de Vila do Conde.

A Rainha Santa Isabel envergando o hábito de clarissa, com véu e resplendor tem rosas que lhe caem do regaço.

A rainha distribuindo esmolas

Encontra-se no Museu Soares dos Reis (item 186) o primeiro quadro com este tema pintado por João António Correia, Professor de Pintura Histórica na Academia Portuense de Belas Artes. O autor inspirou-se na “Estampa de la Reina Santa Isabel – A rainha distribuindo esmolas”, de Lallemant, de que terão sido feitas diversas cópias.
A Rainha D. Isabel ocupa o centro da composição acompanhada de eclesiásticos que empunham uma cruz à porta de uma igreja, dando uma moeda a uma jovem mãe ajoelhada a seus pés e integrada num grupo de pedintes.
Esta pintura utiliza uma variada paleta cromática para dar uma versão colorida da gravura em que se inspira.

Santa Isabel de Portugal distribuindo esmolas

No exterior de um palácio, a rainha vestida com régio distribui esmolas a um grupo dr pedintes.
São conhecidas mais versões do mesmo autor, com diferentes dimensões e datas. Esta primeira versão foi apresentada em 1866 na Exposição trienal da Academia Portuense de Belas Artes. As diferentes versões distinguem-se por detalhes da indumentária da rainha.

A Rainha Santa dando esmola a um ansião

Num painel que decora uma fonte e onde está representado o exterior de um palácio, a Rainha com coroa aberta e envergando um trajo régio dá uma esmola a um ansião ajoelhado a seus pés.

Rainha Santa Isabel em Ansião

Painel de azulejo representando a rainha com coroa e trajo áulico tendo como cenário a entrada de um palácio dando uma moeda a um ansião.

Reina Santa Doña Isabel

A Rainha D. Isabel ocupa o lugar central da sua árvore genealógica a partir dos seus progenitores, D. Pedro III de Aragão e D. Constança da Sicília, estando também representados o seu marido o Rei D. Dinis e os descendentes D. Afonso IV e D. Maria de Castela. D. Isabel veste traje aulico com coroa e rosas no regaço constituindo uma das primeiras alusões na pintura ao milagre das rosas. Duas tarjas recordam a peregrinação de D. Isabel a Santiago de Compostela. Na tarja inferior podemos observar a comitiva da Rainha D. Isabel a caminho do Santuário. Na tarja lateral a Rainha, com a coroa deposta, já no interior do Santuário ajoelha perante o Arcebispo a quem entrega magníficas oferendas.

DIONYSIVS I LVSITANIAE REX ET D. EL. ELISABETHA CONIVX

Esta gravura integra a monumental série Lusitanorum,Regum Icones Ordinis Temporum Expositae elaborada em 1708 por Domenico Dupra, importante pintor da corte portuguesa, e dedicada a André de Melo e Castro embaixador extraordinário do Rei D. João V junto do Papa Clemente XI. O casal régio é representado dentro de uma moldura rodeada por ramos de loureiro, numa cartela que contém uma extensa legenda em latim. A Rainha está desenhada de perfil junto a D. Dinis embora em segundo plano seguindo o modelo concebido por Cornelius Galle para a Anacephalaeoses.

S. Elisabetha Lvsitaniae Regina, VIXIT AN, LXV OBIIT AN. MCCCXXXVI

É uma das mais importantes representações da Rainha Santa Isabel. O original de autoria do gravador flamengo Cornelius Galle (o Velho) data de 1621 tendo sido realizado para ilustrar a obra Anacephalaeoses do jesuíta António de Vasconcelos. Esta gravura foi reproduzida inúmeras vezes, nomeadamente por outros membros da família Galle, tendo sido incluída em diversas obras hagiográficas mas também em pagelas largamente distribuídas a partir de Roma a partir das festas da canonização em 1625 contribuindo para a difusão do culto da Rainha Santa Isabel em vários reinos europeus.
Este retrato, que viria a ser considerado a vera efige da rainha durante os séculos XVII e XVIII, terá sido provavelmente inspirado, a partir de uma eventual descrição ou de um perdido desenho, da estátua tumular colocada no Convento de Santa Clara onde D. Isabel está representada coroada, envergando o hábito de clarissa e segurando na mão direita o bordão de peregrina.
A gravura datada de 1636 é um bom exemplo da grande difusão da original de 1621.

Rainha Santa Isabel na Capela de Santo Amaro na Sertã

A Rainha Santa Isabel está representada numa das tábuas seiscentistas que integram o retábulo maneirista do altar mor da Capela de Santo Amaro da autoria do pintor local maneirista Gonçalo Prego. Apesar do avançado estado de degradação que não permite apreciar a pintura original, esta representação da Rainha Santa Isabel, colocada a par de alguns dos santos de maior devoção à época da construção da capela, como S. Bento e Santa Catarina de Sena, não pode ser ignorada porque atesta a difusão do seu culto mesmo fora dos seus principais locais de memória.

S. IZABEL RAINHA DE PORTUGAL - Que se venera no Convto de Sta Clara de Coimbra

A Rainha D. Isabel coroada, vestindo um rico trajo real com rosas no regaço, segurando o ceptro na mão esquerda e o bordão em forma de Tau na mão direita destaca-se sobre um fundo que representa um nobre edifício .
No lado direito está patente o escudo bipartido de Portugal e de Aragão e no lado esquerdo a insígnia franciscana.
A Rainha dá uma esmola a um paralítico.

Santa Isabel reconciliando D. Dinis com o Infante D. Afonso

Este desenho recorda a intervenção pacificadora da Rainha D. Isabel em Alvalade, ou em Loures segundo a primeira biografia, num dos episódios da guerra civil que ocorreu entre 1329 e 1334, quando o Infante D. Afonso se revoltou contra o pai, o rei D. Dinis, por recear ser preterido na sucessão ao trono a favor de D. Afonso Sanches filho bastardo do monarca.
Distingue-se de outras representações alusivas a este episódio histórico ao registar o momento em que a Rainha D. Isabel após se ter interposto entre os exércitos já em confronto, leva o Infante a reconciliar-se com o pai que lhe perdoa o acto de rebeldia.
D. Isabel no momento da reconciliação olha para o céu com os braços abertos pedindo a intervenção divina.
Este desenho foi encomendado a Giusepe CADES em 1789 para o Altar da Capela de Santa Isabel da Igreja de Santo António dos Portugueses em Roma mas o falecimento do autor impediu que a obra fosse executada tendo sido substituída por uma pintura de Luigi Agricola.

A Rainha D. Isabel e o Rei D. Dinis em S. Pedro de Moel

D. Dinis em traje áulico, coroado e de espada à cinta e a Rainha D. Isabel igualmente coroada e em traje real. A representação do casal régio celebra a sua relação com o Pinhal de Leiria que tradições lendárias transmitem atribuindo-lhes a sua sementeira.

A rainha D. Isabel e o rei D. Dinis no Hospital de Santa Marta

No painel lateral direito do conjunto azulejar que compõe o Altar de Nossa Senhora da Salvação no Hospital (Antigo Convento) de Santa Marta, em Lisboa, dentro de uma cartela neoclássica, está representado o casal régio com coroas fechadas , símbolo de poder. Em primeiro plano a Rainha D. Isabel envergando um sumptuoso trajo real, túnica e manto, segura na mão esquerda um molho de flores e oferece uma rosa a um homem que ergue um braço para a aceitar. Por detrás da rainha vemos o rei D. Dinis com um rico manto de arminho.

Rainha Santa Isabel em Vila de Rei

Imagem da rainha coroada envergando um traje régio, túnica rósea e manto azul claro, segurando no manto um ramo de rosas.

Imagem da Rainha Santa em Coimbra

Imagem em madeira de mogno encomendada pela Rainha D, Amélia ao escultor António Teixeira Lopes, e pela qual pagou 2.500$000 reis, representa a rainha em traje real, com coroa e auréola, manto preso no ombro e um molho de rosas no regaço e nas mãos. Durante o séc. XX, esta escultura tornou-se o modelo de inúmeras imagens presentes em igrejas, capelas e casas particulares por todo o país. Objeto de grande devoção desfila em procissão nas grandiosas festas em honra da Rainha Santa Isabel que se realizam de dois em dois anos na cidade de Coimbra.

S. ELISAB . R . PORTV.

Esta estátua de mármore de Carrara representa a Rainha com idade avançada, envergando o hábito de clarissa, véu e barbeta de viúva, segurando com a mão esquerda o manto onde mostra um molho de rosas e apoiando a mão direita num bordão em forma de Tau.

A Rainha Santa Isabel no Forte de S. Julião da Barra

Painel alegórico exaltando figuras da História de Portugal realizado no quadro da política nacionalista do Estado Novo. Em primeiro plano vemos Luís Vaz de Camões, Nuno Alvares Pereira, Santo António e o Infante D. Henrique. A Rainha Santa Isabel está representada ao centro num pedestal exibindo no seu regaço um molho de rosas.

História da gloriosa vida da Rainha Santa Isabel ...

Xilogravura incluída no livro Histórias da vida & feitos heroicos & vidas insignes dos sanctos de Fr. Diogo do Rosário, publicado em Braga por António de Mariz por encomenda do Arcebispo D. Frei Bartolomeu dos Mártires. A Rainha é representada de corpo inteiro, no claustro de um convento, envergando o hábito de clarissa, coroada e aureolada segurando nas mãos as coroas de Portugal e de Aragão assim aludindo à sua condição de Infanta de Aragão e de Rainha de Portugal.

A Rainha Santa Isabel no Tojal

Escultura em mármore de Carrara colocada no lado esquerdo da fachada da igreja de Santo Antão do Tojal que representa a rainha envergando o hábito de clarissa segurando com ambas as mãos um regaço cheio de rosas.

Rainha Santa Isabel

Retrato da rainha em hábito de clarissa com crucifixo na mão direita. No canto inferior direito sobre uma pequena mesa, estão pousados um ceptro e uma coroa simbolizando a renúncia ao poder real. No canto superior direito está presente o escudo bipartido de Portugal e Aragão.

Rainha Santa Isabel

Baixo relevo dourado no suporte do altar da Igreja de S, Domingos representando a Rainha Santa Isabel dentro de uma cartela de cariz barroco, com coroa aberta, envergando um trajo régio segurando com a mão esquerda um molho de rosas (flores) e com a mão direita um ceptro real.

Sta IZABEL Rª. DE PORTUGAL

Imagem de madeira estufada e ricamente dourada colocada num altar em honra de santos franciscanos onde também podemos ver S. Luís Rei de França e Santa Rosa de Viterbo. A Rainha Santa Isabel com um resplendor de prata e envergando o hábito franciscano segura na mão esquerda um molho de rosas e apoia a mão direita num bordão em forma de Tau.

A Rainha Santa Isabel em Vila do Conde

Imagem devocional em madeira estufada representando a rainha envergando o hábito de clarissa e barbeta de viúva, com coroa que tem justaposto o brasão bipartido das armas de Portugal e de Aragão. Com a mão esquerda faz uma dobra no manto com um grande molho de rosas e a mão direita livre mas parece agarrar um bordão.

A Rainha Santa Isabel na Basílica de Mafra

Imagem de vestir que faz parte do notável conjunto de santos franciscanos que são anualmente incorporados na Procissão de Cinzas. No chão sobre uma almofada a coroa real fechada e o ceptro.

Rainha Santa Isabel

Escultura em madeira policromada, dourada e estufada representando a Rainha envergando o hábito de clarissa imitando um tecido adamascado ornado com ricos dourados. Na mão direita segura um crucifixo, na cabeça tem um resplendor e na dobra do manto erguido pela mão esquerda as rosas do milagre.

Rainha Santa Isabel

A Rainha com coroa aberta envergando o hábito de clarissa segura na mão esquerda um ramo de rosas e apoia a mão direita num bordão em forma de Tau. No canto superior esquerdo está uma fração do escudo de Aragão.

Rainha Santa Isabel

Estátua em granito representado a Rainha Santa Isabel com uma auréola em metal, envergando o hábito de clarissa e segurando com a mão esquerda numa dobra do manto um ramo de rosas e com a mão direita uma cruz de madeira.

Rainha Santa Isabel

A Rainha com coroa fechada, envergando o hábito de clarissa e barbeta de viúva tem no regaço um molho de rosas e apoia a mão direita no bordão em forma de Tau. É uma das representações da Rainha Santa Isabel que seguem o modelo divulgado pela gravura de Cornelius Galle (o velho) e de que existem numerosos exemplo que se repetem sobretudo durante o séc. XVII e de podemos citar o óleo da Academia das Ciências de Lisboa.

Rainha Santa Isabel

Imagem de vestir em tamanho natural com coroa aberta, envergando o hábito de clarissa e segurando com as mãos um regaço cheio de rosas.

S. ELISABETH REG. P.

Integrada numa galeria de pintura representando santos franciscanos no cadeiral da Igreja da Ordem Terceira, a Rainha Santa Isabel está representada coroada, envergando o hábito de clarissa e barbeta de viúva com um molho de rosas no manto e com a mão direita apoiada no bordão em forma de Tau.

Rainha Santa Isabel

Imagem de madeira estufada e dourada representando a Rainha com coroa aberta envergando um hábito de clarissa muito decorado com bordados dourados na túnica e no manto, segurando com a mão esquerda o manto com um molho de rosas e apoiando a mão direita num bordão em forma de Tau. No chão atrás do bordão vê-se o escudo bipartido de Portugal e Aragão. A imagem está integrada num arco barroco de talha dourada da época joanina que rodeia o altar da Paixão de Cristo.

Santa Isabel Rainha de Portugal

Uma bela imagem de madeira estufada e dourada representando a Rainha envergando um hábito de clarissa muito decorado com bordados dourados na túnica e no manto mas evidenciando a presença do cordão franciscano. Segura com a mão direita o manto com o regaço cheio de rosas.

Sta ISABEL

A Igreja de S. Francisco onde se situa este imagem foi construída no séc. XIV durante o reinado de D. Fernando no lugar de um modesto templo da Ordem Franciscana que se tinha estabelecido na cidade do Porto em 1223.

A escultura em madeiro estufada e dourada representa a Rainha Santa Isabel envergando o hábito de clarissa com véu e barbeta de viúva, tendo na mão esquerda um molho de flores e a mão direita apoiada no bordão em forma de Tau.

Esta imagem está integrada num retábulo atribuído aos Arq Francisco do Couto Azevedo e Manuel da Costa Andrade responsáveis pela principal campanha artística foi levada a cabo na Igreja de S. Francisco, na primeira metade do século XVIII, quando a maior parte das superfícies interiores, incluindo paredes, colunas, capelas laterais e telhado, foram revestidas com talha que daria a este templo o esplendor barroco parecendo que a igreja está coberta de ouro tal a presença da talha dourada.

Sta. Isabel

A Rainha Santa Isabel com coroa fechada enverga um rico trajo de corte. Com a mão esquerda segura o manto e a posição da mão direita indicia que estaria apoiada num bordão que já não está presente. Apesar desta ausência bem como das rosas, emblemas da Rainha Santa, a Imagem é identificada pela legenda inscrita no pedestal.

Encontro de Alvalade

Numa divisão do Palácio, e enquadrada por uma cercadura oval de cor rosa que se funde com as faixas paralelas, de um e do outro lado, com o mesmo tratamento cromático, que estruturam a decoração do teto, a cena pintada regista o momento em que a Rainha D. Isabel, montada numa mula, entra no campo de batalha separando as hostes de seu marido, o Rei D, Dinis ( do lado esquerdo da imagem) e de seu filho rebelde, o Infante D, Afonso.

A Rainha Santa Isabel na Igreja de Santo António em Lisboa

A Rainha Santa coroada e envergando um trajo real tem na mão esquerda um ceptro e na mão direita um ramo de rosas.

Rainha Santa Isabel no Chiado

Esta Imagem representa a Rainha com coroa aberta e envergando um majestoso trajo real, segurando com a mão esquerda no regaço um molho de rosas e oferecendo com a mão direita uma dessas flores.

A Rainha Santa Isabel em Alenquer

A Rainha D. Isabel com coroa aberta, envergando o hábito de clarissa segura na mão direita um crucifixo que olha com devoção. No regaço tem um molho de rosas. Em segundo plano um campo de cultura e um edifício que pode representar o Oratório de Santa Catarina, instituição que tem a sua origem remota no séc. XIII ligada à memória dos cinco frades missionários que, vindos de Assis, dali partiram para o seu martírio em Marrocos.

Santa Isabel na Academia das Ciências de Lisboa

A Rainha coroada, envergando o hábito de clarissa e barbeta de viúva, segura na mão esquerda, pousada no regaço, um ramo de rosas e apoia a mão direita no seu bordão em forma de Tau.
Poderá constituir uma réplica do óleo da mesma época existente no Convento de Santa Clara-a- Nova em Coimbra inserindo-se ambos na série icónica fixada a partir da gravura de Cornélius Galle (o Velho).
Segundo a tradição este quadro foi oferecido à Academia das Ciências de Lisboa pela princesa D. Maria Francisca Benedita, irmã de D. Maria I, rainha que em 1779 fundou esta instituição e proclamou a Rainha Santa Isabel como sua padroeira .

Andor da Rainha Santa Isabel no Mosteiro de Mafra

Esta imagem de vestir faz parte do magnífico conjunto de santos franciscanos que anualmente desfilam na Procissão das Cinzas ou Procissão dos Terceiros em Mafra.
A Rainha, envergando o hábito franciscano com barbeta de viúva, segura com a mão esquerda a túnica donde caiem rosas e apoia a mão direita num bordão em forma de Tau, Um aro dourado, símbolo da santidade, rodeia o rosto esculpido com notável realismo.
Sobre uma almofada estão pousados o ceptro e a coroa insígnias do seu estatuto régio.

Brasão da Rainha D. Isabel

É um dos dois fólios em pergaminho acrescentados em 1592 à cópia manuscrita entre 1556 e 1560 da biografia medieval da Rainha, o Livro que fala da boa vida que fez a Rainha de Portugal, Dona Isabel, e dos seus bons feitos e Milagres em as vida e depois da morte.

Trata-se de uma iluminura de página inteira representado o Brasão das Armas da Rainha, onde do lado esquerdo estão representadas as armas de Portugal pelas cinco quinas e pela bordadura de sete castelos e, do lado direito, o escudo de Aragão, com quatro barras vermelhas num fundo dourado. O escudo está rematado por uma coroa real aberta de pontas floreadas e adornada com rubis e safiras e está inserido numa magestosa cartela maneirista de enrolamentos, sendo suportado por dois anjos tenentes.

No aro inferior da moldura, num pequeno rótulo de cor azul está inscrita a data M.D.L.X.X.X.X.I.I..

Cruz & Spinea Nomini mei Sceptrum et corona mea

Retrato hagiográfico que constitui um dos dois fólios em pergaminho acrescentados em 1592 à cópia manuscrita entre 1556 e 1560 da biografia medieval da Rainha, o Livro que fala da boa vida que fez a Rainha de Portugal, Dona Isabel, e dos seus bons feitos e Milagres em as vida e depois da morte.

No centro da composição a Rainha envergando o hábito de clarissa, tem uma coroa de espinhos e na mão direita um crucifixo, dois elementos raros na iconografia isabelina. A coroa de espinhos está também presente na gravura que ilustra o livro de Diogo Afonso, “Vida & milagres da gloriosa Raynha sancta Ysabel, molher do catholico Rey dõ Diniz sexto de Portugal com o compromisso da cõfraria do seu nome, & graças a ella concedidas”, impresso em 1560. Em ambos os casos aponta a sua vontade de imitar Cristo através de uma vida de renúncia e sacrifício Deve salientar-se ainda o sangue que brota da mão que segura o crucifixo numa alusão à flagelação que a Rainha D. Isabel sobre si própria exercia nos seus exercícios de penitência. A mão esquerda voltada para baixo apontando o ceptro e a coroa caídos a seus pés exprime a sua renúncia ao exercício dos seus privilégios reais,.

Em segundo plano, do lado direito da figura três construções representam ao centro a Igreja de Santa Clara e Santa Isabel (hoje Santa Clara-a-Velha), ladeada pelo seu paço e pelo hospital onde exercia a sua actividade de proteção a doentes e indigentes desde a morte de D. Dinis.

Cruz & spinea domini mei spectrum & corona mea

Constitui a primeira representação impressa da Rainha Santa Isabel, inserida no livro de Diogo Afonso, “Vida & milagres da gloriosa Raynha sancta Ysabel, molher do catholico Rey dõ Diniz sexto de Portugal com o compromisso da cõfraria do seu nome, & graças a ella concedidas”. Esta obra oferecida à Rainha D Catarina mulher do rei D. João III. foi impressa em Coimbra por João Barreira na Imprensa da Universidade sob licença da Inquisição, por ordem dos mordomos da Confraria a pedido da Abadessa do Mosteiro de Santa Clara.

Neste livro encontramos a primeira narrativa do Milagre das Rosas, no entanto, a gravura da portada enfatiza sobretudo a devoção e piedade cristã da Rainha expressa na presença dominante da grande cruz empunhada pela mão direita e paralelamente, o desprendimento do poder real simbolizado pelo ceptro e pela coroa depostos a seus pés.

De notar que alguns autores identificaram esta cruzo como o bordão de peregrina. No entanto só mais tarde so bordão de peregrina se tornará um emblema identificador da santa portuguesa a partir da abertura do seu túmulo em 1612.

Dentro de uma cartela maneirista, a Rainha Santa Isabel, abrigada num baldaquino, envergando o hábito de clarissa tem na cabeça uma coroa de espinhos, muito rara na iconografia isabelina, mas que aponta a sua vontade de imitar Cristo através de uma vida de renúncia e sacrifício.

Rainha Santa Isabel

A Rainha D. Isabel é representada jovem, com coroa fechada, envergando um rico trajo real com manto de arminho onde exibe um molho de rosas

ELISABETH REGINA SANCTA PORTVG.

Gravura de autor desconhecido que ilustra a obra de Pedro Mariz “Diálogos de Vária História em que se referem as vidas dos Senhores Reys de Portugal com os feus retratos e notícias dos nossos reynos”, obra publicada em Coimbra por António Mariz em 1594 e a que foi enigmaticamente suprimido o texto relativo a Isabel de Aragão. A Rainha é representada de perfil, coroada e envergando o hábito de clarissa, com barbeta de viúva e bordão, com um luminoso resplendor enquadrado na inscrição ELISABETH REGINA SANCTA PORTVG.
Segundo alguns autores esta inscrição e a apresentação da rainha como santa antes da sua canonização poderão explicar a eliminação do texto pela censura da Inquisição

Rainha Santa Isabel - Peregrina / No Castelo de Estremoz – Rosas e ramo de oliveira - gente de pedir e gente de armas

Composição complexa em que a Rainha Santa ocupa o centro tendo por trás uma construção gótica e em plano afastado, do lado direito, uma povoação fortificada. Em primeiro plano D. Isabel com o bordão em forma de Tau na mão esquerda e um ramo de flores na mão direita, tem a seus pés um grupo de pedintes ajoelhados e do outro lado um grupo de militares igualmente em atitude de veneração.
Por cima da soberana uma pomba com um ramo de oliveira alude ao seu estatuto de mediadora da paz.

Sainte Elisabeth de Portug

Gravura integrada no livro La vie des saints por tous les jours de l'anné da autoria de l'Abbé Pradier publicado em Lille em 1889. A composição mostra a Rainha Santa coroada, envergando o hábito de clarissa com rosas no regaço, enquadrada por um arco neogótico onde pequenos anjos seguram faixas com inscrições latinas alusivas ao, milagre das rosas. Esta gravura insere-se na tendência historicista e no revivalismo neogótico dominantes no final do séc, XIX.
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