Num painel que decora uma fonte e onde está representado o exterior de um palácio, a Rainha com coroa aberta e envergando um trajo régio dá uma esmola a um ansião ajoelhado a seus pés.
Baixo relevo dourado no suporte do altar da Igreja de S, Domingos representando a Rainha Santa Isabel dentro de uma cartela de cariz barroco, com coroa aberta, envergando um trajo régio segurando com a mão esquerda um molho de rosas (flores) e com a mão direita um ceptro real.
Diz a lenda que a Rainha D. Isabel na sua peregrinação a Santiago de Compostela pernoitou neste lugar e nessa noite na água da fonte correram partículas de ouro.
Imagem de madeira estufada e ricamente dourada colocada num altar em honra de santos franciscanos onde também podemos ver S. Luís Rei de França e Santa Rosa de Viterbo. A Rainha Santa Isabel com um resplendor de prata e envergando o hábito franciscano segura na mão esquerda um molho de rosas e apoia a mão direita num bordão em forma de Tau.
Imagem devocional em madeira estufada representando a rainha envergando o hábito de clarissa e barbeta de viúva, com coroa que tem justaposto o brasão bipartido das armas de Portugal e de Aragão. Com a mão esquerda faz uma dobra no manto com um grande molho de rosas e a mão direita livre mas parece agarrar um bordão.
Imagem de grande qualidade que faz parte do conjunto de santos franciscanos que saíam anualmente na Procissão das Cinzas. A autoria de algumas destas imagens é atribuída ao escultor João d' Afonseca Lapa natural de Vila do Conde.
A Rainha Santa Isabel envergando o hábito de clarissa, com véu e resplendor tem rosas que lhe caem do regaço.
Imagem de vestir que faz parte do notável conjunto de santos franciscanos que são anualmente incorporados na Procissão de Cinzas. No chão sobre uma almofada a coroa real fechada e o ceptro.
Escultura em madeira policromada, dourada e estufada representando a Rainha envergando o hábito de clarissa imitando um tecido adamascado ornado com ricos dourados. Na mão direita segura um crucifixo, na cabeça tem um resplendor e na dobra do manto erguido pela mão esquerda as rosas do milagre.
A Rainha com coroa aberta envergando o hábito de clarissa segura na mão esquerda um ramo de rosas e apoia a mão direita num bordão em forma de Tau. No canto superior esquerdo está uma fração do escudo de Aragão.
Estátua em granito representado a Rainha Santa Isabel com uma auréola em metal, envergando o hábito de clarissa e segurando com a mão esquerda numa dobra do manto um ramo de rosas e com a mão direita uma cruz de madeira.
Diz a lenda que estando D. Isabel desterrada em Alenquer decidiu construir a Igreja do Espírito Santo. No dia de pagamento da féria aos operários pediu a uma menina que passava, o ramo de rosas que levava dando-as como pagamento . Os operários levaram as rosas para suas casas e durante a noite transformaram - se em moedas de ouro.
No retábulo, em primeiro plano, a Rainha D. Isabel paga com uma rosa a féria de um operário atrás de quem está representada um operário com um martelo na mão. Em segundo plano vemos outros operários já com as rosas nas mãosseguram os seus instrumentos de trabalho..
É uma belíssima representação que mostra a qualidade dos artistas a quem se deve o notável conjunto de painéis que decoram a nave da igreja.
A Rainha com coroa fechada, envergando o hábito de clarissa e barbeta de viúva tem no regaço um molho de rosas e apoia a mão direita no bordão em forma de Tau. É uma das representações da Rainha Santa Isabel que seguem o modelo divulgado pela gravura de Cornelius Galle (o velho) e de que existem numerosos exemplo que se repetem sobretudo durante o séc. XVII e de podemos citar o óleo da Academia das Ciências de Lisboa.
Integrada numa galeria de pintura representando santos franciscanos no cadeiral da Igreja da Ordem Terceira, a Rainha Santa Isabel está representada coroada, envergando o hábito de clarissa e barbeta de viúva com um molho de rosas no manto e com a mão direita apoiada no bordão em forma de Tau.
Segue o modelo da imagem de Teixeira Lopes do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova em Coimbra. Na base que sustenta a imagem está o escudo bipartido de Portugal e Aragão encimado por uma coroa aberta.
Imagem de madeira estufada e dourada representando a Rainha com coroa aberta envergando um hábito de clarissa muito decorado com bordados dourados na túnica e no manto, segurando com a mão esquerda o manto com um molho de rosas e apoiando a mão direita num bordão em forma de Tau. No chão atrás do bordão vê-se o escudo bipartido de Portugal e Aragão. A imagem está integrada num arco barroco de talha dourada da época joanina que rodeia o altar da Paixão de Cristo.
Uma bela imagem de madeira estufada e dourada representando a Rainha envergando um hábito de clarissa muito decorado com bordados dourados na túnica e no manto mas evidenciando a presença do cordão franciscano. Segura com a mão direita o manto com o regaço cheio de rosas.
A Igreja de S. Francisco onde se situa este imagem foi construída no séc. XIV durante o reinado de D. Fernando no lugar de um modesto templo da Ordem Franciscana que se tinha estabelecido na cidade do Porto em 1223.
A escultura em madeiro estufada e dourada representa a Rainha Santa Isabel envergando o hábito de clarissa com véu e barbeta de viúva, tendo na mão esquerda um molho de flores e a mão direita apoiada no bordão em forma de Tau.
Esta imagem está integrada num retábulo atribuído aos Arq Francisco do Couto Azevedo e Manuel da Costa Andrade responsáveis pela principal campanha artística foi levada a cabo na Igreja de S. Francisco, na primeira metade do século XVIII, quando a maior parte das superfícies interiores, incluindo paredes, colunas, capelas laterais e telhado, foram revestidas com talha que daria a este templo o esplendor barroco parecendo que a igreja está coberta de ouro tal a presença da talha dourada.
A Rainha Santa Isabel com coroa fechada enverga um rico trajo de corte. Com a mão esquerda segura o manto e a posição da mão direita indicia que estaria apoiada num bordão que já não está presente. Apesar desta ausência bem como das rosas, emblemas da Rainha Santa, a Imagem é identificada pela legenda inscrita no pedestal.
Numa divisão do Palácio, e enquadrada por uma cercadura oval de cor rosa que se funde com as faixas paralelas, de um e do outro lado, com o mesmo tratamento cromático, que estruturam a decoração do teto, a cena pintada regista o momento em que a Rainha D. Isabel, montada numa mula, entra no campo de batalha separando as hostes de seu marido, o Rei D, Dinis ( do lado esquerdo da imagem) e de seu filho rebelde, o Infante D, Afonso.
Dentro de um nicho na fachada da Igreja de Santa Engrácia uma estátua em mármore branco representa a Rainha Santa com coroa aberta envergando o hábito de clarissa, criando com a mão direita no manto um regaço cheio de rosas e segurando com a mão esquerda uma bolsa.
Esta escultura faz parte de um conjunto de estátuas de santos portugueses executadas durante as obras de conclusão desta Igreja pelo Estado Novo na década de sessenta do séc. XX, no contexto de uma política de exaltação dos santos e heróis nacionais.
Da autoria do pintor régio André Gonçalves é certamente a mais bela representação do Milagre das Rosas na arte portuguesa.
O autor consegue condensar toda a cena numa composição de grande unidade. Em primeiro plano a Rainha D. Isabel acompanhada por dois pagens, numa atitude elegante e envergando um riquíssimo trajo de corte, volta-se para D, Dinis apresentando-lhe as rosas no manto que estende com mão direita. Ligeiramente inclinado, o monarca, em trajo de corte, com um manto vermelho, chapéu de plumas e colar de ouro observa atentamente as flores que D. Isabel lhe mostra. Por trás de D. Dinis, tendo como plano de fundo um palácio, dois cortesãos comentam o extraordinário prodígio.
Como é habitual nas pinturas barrocas, o prodígio é celebrado com a presença de querubins esvoaçando entre nuvens.
Este quadro faz parte do conjunto de importantes pinturas que decoram os altares da Igreja do Menino Deus mandada construir pelo rei D. João V.
Estátua em pedra .constituindo uma representação moderna da Rainha com coroa aberta envergando um discreto vestido comprido. Está colocada sobre um pequeno pedestal decorado com rosas esculpidas alusivas ao Milagre das Rosas.
Escultura em mármore de Carrara colocada no lado esquerdo da fachada da igreja de Santo Antão do Tojal que representa a rainha envergando o hábito de clarissa segurando com ambas as mãos um regaço cheio de rosas.
Painel alegórico exaltando figuras da História de Portugal realizado no quadro da política nacionalista do Estado Novo. Em primeiro plano vemos Luís Vaz de Camões, Nuno Alvares Pereira, Santo António e o Infante D. Henrique. A Rainha Santa Isabel está representada ao centro num pedestal exibindo no seu regaço um molho de rosas.
Monumento escultórico composto por um plinto em cantaria de calcário com quatro faces. Na face principal um painel em bronze de moldura saliente, contém dois anjos que sustentam o escudo da rainha (armas bipartidas de Portugal e Aragão), encimado por uma coroa aberta.
Sobre o plinto ergue-se a estátua da Rainha Santa Isabel coroada, envergando um trajo real e criando com as mãos um regaço com rosas alusivas ao "Milagre das rosas".
Esta Imagem representa a Rainha com coroa aberta e envergando um majestoso trajo real, segurando com a mão esquerda no regaço um molho de rosas e oferecendo com a mão direita uma dessas flores.
No painel lateral direito do conjunto azulejar que compõe o Altar de Nossa Senhora da Salvação no Hospital (Antigo Convento) de Santa Marta, em Lisboa, dentro de uma cartela neoclássica, está representado o casal régio com coroas fechadas , símbolo de poder. Em primeiro plano a Rainha D. Isabel envergando um sumptuoso trajo real, túnica e manto, segura na mão esquerda um molho de flores e oferece uma rosa a um homem que ergue um braço para a aceitar. Por detrás da rainha vemos o rei D. Dinis com um rico manto de arminho.
No exterior de um palácio a Rainha D. Isabel envergando um trajo régio sustenta com ambas as mãos o regaço cheio de rosas perante um grupo de pedintes.
A Rainha D. Isabel com coroa aberta, envergando o hábito de clarissa segura na mão direita um crucifixo que olha com devoção. No regaço tem um molho de rosas. Em segundo plano um campo de cultura e um edifício que pode representar o Oratório de Santa Catarina, instituição que tem a sua origem remota no séc. XIII ligada à memória dos cinco frades missionários que, vindos de Assis, dali partiram para o seu martírio em Marrocos.
A Rainha coroada, envergando o hábito de clarissa e barbeta de viúva, segura na mão esquerda, pousada no regaço, um ramo de rosas e apoia a mão direita no seu bordão em forma de Tau.
Poderá constituir uma réplica do óleo da mesma época existente no Convento de Santa Clara-a- Nova em Coimbra inserindo-se ambos na série icónica fixada a partir da gravura de Cornélius Galle (o Velho).
Segundo a tradição este quadro foi oferecido à Academia das Ciências de Lisboa pela princesa D. Maria Francisca Benedita, irmã de D. Maria I, rainha que em 1779 fundou esta instituição e proclamou a Rainha Santa Isabel como sua padroeira .
Neste painel recorda-se a lenda segundo a qual a Rainha D. Isabel acolheu, tratou e deitou na sua própria cama, um mendigo doente. Alertado por um pagem intrigista. D. Dinis dirigiu-se aos aposentos da Rainha onde encontrou no leito Cristo crucificado.
Este painel, lamentavelmente instalado dadas as falhas e os erros de colocação dos azulejos, constitui uma das raras representações desta lenda.
O quadro descreve o Milagre das Rosas de Alenquer segundo o qual a Rainha teria pago com rosas a féria aos operários que trabalhavam na construção da Igreja do Espírito Santo de Alenquer.. Estas flores, que os operários levaram para suas casas, à noite, transformam-se milagrosamente em moedas de ouro. Este milagre é narrado pela primeira vez num texto atribuído a Damião de Góis que no entanto refere um manuscrito mais antigo de que se desconhece a localização.
A Rainha D. Isabel, ricamente vestida, ocupa o centro da composição, estando atrás de si no lado direito representados diversos cortesãos e à sua frente ajoelhados os operários. Alterando a versão da lenda o autor optou por situar o milagre no preciso momento em que a Rainha com o regaço cheio de flores, retira uma rosa para fazer o pagamento que, na sua mão, à vista de todos ,se transforma numa moeda.
Outro quadro com o mesmo tema foi executado por este pintor, um dos mais importantes do Barroco Português, para a Patriarcal de Lisboa destruída pelo Terramoto de 1755.
Esta imagem de vestir faz parte do magnífico conjunto de santos franciscanos que anualmente desfilam na Procissão das Cinzas ou Procissão dos Terceiros em Mafra.
A Rainha, envergando o hábito franciscano com barbeta de viúva, segura com a mão esquerda a túnica donde caiem rosas e apoia a mão direita num bordão em forma de Tau, Um aro dourado, símbolo da santidade, rodeia o rosto esculpido com notável realismo.
Sobre uma almofada estão pousados o ceptro e a coroa insígnias do seu estatuto régio.
Encontra-se no Museu Soares dos Reis (item 186) o primeiro quadro com este tema pintado por João António Correia, Professor de Pintura Histórica na Academia Portuense de Belas Artes. O autor inspirou-se na “Estampa de la Reina Santa Isabel – A rainha distribuindo esmolas”, de Lallemant, de que terão sido feitas diversas cópias.
A Rainha D. Isabel ocupa o centro da composição acompanhada de eclesiásticos que empunham uma cruz à porta de uma igreja, dando uma moeda a uma jovem mãe ajoelhada a seus pés e integrada num grupo de pedintes.
Esta pintura utiliza uma variada paleta cromática para dar uma versão colorida da gravura em que se inspira.
Painel de grandes dimensões apresentando uma grandiosa alegoria enaltecendo a Imaculada Conceição de Maria no contexto da intensificação do culto religioso de Nossa Senhora iniciado em Portugal com o nacionalismo restauracionista no reinado de D. João IV que ofereceu a coroa real à imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
O cortejo abre com um numeroso grupo de clérigos empunhando longos círios e uma bandeira processional.
Neste magnífico painel, realizado por um dos mais importantes pintores de azulejo da grande produção joanina, a Rainha Santa Isabel figura entre S, Luís, Rei de França e Santa Isabel da Hungria precedendo um coche triunfal onde a Virgem Maria é venerada por religiosos. A este carro estão atreladas duas parelhas de cavalos brancos guiados por um anjo no lugar do cocheiro e dois anjos cavalgando a primeira parelha. O significado alegórico do painel é reforçado pela presença do anjo que fecha o cortejo e por numerosos querubins esvoaçando no céu acompanhando todo o percurso.
Ao contrário do que é habitual a Rainha Santa Isabel não é identificada pelo escudo bipartido das armas de Portugal e de Aragão mas apenas pelo escudo português assim se valorizando a sua condição de Rainha de Portugal.
Em segundo plano entre S. Luis e a Rainha Santa esta representada a Beata Beatriz da Silva fundadora da Ordem das Concepcionistas ou Ordem da Imaculada Conceição da Bem – Aventurada Virgem Maria . Esta religiosa foi santificada em 1976.
Este painel foi colocado nos jardins do palácio em 1925.
nspirada na gravura com o mesmo tema produzida trinta anos antes por Sebastianus Conca e Hieronymus Rossi, representa uma cena mais simplificada enquadrada numa cartela rococó onde figura apenas a rainha com uma coroa fechada, envergando o hábito de clarissa e barbeta de viúva apoiada no bordão em forma de Tau, colocando a mão direita nos olhos da criança cega sozinha à sua frente.
Este episódio lendário é referido como tendo acontecido durante a sua peregrinação a Santiago de Compostela em 1325, quando a mãe da criança lhe solicitou a cura, vendo-se em plano de fundo do lado esquerdo a torre de um castelo e do lado direito uma construção que representam a vila da Arrifana onde a primeira biografia situa este milagre.
É um dos dois fólios em pergaminho acrescentados em 1592 à cópia manuscrita entre 1556 e 1560 da biografia medieval da Rainha, o Livro que fala da boa vida que fez a Rainha de Portugal, Dona Isabel, e dos seus bons feitos e Milagres em as vida e depois da morte.
Trata-se de uma iluminura de página inteira representado o Brasão das Armas da Rainha, onde do lado esquerdo estão representadas as armas de Portugal pelas cinco quinas e pela bordadura de sete castelos e, do lado direito, o escudo de Aragão, com quatro barras vermelhas num fundo dourado. O escudo está rematado por uma coroa real aberta de pontas floreadas e adornada com rubis e safiras e está inserido numa magestosa cartela maneirista de enrolamentos, sendo suportado por dois anjos tenentes.
No aro inferior da moldura, num pequeno rótulo de cor azul está inscrita a data M.D.L.X.X.X.X.I.I..
Retrato hagiográfico que constitui um dos dois fólios em pergaminho acrescentados em 1592 à cópia manuscrita entre 1556 e 1560 da biografia medieval da Rainha, o Livro que fala da boa vida que fez a Rainha de Portugal, Dona Isabel, e dos seus bons feitos e Milagres em as vida e depois da morte.
No centro da composição a Rainha envergando o hábito de clarissa, tem uma coroa de espinhos e na mão direita um crucifixo, dois elementos raros na iconografia isabelina. A coroa de espinhos está também presente na gravura que ilustra o livro de Diogo Afonso, “Vida & milagres da gloriosa Raynha sancta Ysabel, molher do catholico Rey dõ Diniz sexto de Portugal com o compromisso da cõfraria do seu nome, & graças a ella concedidas”, impresso em 1560. Em ambos os casos aponta a sua vontade de imitar Cristo através de uma vida de renúncia e sacrifício Deve salientar-se ainda o sangue que brota da mão que segura o crucifixo numa alusão à flagelação que a Rainha D. Isabel sobre si própria exercia nos seus exercícios de penitência. A mão esquerda voltada para baixo apontando o ceptro e a coroa caídos a seus pés exprime a sua renúncia ao exercício dos seus privilégios reais,.
Em segundo plano, do lado direito da figura três construções representam ao centro a Igreja de Santa Clara e Santa Isabel (hoje Santa Clara-a-Velha), ladeada pelo seu paço e pelo hospital onde exercia a sua actividade de proteção a doentes e indigentes desde a morte de D. Dinis.
Esta estátua de mármore de Carrara representa a Rainha com idade avançada, envergando o hábito de clarissa, véu e barbeta de viúva, segurando com a mão esquerda o manto onde mostra um molho de rosas e apoiando a mão direita num bordão em forma de Tau.
Este desenho recorda a intervenção pacificadora da Rainha D. Isabel em Alvalade, ou em Loures segundo a primeira biografia, num dos episódios da guerra civil que ocorreu entre 1329 e 1334, quando o Infante D. Afonso se revoltou contra o pai, o rei D. Dinis, por recear ser preterido na sucessão ao trono a favor de D. Afonso Sanches filho bastardo do monarca.
Distingue-se de outras representações alusivas a este episódio histórico ao registar o momento em que a Rainha D. Isabel após se ter interposto entre os exércitos já em confronto, leva o Infante a reconciliar-se com o pai que lhe perdoa o acto de rebeldia.
D. Isabel no momento da reconciliação olha para o céu com os braços abertos pedindo a intervenção divina.
Este desenho foi encomendado a Giusepe CADES em 1789 para o Altar da Capela de Santa Isabel da Igreja de Santo António dos Portugueses em Roma mas o falecimento do autor impediu que a obra fosse executada tendo sido substituída por uma pintura de Luigi Agricola.
Constitui a primeira representação impressa da Rainha Santa Isabel, inserida no livro de Diogo Afonso, “Vida & milagres da gloriosa Raynha sancta Ysabel, molher do catholico Rey dõ Diniz sexto de Portugal com o compromisso da cõfraria do seu nome, & graças a ella concedidas”. Esta obra oferecida à Rainha D Catarina mulher do rei D. João III. foi impressa em Coimbra por João Barreira na Imprensa da Universidade sob licença da Inquisição, por ordem dos mordomos da Confraria a pedido da Abadessa do Mosteiro de Santa Clara.
Neste livro encontramos a primeira narrativa do Milagre das Rosas, no entanto, a gravura da portada enfatiza sobretudo a devoção e piedade cristã da Rainha expressa na presença dominante da grande cruz empunhada pela mão direita e paralelamente, o desprendimento do poder real simbolizado pelo ceptro e pela coroa depostos a seus pés.
De notar que alguns autores identificaram esta cruzo como o bordão de peregrina. No entanto só mais tarde so bordão de peregrina se tornará um emblema identificador da santa portuguesa a partir da abertura do seu túmulo em 1612.
Dentro de uma cartela maneirista, a Rainha Santa Isabel, abrigada num baldaquino, envergando o hábito de clarissa tem na cabeça uma coroa de espinhos, muito rara na iconografia isabelina, mas que aponta a sua vontade de imitar Cristo através de uma vida de renúncia e sacrifício.
Gravura de autor desconhecido que ilustra a obra de Pedro Mariz “Diálogos de Vária História em que se referem as vidas dos Senhores Reys de Portugal com os feus retratos e notícias dos nossos reynos”, obra publicada em Coimbra por António Mariz em 1594 e a que foi enigmaticamente suprimido o texto relativo a Isabel de Aragão. A Rainha é representada de perfil, coroada e envergando o hábito de clarissa, com barbeta de viúva e bordão, com um luminoso resplendor enquadrado na inscrição ELISABETH REGINA SANCTA PORTVG.
Segundo alguns autores esta inscrição e a apresentação da rainha como santa antes da sua canonização poderão explicar a eliminação do texto pela censura da Inquisição
Composição complexa em que a Rainha Santa ocupa o centro tendo por trás uma construção gótica e em plano afastado, do lado direito, uma povoação fortificada. Em primeiro plano D. Isabel com o bordão em forma de Tau na mão esquerda e um ramo de flores na mão direita, tem a seus pés um grupo de pedintes ajoelhados e do outro lado um grupo de militares igualmente em atitude de veneração.
Por cima da soberana uma pomba com um ramo de oliveira alude ao seu estatuto de mediadora da paz.
Dentro de um medalhão oval a Rainha Santa é representada coroada envergando o hábito de clarissa com barbeta de viúva, rosas no regaço e na mão direita um ramo de oliveira com uma legenda com a palavra PAZ. Em plano de fundo está desenhada a Virgem aureolada de estrelas abençoando a santa portuguesa.
De notar a indicação do dia 8 de Julho como data da festa da Rainha Santa o que se verificou por vezes para evitar a coincidência com a oitava dos santos Apóstolos.
A Rainha D. Isabel coroada, vestindo um rico trajo real com rosas no regaço, segurando o ceptro na mão esquerda e o bordão em forma de Tau na mão direita destaca-se sobre um fundo que representa um nobre edifício .
No lado direito está patente o escudo bipartido de Portugal e de Aragão e no lado esquerdo a insígnia franciscana.
A Rainha dá uma esmola a um paralítico.
Gravura integrada no livro La vie des saints por tous les jours de l'anné da autoria de l'Abbé Pradier publicado em Lille em 1889. A composição mostra a Rainha Santa coroada, envergando o hábito de clarissa com rosas no regaço, enquadrada por um arco neogótico onde pequenos anjos seguram faixas com inscrições latinas alusivas ao, milagre das rosas. Esta gravura insere-se na tendência historicista e no revivalismo neogótico dominantes no final do séc, XIX.
A Rainha Santa Isabel coroada, envergando um belíssimo trajo real, vestido de brocado e manto de arminho, deixando cair rosas que tem no regaço, tendo como cenário um claustro gótico e uma imponente escadaria.
Esta gravura insere-se na tendência historicista e no revivalismo neogótico dominantes no final do séc, XIX.
Na versão portuguesa de Anno Christão uma gravura ricamente emoldurada tem como tema central um desenho que representa a Rainha D. Isabel lavando a cabeça de uma pobre com apoio de uma camareira que segura um jarro de água. No canto inferior direito está representada uma mulher que assiste à actuação caritativa da rainha.
Esta gravura, que ilustra uma pequena biografia da Rainha Santa Isabel, procura sublinhar a caridade de uma soberana que tratava pelas próprias mãos doentes e chagados.
Trata-se da página de apresentação da publicação “ Breve compêndio da vida, morte, virtudes e milagres de SANTA ISABEL, sexta rainha de Portugal e Infanta de Aragaõ” que apresenta, dentro de uma cartela externamente decorada com elementos vegetalistas, a D. Isabel vestindo o hábito de clarissa, com véu e barbeta de viúva, apoiando-se com a mão esquerda no seu bordão em forma de Tau e segurando com a mão direita no seu regaço um molho de rosas.
No lado direito esta desenfada a cabeça de um pedinte e na margem inferior da cartela o escudo bipartido de Portugal e Aragão.
A Rainha envergando o hábito de clarissa, com coroa aberta, véu e barbeta de viúva, ocupa o primeiro plano da composição. Coloca os dedos nos olhos de uma criança cega que lhe é apresentada pela mãe curando-a milagrosamente. A cena passa-se na proximidade de Vila da Feira durante a sua peregrinação a Santiago de Compostela após o falecimento de D. Dinis, estando a paisagem dominada pelo castelo da referida vila. Atrás da rainha, do lado direito estão representados dois cortesãos da sua comitiva e do lado esquerdo uma mulher com uma criança ao colo sendo ainda visível, no centro da composição, um popular que também presencia o milagre. No céu um pequeno grupo de querubins acentua a sacralidade do momento.
À entrada de um palácio identificado por quatro largas colunas, esta complexa composição apresenta ao centro, embora em segundo plano, o Rei D. Dinis interpelando a Rainha D. Isabel que lhe mostra o regaço cheio de rosas.
Um numeroso grupo de pedintes está desenhado em vários planos, desde a boca da cena, onde ao centro estão representadas duas crianças, até um plano de fundo atrás do casal régio.
Do lado esquerdo podemos observar um grupo de cortesãos que, tal como os pedintes, manifestam com gestos a sua admiração face ao milagre que acabam de contemplar.
Num espaço exterior ajardinado a rainha vestida com trajo real ocupa o centro da composição tendo do lado direito, um pouco atrás, uma camareira que segura uma bandeja cheia de moedas que vai distribuindo aos pedintes que estão representados do lado esquerdo da gravura.
A Rainha no exterior de um palácio, coroada e envergando um vestido majestoso, tendo na mão esquerda um livro que suporta as coroas sobrepostas de Portugal e de Aragão olha para um pedinte que se aproxima de joelhos e a quem dá uma esmola.
Esta gravura integra a monumental série Lusitanorum,Regum Icones Ordinis Temporum Expositae elaborada em 1708 por Domenico Dupra, importante pintor da corte portuguesa, e dedicada a André de Melo e Castro embaixador extraordinário do Rei D. João V junto do Papa Clemente XI. O casal régio é representado dentro de uma moldura rodeada por ramos de loureiro, numa cartela que contém uma extensa legenda em latim. A Rainha está desenhada de perfil junto a D. Dinis embora em segundo plano seguindo o modelo concebido por Cornelius Galle para a Anacephalaeoses.
Imagem incluída em “Triunfo de la Nobleza Lusitana y origen de sus blasones” de António Soares de Albergaria, representa a rainha em corpo inteiro envergando o hábito dr clarissa, coroa aberta sobre o véu que lhe cobre a cabeça e barbeta de viúva. Com a mão esquerda segura no regaço um molho de rosas e com a mão direita apoia-se no bordão em forma de Tau.
O escudo bipartido de Portugal e Aragão encimado por uma coroa aberta ocupa o canto inferior direito da composição .
A Rainha é representada muito jovem, com a cabeça coberta por um véu a que se sobrepõe uma coroa aberta cercada por uma grandiosa auréola. No regaço, apoiado por ambas as mãos está um molho de rosas.
A posição elegante da soberana e o desenho do rosto tranquilamente olhando para o espectador constitui uma original representação da rainha portuguesa.
Xilogravura incluída no livro Histórias da vida & feitos heroicos & vidas insignes dos sanctos de Fr. Diogo do Rosário, publicado em Braga por António de Mariz por encomenda do Arcebispo D. Frei Bartolomeu dos Mártires. A Rainha é representada de corpo inteiro, no claustro de um convento, envergando o hábito de clarissa, coroada e aureolada segurando nas mãos as coroas de Portugal e de Aragão assim aludindo à sua condição de Infanta de Aragão e de Rainha de Portugal.
A Rainha D. Isabel com coroa real, ceptro e vestida com o hábito franciscano assiste, rodeada pela sua comitiva, à abertura das fundações do hospício junto do seu paço de Santa Clara, anexos ao convento que refunda na margem esquerda do rio Mondego em frente a Coimbra. Na figura a cidade é simbolicamente representada por edifícios posicionados de ambos os lados de uma colina com uma árvore. A composição alude à lenda que relata ter a rainha encontrado desenhada no terreno a planta do hospital que queria construir e encontrando parcialmente abertos os alicerces.
Existe uma lenda semelhante associada à fundação da Igreja do Espírito Santo em Alenquer.
Esta xilogravura foi inserida no capítulo dedicado à Rainha Santa no Flos Sanctorum das vidas e obras insignes dos santos editada em Lisboa em 1590 por Baltazar Ribeiro,
Notável exemplo de pintura ilusionista de arquitecturas perspectivadas em grande voga em Portugal na primeira metade do séc. XVIII. O medalhão central concebido à semelhança de um retábulo de altar representa a assunção celestial de Santa Isabel. A rainha é representada de hábito de clarissa e coroa real subindo ao Céu em glória rodeada de anjos. Aos pés um pequeno anjo leva na mão o ceptro real símbolo da realeza terrestre deposta. A meio da composição a Virgem Maria espera-a de braços abertos. Entronizada entre as nuvens pontifica a Santíssima Trindade representada de acordo com a tradição iconográfica: Cristo segurando a cruz erguida, e Deus-Pai apoiando a mão esquerda na esfera do mundo em atitude majestática; sobre eles pairando nos céus a pomba do Espírito Santo.
Cruz processional que faz parte do denominado tesouro da Rainha Santa que reúne um conjunto de preciosos objectos devocionais de sua estima e uso pessoal que a Rainha Dona Isabel legou ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. Notável peça de ourivesaria utilizando nos braços da cruz e na haste jaspe, prata dourada e relevada, incisa, esmaltes, vidros e berílios.
O centro que une os braços da cruz é ornamentado com baixo relevo de prata dourada representado de um lado o Calvário e do outro o Tetramorfo (Cristo em majestade ao centro com representações dos símbolos dos Evangelistas nos quatro cantos. De destacar também a ornamentação do nó hexagonal inserido na haste onde estão os escudos de Portugal e de Aragão.
No verso, no cruzamento dos braços vê-se a imagem de Cristo crucificado acompanhado por Nossa Senhora e por S. João Evangelista
Um pequeno painel de azulejos colocado num murete do lado esquerdo que enquadra uma fonte, representa a Rainha Santa Isabel com coroa em trajo real Uma pequena quadra registada num painel acentua a ligação da fonte à rainha.
A Rainha D. Isabel com coroa em trajo real representada no centro da composição, mostra a D. Dinis as rosas que tem no regaço. A rainha está rodeada de mendigos e crianças. Em segundo plano D. Dinis que está acompanhado por um cortesão.
Imagem em pedra pintada da Rainha Santa Isabel em traje real com coroa, segurando no manto um molho de rosas. É venerada na Capela da Rainha Santa Isabel do Paço de Monte Real mandado construir pela Rainha D. Isabel em 1300, à data senhora de Leiria e dos seus termos. A Rainha Santa Isabel viveu temporadas neste seu Palácio de Monte Real, de que apenas restam ruínas, sendo parte do qual hoje ocupado pela actual capela edificada pelo Bispo de Leiria D. Martim Afonso Mexia entre 1605 e 1615.
Em Monte Real na última semana de Julho realizam-se as festas da Rainha Santa que inclui uma procissão.
A Pintura mostra a Rainha Santa Isabel segurando no regaço um molho de rosas, com um rico traje de corte e uma pequena coroa, um simples cordão de ouro e o cabelo ornado com pérolas e flores. É um dos raros retratos em que D. Isabel é representada muito jovem, a par dos óleos seiscentistas que se conservam em Santa Clara-a-Nova e no Museu de Lamego.
A rainha é identificada no canto superior esquerdo com a inscrição S. ELISABE T - R - P e no canto superior direito com o escudo bipartido de Portugal e Aragão encimado pela coroa real.
Pequeno baixo relevo em cera pintada sobre madeira, inserido num retábulo representando a Rainha Santa Isabel com coroa e auréola, envergando o hábito franciscano tendo no regaço rosas vermelhas e brancas que oferece a dois pedintes. No céu um pequeno anjo segura uma faixa com o nome da Rainha.
Esta composição, onde não está presente o rei D. Dinis, pode aproximar-se do milagre de Alenquer em que D. Isabel paga aos pedreiros com rosas que se transforma em moedas de ouro.
Representa a rainha coroada vestindo um traje régio, apoiando a mão direita num bordão em forma de tau e segurando na mão esquerda um livro aberto, elemento muito raro na iconografia isabelina e que se pode explicar por se inserir no contexto pós tridentino.
Este relicário faz parte do denominado tesouro da Rainha Santa que reúne preciosos objectos devocionais que pertenceram à Rainha Dona Isabel, que os legou ao Convento de Santa Clara e Santa Isabel.
Ramo de coral com múltiplos braços realizado provavelmente na Sicília, terra natal de D. Constança mãe da Rainha D. Isabel, e onde começara a exploração deste tão apreciado material. Todo este magnífico conjunto é ensimado por um pequeno relicário do Santo Lenho, relíquia de inestimável valor. Dois pequenos leões suportam as hastes que no seu cruzamento tem gravado o escudo de Aragão. O estatuto de rainha de Portugal é também registado pela presença do brasão de Portugal nos engastes de prata que suportam os ramos inferiores do ramo de coral.
Tem a inscrição: “GLORIA / TIBI /TRINITAS / EQUALIS / UNA / DEITAS / ER[i]T / ANTEÔ”
Duas pequenas jarras de altar de porcelana decoradas com uma cartela contendo o escudo bipartido de Portugal e de Aragão encimados por uma coroa fechada.
Objecto devocional destinado à devoção privada que circulava regularmente por um grupo restrito de famílias.
A imagem da rainha em prata dourada está integrada num pequeno oratório do mesmo material, com decoração neo-gótica e ornamentação vegetalista. Na base está gravada a inscrição ELISABETH PACIS/ ET PATRIAE MATER/ DONA NOBIS PACEM.
O oratório era transportado num estojo de madeira forrado interiormente com um tecido vermelho.
A Hermandad de Santa Isabel de Zaragoza, fundada em 1912, possui também uma imagem domiciliária transportada igualmente num estojo de madeira.
Imagem guardada numa vitrine da mesma época envergando um vestido bordado tendo sobre a longa cabeleira um coroa aberta. Na mão esquerda segura um molho de rosas e na mão direita uma pequena jarra
Conjunto de duas figuras em tamanho real representado a Rainha D. Isabel coroada oferecendo rosas a um pedinte ajoelhado a seus pés. Antiga imagem processional que era venerada até à sua substituição pela imagem de Teixeira Lopes. Ainda hoje é objecto de veneração.
Trata-se de um registo que foi oferecido por Martinho de Azpilcueta, Professor de Direito Canónico da Universidade de Coimbra (entre 1538 – 1555). à sua sobrinha Ana Azpilcueta monja no Convento de Santa Maria de Celas, paralítica, pela sua cura milagrosa. Este pequeno registo esteve inicialmente no Convento de Celas de onde foi levada para a sacristia do Mosteiro de Santo António dos Olivais, passando a integrar a coleção do Museu Machado de Castro a partir de 1915-16. Este pequeno óleo caracteriza-se pela complexidade da composição com a sucessão de vários planos. No primeiro plano, ocupando quase todo o espaço, podemos observsr uma das mais belas imagens da Rainha Santa Isabel, representada muito jovem com coroa e véu ,vestindo um elegante trajo de corte e segurando com ambas as mãos o regaço cheio de rosas que olha com serenidade. Em segundo plano, perante a admiração dos circunstantes a rainha lava os pés a uma mendiga o que sublinha a prática da caridade. No plano de fundo, D. Dinis surpreendido observa as rosas que D. Isabel lhe mostra no seu regaço. Esta cena do milagre das rosas constitui provavelmente a mais antiga representação artística desta tradição milagrosa, narrada pela primeira vez em meados do séc. XVI . No pórtico que emoldura este pequeno óleo está registada a seguinte inscrição: “Laudemus Christumqui tanti es numeris auctor / Lux orta es nostro regno quum talem obtinuit / Reginam quae vocata votis / Adest numine praesentissimo”
Imagem relicário em prata e prata dourada,granadas, cristal da rocha, vidros, esmaltes e camada policroma. Esta imagem faz parte do denominado tesouro da Rainha Santa que reúne preciosos objectos devocionais que pertenceram à Rainha Dona Isabel. Testemunha a devoção mariana da rainha portuguesa que quis marcar a sua ligação à imagem com a representação dos escudos de Portugal e Aragão
A Rainha no exterior de um palácio, coroada e envergando um vestido majestoso, tendo na mão esquerda um livro que suporta as coroas sobrepostas de Portugal e de Aragão olha para um pedinte que se aproxima de joelhos e a quem dá uma esmola.
Imagem em madeira estofada, policromada e dourada representando a Rainha Dona Isabel envergando um sumptuoso trajo de corte, com coroa de prata e segurando no manto um molho de rosas.
Imagem de vestir representando a Rainha Santa Isabel envergando o hábito franciscano. Esta imagem colocada num nicho decorado com talha dourada, faz parte do conjunto de imagens de santos que saiam na Procissão dos Terceiros na Quarta-feira de Cinzas.
Imagem em madeira representando a Rainha Santa Isabel envergando o hábito franciscano, com cordão de três nós, barbeta de viúva e segurando,. com a mão esquerda, rosas no escapulário. A imagem apresenta-se muito danificada, sem a mão direita que provavelmente, dada a posição do braço, seguraria o bordão de peregrina,
Imagem de madeira estofada ricamente ornamentada com coroa real e barras douradas do manto e túnica cingida pelo cordão franciscano. Com a mão esquerda segura no manto um molho de rosas e na mão direita um septro, elemento raro na iconografia isabelina. A posição desta mão permite supor que o septro substitui o bordão original. Note-se que esta imagem foi objecto de recente restauro.
Colar de ouro, ornamentado com safiras, topázios imperiais, vidro doublê, rubis, esmeraldas e pérolas que pertenceu à Rainha D. Isabel que segundo a tradição seria emprestado às parturientes.
O rico bordão oferecido à rainha aquando da sua peregrinação a Santiago de Compostela pelo Arcebispo D. Berenguel. É uma singular peça de madeira ornamentada com prata e duas peças de ágata nos topos do ,manípulo que dá forma ao Tau.
Foi com este bordão que a Rainha quis ser sepultada. Está representado na estátua jacente do túmulo por ela própria encomendado ao escultor Mestre Pero.
Conserva-se num precioso estojo de prata do séc. XVII pertencente à Confraria da Rainha Santa Isabel.
A par das rosas ,o bordão constitui um emblema identificador da Rainha presente em numerosíssimas representações. É também motivo de curiosas lendas como a “Lenda do mausoléu que dá um salto” em que a pesada arca tumular da Rainha D. Isabel, ao ser ser tocada pelo bordão, sobe milagrosamente para a capela do piso superior do Convento de Santa Clara que fora construído devido à subida das águas do rio Mondego.
A rainha envergando o hábito de clarissa com véu e barbeta d,e viúva, sustenta na mão esquerda um conjunto de flores e empunha com a mão direita o seu bordão em forma de Tau.
No exterior de um palácio, a rainha vestida com régio distribui esmolas a um grupo dr pedintes.
São conhecidas mais versões do mesmo autor, com diferentes dimensões e datas. Esta primeira versão foi apresentada em 1866 na Exposição trienal da Academia Portuense de Belas Artes. As diferentes versões distinguem-se por detalhes da indumentária da rainha.
No exterior de um palácio, a rainha vestida com o hábito de clarissa e com um ramo de flores na mão esquerda ocupa o lado direito da composição e entrega uma esmola a dois pedintes, um velho e uma mulher com uma criança.
A Rainha envergando o hábito de clarissa e com ´véu e barbeta de viúva segura na mão direita o seu bordão dr peregrina em forma dr Tau. A luz que ilumina o rosto introduz a dimensão espiritual.
A rainha em corpo inteiro, coroada e com sumptuoso traje de corte segura no regaço um ramo de rosas. Na parte superior do quadro, do lado esquerdo, um pequeno anjo sustenta uma coroa de flores, uma clara alusão à sua santidade. No lado direito outro pequeno anjo segura o escudo bipartido com as armas de Portugal e de Aragão. Este óleo é provavelmente proveniente da Capela da Rainha Santa Isabel que terá existido no claustro do Convento fundado por D. Dinis em Odivelas. Esta tela guardada enrolada durante muitos anos, foi recuperada e emoldurada em meados do séc, XX tendo sido colocada no átrio de entrada do então Instituto de Odivelas, colégio feminino, entretanto encerrado. Hoje, estas instalações estão sob alçada da Câmara Municipal de Odivelas que aí pretende criar um núcleo museológico
Será interessante comparar com o óleo da mesma época da Sé Velha de Coimbra, ambos apresentando a rainha segundo o modelo régio numa época em que era dominante o modelo franciscano.
A rainha envergando o hábito franciscano é representada com coroa que indicia o seu estatuto de rainha e com a sarcela que evoca a sua condição de peregrina mas também a sua caridade para com os pobres e desvalidos. A mão esquerda sobre o peito sublinha virtude da piedade e a espiritualidade franciscana.